16 de dez. de 2017

ALTEREAD BEAST | GUARDIAN OF THE REALMS (GBA)


Todos os gamers com mais de 20 anos jogou Altered Beast ao menos uma vez na vida, se ainda não o fez, por favor, se mate!

A famosa frase "Rise From Your Grave" esta cravada em meu subconsciente de tal forma, que ao escrever a frase, sinto como se estivesse ouvindo Zeus sussurrá-las em meus ouvidos.

Claro, ou pode ser que eu esteja sofrendo de algum distúrbio mental!

22 de mai. de 2016

REVIEW | BLASTER MASTER 2: CAGANDO UMA SEQUENCIA


Olá, Internets, sentiu falta dos meus textos? Tenho certeza que não. Enfim, agora com um PC conectável a internet, posso voltar a escrever asneiras.

Em se tratando de jogos antigos, é raro, bem raro, eu ser surpreendido com algum jogo. Não que eu tenha jogado somente jogos ruins, ou não tenha gostado do que tenha jogado. Diabos, Mr. Gimmick (ou Gimmick no Japão) é um jogo muito bom. Vejam o vídeo do Pat the NES Punk a respeito, dá pra situar bastante. Mas não é de Gimmick que vou falar. O jogo que realmente me surpreendeu quando joguei foi Blaster Master do NES.


20 de dez. de 2015

MEME | O QUE VOCÊ JOGOU EM 2015


Fim de ano é época de quê? Isso mesmo, de lembrar que fazem cinco anos que eu tomei um... Não, pera, não é isso... 

Fim de ano, é época de quê? Sim, do Especial do Roberto Carlos! Não, droga, não é isso, e tenho certeza de que aquele especial que passa na Globo é de 1986, com toques do Hans Donner pra envelhecer os convidados. Também tenho certeza de que os novos artistas são inseridos via After Effects. Pensam que me enganam eles, o PoVo NãO é BoBo, AbAiXo A rEdE gLoBo!

27 de out. de 2015

JOGOS DE GAME BOY QUE VOCÊ PRECISA JOGAR | PARTE 2


Resolvi fazer a parte dois após ficar remoendo games que já me gastaram muito tempo e mereciam um lugar nessa lista. 

Apesar de alguns nomes serem de peso, quero comentar os que são um pouco mais desconhecidos. Afinal os conhecidos trazem sensação nostálgica, mas os desconhecidos trazem curiosidade e boas horas de jogo. Vamos lá:

25 de out. de 2015

REVIEW | SAMURAI WARRIOR 4


Minha paixão pelos jogos 1 x 1 milhão, ou musou, começou há quase oito anos atrás, quando por recomendação de um amigo (e de um review na finada NGamer Brasil), adquiri Sengoku Basara 2 Heroes. Todo o visual oriental, a mecânica simples, lembrando a dos Beat'em Up's e os especiais totalmente mirabolantes, me deixaram maluco, tanto que foi um dos primeiros jogos que zerei quando comprei o Playstation 2 no fim daquele ano. Tempos depois, adquiri Devil Kings e mais uma tonelada de jogos do gênero pra PS2 (Dynasty Warriors Gundam 2, Samurai Warriors 2: Xtreme Legends (e o Empires também), Dynasty Warriors 5 e 5 Xtreme Legends), e continuei apaixonado pelo gênero, inclusive jogando outros jogos que usam da mecânica em outras plataformas. Maaas enfim, estamos aqui pra falar de Samurai Warriors e é dele que iremos falar.

24 de out. de 2015

JOGOS DE GAME BOY QUE VOCÊ PRECISA JOGAR | PARTE 1


Tudo começou com um anúncio de jornal. Era um belo dia e eu era "piquitita" quando resolvi comprar o já antigo Game Boy Collor. A verdade é que sou uma fã confessa de jogos da Nintendo e quando vi a oportunidade agarrei na mesma hora. Com essa compra eu ganhei um Mario, mas não me lembro muito dele embora tenha me rendido horas de diversão. 

Não me lembro nem se cheguei a zerar, mas era bem bacaninha. Depois de um tempo consegui colocar minhas mãos em alguns cartuchos de pokemon. (Yellow e Silver). Não tinha nada mais divertido pra mim de ter a impressão de que eu estava viajando enquanto capturava pokemons e ia mais fundo no enredo. Nunca fui muito fã do anime, mas os jogos são muito perfeitinhos em vários sentidos. Acredito que o grande sucesso de pokemon tem como base sua imersão.

Pokemon é um marco e todo mundo sabe a razão de gostar e não gostar. Não parando no Pokemon acabei mais tarde jogando outros jogos de Game Boy e Game boy advance. Vou citar alguns jogos que marcaram minha vida nesses pequenos consoles (Não vou colocar pokemon na lista, pois seria muito óbvio)

Vamos lá:

13 de set. de 2015

REVIEW | DRAGON QUEST HEROES: THE WORLD TREE'S WOE AND THE BLIGHT BELOW



O meu primeiro contato com Dragon Quest, assim como a maioria dos velhacos que escrevem neste site, foi com o anime Fly, o Pequeno Guerreiro (Dragon Quest: Dai no Daibouken). Nos jogos, meu primeiro contato, foi com o fantástico (e dificílimo) Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King. Mas só fui me tornar fã da série MESMO após jogar o incrível (embora raso em alguns aspectos) Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies. 

1 de ago. de 2015

REVIEW | GAME OF THRONE - A TELLTALE GAMES SERIES

Review baseado no primeiro episódio: Iron from Ice

Eu não sou o que possa ser chamado de fã de Game of Thrones. Não tenho o menor saco pra assistir a série da HBO, mas gosto do universo rico criado por George R. R. Soares Martin e muitos dos personagens dela são carismáticos, ou odiosos em igual percentagem. Mas ainda assim não tenho tanta vontade de mergulhar no reino das Crônicas de Gelo e Fogo e Putaria. 

1 de mai. de 2015

REVIEW | CHROMA SQUAD


Se você é um jovem na casa dos vinte e poucos ou já passou dos trinta e tantos, possivelmente você assistiu aos Tokusatsus na manchete, não? Ou na Record, Globo, Gazeta, SBT, etc, etc, etc. Estou correto? Pois bem, na época onde o mertiolate ardia e o Biotônico Fontoura era o único contato de crianças normais ao álcool, e se permitia tudo (como bonecos de Ação de Rambo), era normal que nós, seres infantes, pequenos exus, brincássemos de lutinha, fazendo nossos próprios tokusatsus, certo? 

27 de fev. de 2015

REVIEW | WOODLE TREE ADVENTURES


Você jogar videogames há 20 anos (ou mais) tem lá seus pontos positivos e negativos, principalmente quando se vê o avanço dos jogos e percebe que muitos estilos que outrora dominaram o passado já não são mais tão presentes. Por exemplo, nos 32/64 bits, tinhamos Super Mario 64, Crash Bandicoot, Banjo e outros platformers, nos 128 bits por exemplo, tinhamos no Playstation 2: Jak e Dexter, Ratchet & Clank, Sly Cooper. No Wii, temos Super Mario Galaxy. Mas hoje em dia, platformers 3D são algo mais raro, difícil. Porém, algumas vezes, surge na cena índie um jogo cuja execução nos remete aos tempos de infância, onde tudo era mais ingênuo e saudável, e ficamos alegres, com o bom conteúdo que recebemos. Woodle Tree Adventures não é um desses games.

8 de fev. de 2015

REVIEW | FAIRY BLOOM FREESIA


Hoje em dia, com o Greenlight, é relativamente fácil um estúdio pequeno colocar seus jogos a venda no Steam, mas há alguns anos, isso não existia, e para poder vender seus jogos no Steam, os estúdios deveriam estar sob as asas de alguma publisher. Nesse meio, algumas pérolas são encontradas. No caso, a Capcom (E posteriormente a Nyu Media) ajudou o estúdio Edelweiss a publicar no Steam, Fairy Bloom Freesia.

7 de fev. de 2015

REVIEW | SONIC GENERATIONS



Olá amiguinhos! Kyo falando. Há muitos verões eu escrevia aqui, e agora estoy de vuelta. E com um PS3. Eu já havia zerado Sonic Generations há um tempão no PC. E agora, chegou em minhas mãos a versão de PS3 (sim, comprei um jogo que já havia zerado, me processe, porra!) . E o que de diferente ela tem pro PC? É o que veremos.

28 de dez. de 2014

Meme Gamer: O Que Eu Joguei em 2014

     Salve salve amigos da nave Big Brother blogosfera gamer! Antes de mais nada, permitam-me que eu me apresente: Me chamo Willi Weiss, resido em Santa Catarina e hoje estou fazendo uma colaboração para o New Old Players a pedido Diogo, vulgo Cyber Woo, amigo de longa data e dono dessa bagaça aqui! Há alguns dias, ele me chamou para que eu lhe desse uma mão aqui com o NOP. Enquanto isso, o pessoal da blogosfera organizou o Meme Gamer "O Que Você Jogou em 2014?", uma brincadeira em que a galera escreve sobre os games que passaram pelos seus controles durante o ano que está findando. Esse Meme é feito desde 2011. Sempre li, acompanhei e me diverti muito com os textos dos participantes, e desta vez decidi participar, unindo o útil ao agradável e fazendo desta participação a minha contribuição para o New Old Players nesse finzinho de 2014. Dadas as explicações de quem eu sou e o que estou fazendo aqui, bora rever o que joguei neste ano que está para terminar e contar um pouco sobre as minhas experiências com cada título. RÉSHTÉG PARTIU!

Street Fighter X Tekken (PC)
     Nossa, adoro pronunciar o nome desse jogo, "Street Fighter Cross Tekken", esse Cross dá um ar mais "chique" do que o comum Versus, hahahaha! Eu nunca fui um profundo amante dos jogos de luta da Capcom, acho a física deles muito inconstante, e as sequências para execução de combos e especiais muito chatas de fazer. Em Mortal Kombat, por exemplo, me viro muito bem e pego fácil o jeito de jogar de cada personagem, mas em Street Fighter e derivados, um Hadouken lançado já é uma vitória. Instalei esse jogo em meu notebook por acaso, eu iria viajar e queria algo para passar o tempo e que não precisasse de mouse para ser jogado, então o game caiu bem. Na prática, ele é basicamente um Street Fighter com os personagens do Tekken, pois não apresenta diferenciais significativos na jogabilidade em si, então, não é de se esperar que não simpatizei muito com o jogo. Mas o odiei menos do que odeio Street Fighter IV por causa da variedade de cenários e da maior beleza destes em relação aos de SFIV, pelo fato de serem mais bonitos artisticamente e apresentarem menos cores berrantes.

Assassin's Creed IV Black Flag (PS3)
     Essa é uma série que teve seus altos e baixos na minha vida gamer. Comecei pelo primeiro, que detestei e conseguiu me deixar irritado já no tutorial, que não obedecia corretamente aos meus comandos (tutorial obrigatório é uma porcaria, a gente já entendeu como faz, mas precisamos provar pro jogo, e nisso ele buga e empacamos). O segundo foi simplesmente um dos melhores games que já joguei, curti demais. Meus cinco minutos de Brotherhood e Assassin's 3 não contam. E então fui jogar o Black Flag empolgadasso. A dublagem em português e o linguajar formal e medieval utilizado pelos personagens já me conquistou logo de cara, jogo dublado é outra experiência. A jogabilidade era praticamente a mesma do 2, que já era boa, então sem problemas. A história estava interessante, tudo ia bem, até começarem as benditas batalhas navais! Oh meu Deus, quanta raiva eu passei com essas batalhas! Mesmo fazendo o máximo de upgrades possível, meu navio continuava lento e fraco, incapaz de vencer certos combates sem sair deles quase afundando, isso quando eu não morria e tinha de tentar de novo não pela falta de habilidade, mas pela fraqueza do barco em todos os aspectos, fosse em velocidade, agilidade, dano causado... Bom, como já falei, procurei fazer o máximo de upgrades no navio quanto possível, e ao mesmo tempo, procurei melhorar meu personagem na medida do possível também, sempre procurando distribuir meu dinheiro em partes iguais para upgrades no navio e no personagem. Até que cheguei em certa missão de campanha, na qual só é possível acessar a missão se o navio tiver upgrade tal, e eu já não tinha como conseguir dinheiro para esse upgrade por já havia feito todas as missões secundárias disponíveis e distribuído o dinheiro arrecadado igualmente em upgrades para o navio e o personagem! Ou seja, joguei errado, devia ter deixado o personagem fraco feito boneco de posto e me ferrar em 70% do jogo (as partes em terra, que de fato são Assassin's Creed) e direcionar meu financeiro à porcaria do barco que só iria utilizar quaaaaaando tivessem batalhas navais! Nesse momento ficou impossível progredir na campanha, e então larguei do game de vez. De que adianta o game te dar liberdade para fazer upgrade no que você quiser, se você só consegue progredir na campanha se upar o que deve ser upado? Enquanto escrevo esse texto, a franquia caça-níqueis da Ubisoft está em saldo negativo comigo... e só vai piorar. Sigam a leitura.

Ratchet & Clank: Nexus (PS3)
     Quem me conhece sabe que sou fã incondicional da série Ratchet & Clank, inclusive ela está entre as minhas franquias favoritas of all time. E uma das tradições que tenho com os jogos dessa franquia é sempre zerá-los com meus amigos, que também são muito fãs da dupla. Mesmo estes games sendo single-player, nossa jogatina em equipe sempre dá muito certo, a regra é básica: "passou, morreu ou salvou, passa o controle". Todos respeitam e isso resulta num momento de lazer muito bacana. Todo ano em janeiro zeramos um, e o escolhido de 2014 foi Nexus. Esse foi um R&C diferente, com menos exploração e menos direito a idas e vindas, em suma, foi um game de fases, algo que nos pegou de surpresa pois os jogos da série sempre permitem voltar a planetas já vencidos para realizar tarefas secundárias e outros. Mas isso não o tornou ruim, pelo contrário, o game foi tão divertido quanto os outros. É difícil um jogo dessa franquia nos decepcionar, acho estranho ela ser pouco conhecida, pois a maioria dos games dela apresentam ótima trilha sonora, gráficos belíssimos, gameplay suave e bem trabalhado, e um humor único e muito, mas muito divertido. Se você possui um console PlayStation, dê uma chance a um game da série, não irá se arrepender. Só não jogue o Q-Force/Full Frontal Assault, esse é um lixo.

Max Payne 3 (PC)
     Rodar um joguinho de luta feito Street Fighter X Tekken (leiam Cross Tekken, sério, não é mais massa? XD) foi de boa, mas se meu notebook queria provar que era macho, ele teria que, com sua ultra-poderosa Intel HD Graphics 3000, rodar Max Payne 3 numa qualidade gráfica aceitável e a uma velocidade não só jogável, mas lisa, porque eu não tenho saco pra jogar jogo "travadinho". E não é que o desgraçado conseguiu? Até controle de Xbox 360 eu fiz questão de comprar só pra jogar esse jogo, pois com teclado e mouse eu sou uma anta, pra mim ou é só no teclado, ou então com controle. Max Payne 3 foi um dos games que mais me encantou em todo o ano de 2014, uma história muito bem feita, narrativa interessante, frases poéticas do Max as quais muitas se leva como lição para a nossa vida real mesmo, gameplay muito, mas MUITO bem projetado (alguns bugs quando se dá cover em escada, mas dá pra superar), enfim, um jogaço. No fim das contas até comprei ele pro PS3 pra jogar decentemente (que o jogo rodou no meu notebook rodou, mas que o notebook não se desligou sozinho nenhuma vez por causa de processador fritando, é outra história, hahaha!) e agora em janeiro se sobrar um tempinho quero terminá-lo no Play fazendo o final contrário ao que fiz quando joguei no note, pois o game tem dois finais. Se vocês tiverem uma grana sobrando aí, comprem, é um jogo que vale a pena jogar e que dá orgulho de dizer que tem. E que vale muito a pena sentir o orgulho de dizer que tem e zerou.

Army of Two: The 40th Day (PS3)
     Gente, como fazem falta hoje em dia aqueles games que praticamente pedem pra você chamar um amigo pra jogar contigo. Não na porra do online, mas do seu lado, zuando e dando risada juntos! Reclama-se muito que o pessoal não joga mais junto, o pessoal só quer online, mas isto se dá porque o multiplayer de muitos games é algo passível em que jogar online... serve. Agora, quando um multiplayer é planejado, bem feito e instigante a jogar com um amigo ou amiga em presença física como ocorre em Army, não dá pra pensar em online, tem que chamar o ser humano pra jogar com você em presença real, porque a gritaria de "me ajuda, pega aquele lá, ei ei volta aqui, cara vou morrer, volta, volta!" é algo que só quem joga em tela dividida sabe o quão bom é. Nem toquei nesse jogo sozinho, joguei todo ele com um amigo meu durante um sábado em que fizemos um churrasquinho do bom. E a experiência foi muito divertida. Army Fortieth Day é um game de tiro-teio frenético, mas exige cautela e estratégia por parte dos jogadores, senão você não progride. E a química entre os dois protagonistas também é ótima, o que deixa o clima do jogo mais amigável e até com um tom de humor em alguns momentos, algo que a maioria dos games de tiro não faz. Em 2015, se possível, quero experimentar os outros dois jogos da franquia.

The Last of Us: Left Behind DLC (PS3)
     Eu já havia jogado a saga de Joel e Ellie logo quando lançou (comprei o jogo na pré-venda com 124 reais em moedas, imaginem a felicidade da moça do caixa quando paguei desse jeito) e esse DLC me deixou empolgado não por um motivo específico, mas só por ser mais The Last of Us, pois o game e seu universo são divertidíssimos e interessantes, deixando um gostinho de quero mais ao fim de cada jogatina. Mas não fui jogar Left Behind cheio de hype, ao contrário, fui zen e sereno, apenas curioso do quê seria apresentado ali. Trata-se de uma pequena campanha com Ellie, que se passa durante um momento da história do jogo principal em que não dispomos de Joel (não vou dar spoilers, quem jogo já vai entender). Essa campanha também intercala com flashbacks de Ellie sobre fatos que aconteceram antes da história do jogo principal, mas estes flashbacks possuem apenas alguns pequenos puzzles e várias cutscenes, a ação mesmo está no gameplay do presente, onde a menina é capaz de executar as mesmas ações que faz na campanha principal, como usar armas, dar cover e tudo mais. Em matéria de enredo, é meramente um complemento a The Last of Us. Jogou, vai achar interessante. Não jogou, não faz falta.

Far Cry 3 (PS3)
     Far Cry 3 foi uma das maiores surpresas que tive em 2014. Eu já havia começado o jogo três ou quatro vezes e detestado, porém em todas elas, sentei para jogá-lo com pressa e sem saco. Na vez em que tirei um bom tempo para testar o game, aí sim, o compreendi direito e me viciei no título. Far Cry 3 é um jogo "cheio de coisas" para aprender e correr atrás, vários tipos de itens, coisas que o personagem pode fazer, tarefas secundárias (não me refiro a missões ou quests, mas simplesmente tarefas que podemos fazer durante a exploração para melhorarmos nosso personagem, como caçar animais ou coletar diferentes tipos de plantas, por exemplo). O objetivo é sobreviver na ilha que está dominada pelos piratas e resgatar seus amigos que estão nas mãos deles, mas para isso, precisaremos da ajuda dos nativos, que nem sempre irão nos ajudar de verdade. Foi um dos poucos jogos que joguei em que a questão da "sobrevivência" foi levada ao pé da letra, não basta apenas concluir as missões e quests secundárias, mas entrar no personagem e viver a situação dele, viver a ilha. Far Cry 3 é um ótimo jogo, quase fiz 100% nele, se não fossem os minigames de pôker (detesto isso) e um bug que me impediu de coletar a última das 120 relíquias espalhadas pela ilha (eu já tinha pego as outras 119, imaginem a raiva).

Watch Dogs (PS3)
     Outra surpresa, mas desta vez, pra pior. E a culpa não foi do próprio jogo, porque ele em si é bom, gostoso de jogar. Tem seus defeitos (e não são poucos) mas se você fosse jogá-lo sem nunca ter ouvido falar dele, curtiria o game. Só que a mamãe dele, a Dona Ubisoft, colocou hype demais em cima do filinho, como se esse jogo fosse Deus, bateria GTA e ditaria as regras para games da nova geração. E não foi isso que aconteceu, Watch Dogs é só mais um mundo aberto em uma cidade, com o diferencial do uso do celular para hackear as coisas, este que é usado a todo momento e não se torna cansativo, mas sim cada vez mais divertido conforme você aprende a usá-lo melhor. Eu me diverti muito jogando Watch Dogs, me viciei nele como foi com Far Cry 3, só que os vários bugs me tiravam do sério a cada partida, e a gota d'água foi numa das missões finais do game, onde é preciso fugir de uma perseguição policial. Não importava o lugar que eu fosse, o jogo gerava policiais para me seguir, ao invés de um número X de policiais que eu poderia atrair para um canto e depois fugir de todos. Era visível no mapa, áreas limpas onde brotavam policiais, aí se tornou impossível progredir no jogo. E tentei passar dessa missão por mais de 4 horas, em dois dias diferentes.

Dead Space (PS3)
     Dead Space é uma série que joguei ao contrário: comecei pelo 3, em seguida o 2 e só então fui experimentar o primeiro. O caso é que tanto no terceiro quanto no segundo, não fui muito além do começo por acabar empacando em certos trechos e não ter saco para procurar uma maneira de passar das tais partes. Mesmo assim, decidi experimentar o primeiro título da série, que é tão elogiado pelos fãs, e a "maldição" aconteceu novamente: em certo trecho do capítulo 3 ou 4 se não me engano, um bicho gigante está protegendo uma porta. Se tentarmos passar por essa porta, ele nos mata instantaneamente, de maneira que temos de eliminá-lo primeiro. Só que o desgraçado não morre! Não sei se é algum bug ou o quê, mas descarreguei toda a munição de quatro armas diferentes (todas com upgrades de dano) e mesmo assim a criatura insiste em não morrer! Até pedi ajuda ao Diogo, que é bastante fã da série e jogou os três títulos, e ele disse não ter tido problemas no tal trecho. Mesmo em vídeos do YouTube, os jogadores derrubam a tal criatura em segundos. Então não faço ideia do que pode ser, mas já vi que essa série definitivamente não gosta de mim. E olha que eu estava até me divertindo com esse primeiro, mais do que com o 2 e o 3 que logo de cara achei meio enjoativos.

Naruto Ultimate Ninja Storm (PS3)
     Como esse jogo é cobiçado pelos fãs da série, nossa senhora! Como a maioria dos jogadores da série Storm, eu comecei pelo 2 e então fui jogando os títulos seguintes, mas nunca havia encontrado para comprar o primeiro da franquia. Ele acabou se tornando um título meio que raro do PlayStation 3. Quando o vi numa pilha de jogos para troca numa loja, não pensei duas vezes e deixei Dead Space 2 (que havia me dado nos nervos anteriormente) ocupando o lugar dele, enquanto o levei para casa feliz da vida. Naruto Storm 1 se assemelha mais com os títulos da saga Ultimate Ninja (sem o Storm) lançados para PlayStation 2, especialmente o Ultimate Ninja 3. O que o torna de fato parte da franquia Storm são os combates, que são em 3D em arenas de um único piso (diferente do estilo "Smash Bros" dos Ultimate Ninjas do PS2 que possuem batalhas 2D em cenários de vários pisos). O diferencial é que é possível correr pelas paredes em algumas situações, recurso que foi tirado dos Storms seguintes. Acertar uma sequência rápida de botões antes de realizar um jutsu também é herança dos games do Play 2, e também não foi para os jogos seguintes da série pois geraria muito lag em partidas online (já que Storm 1 é exclusivamente offline, ponto para ele). Se você for jogar a série Ultimate Ninja Storm inteira, verá que do 2 para frente os jogos são parecidíssimos, aumentando apenas o número de personagens e arenas disponíveis e recebendo a cada título alguns refinamentos na jogabilidade. E Storm 1 é especial e desejado justamente por causa disso, ele é o mais "diferente" da franquia, trazendo a jogabilidade Storm que estamos acostumados misturada a elementos dos games do PlayStation 2, além da exploração total e livre da Vila da Folha, como também minigames divertidíssimos e com efeitos visuais que fazem você se sentir assistindo ao anime. Me diverti bastante com esse título, foi ótimo para "curar as mágoas" dos três jogos anteriores. Mas o pior ainda estava por vir...

Far Cry 4 (PS3)
     E a Ubi "Bugada" Soft conseguiu. Conseguiu fazer um jogo que me decepcionasse mais que Watch Dogs, e justo com uma sequência de um game que eu havia adorado. Logo que concluí Far Cry 3, a empresa confirmou que Far Cry 4 chegaria no fim do ano e isso me deixou muito, mas muito empolgado. Mesmo não querendo, eu caí no hype de esperar maravilhas do jogo vindouro. E o que recebi foi nada mais, nada menos do que Far Cry 3 com cenário e personagens diferentes. "Mas Willi, você não tinha achado Far Cry 3 um ótimo título?" Tinha sim, me diverti muito com ele e o achei um excelente game. Só que esperava que Far Cry 4 fosse melhor, trouxesse inovações, novas possibilidades, mas não, foi praticamente o mesmo jogo, porém piorado! A começar pelo enredo, um fator que me prendeu muito no 3: em Far Cry 4 o enredo é simplesmente um lixo! A história é rasa, os personagens não empolgam, e você joga, joga e joga e não há desenvolvimento nenhum na história! Não há progresso, você mata esse e aquele mas a história não caminha para um desenvolvimento. O próprio protagonista, Ajay Ghale, ora ele é o fodão metido, ora ele é um coitado acovardado, às vezes os personagens coadjuvantes o idolatram, e noutras vezes os mesmos o subestimam! Não dá pra entender! Ao longo da "trama", se é que podemos chamá-la assim, vários mistérios sobre o passado dos pais de Ajay são lançados no ar, o jogo acaba e nada é esclarecido! É como se durante a produção do game eles tivessem demitido os escritores responsáveis por essa parte da história! Além do enredo, a jogabilidade continua a mesma, só que com mais bugs de física. Trilha sonora praticamente não existe, nem uma missão com música do Skrillex teve dessa vez, as únicas músicas que tocam são na abertura e encerramento do jogo (que aliás, é a mesma música) e algumas nos momentos finais da campanha. Só. De resto, apenas algumas trilhas genéricas de cinema durante as missões. Far Cry 4 possui diversos outros problemas os quais se eu quisesse citar todos, teria que fazer um post só para isso e esse não é meu foco. No fim das contas o jogo ainda conseguiu me divertir pelo que ele tinha de Far Cry 3, mas como sequência foi um fiasco, um dos jogos que mais me decepcionou em toda a minha vida gamer. Pelo menos nesse eu consegui pegar todos os coletáveis, ao menos nisso não tinha bug.

Batman Arkham Asylum (PS3)
     E 2014 se finda com um título o qual peguei mais como "desencargo de consciência". Batman Arkham é uma de minhas franquias favoritas atualmente, porém, eu havia jogado apenas o City (tanto a versão normal quanto a GOTY) e o Origins (este que também esperei com hype durante seu lançamento, e que me agradou muito como sequência), mas o Asylum havia passado em branco, e como Batman Arkham é sempre bom, decidi pegá-lo para curar o estrago deixado por Far Cry 4. O que posso dizer é que a série Arkham evoluiu monstruosamente ao longo dos anos, principalmente de Asylum pra City, porque porra, como esse jogo é inferior aos outros! Não que seja ruim, não me interpretem mal, Asylum é tão bom quanto seus sucessores. Mas em matéria de possibilidades e principalmente de grandiosidade, City e Origins são muito superiores. Tudo é muito pequeno em Asylum, muito "apertado", se comparado à sensação de liberdade que temos nos títulos seguintes. Tal característica não chega a ser uma falha, pois ela é condizente com a história de Asylum, que se passa na ilha onde o Asilo Arkham fica. O erro mesmo foi meu, de jogar os outros antes e deixar esse por último. Os movimentos do Batman e as coisas que ele é capaz de fazer também são muito básicas, e alguns refinamentos que a jogabilidade possui nos sucessores fazem falta aqui, como o Batman abrir logo a capa para planar quando salta de um lugar alto, em Asylum ele "pensa" um pouco antes de abrí-la e isso dificulta alguns movimentos. Mas nada agravante, pelo contrário, o jogo é show de bola. Fui eu mesmo quem devia tê-lo jogado antes dos outros. Caso você tenha curiosidade em jogar a série Batman Arkham, não comece pelo City só porque ele é mais famoso e muito menos vá direto pro Arkham Knight que está para sair para a nova geração: faça a coisa certa e comece por Arkham Asylum.

Outros jogos

     Nesse espaço final, citarei de forma rápida alguns outros games que joguei durante o ano, mas que não tiveram o mesmo peso do que os citados acima. Os títulos que falarei agora foram experiências igualmente bacanas, porém mais rápidas e que não causaram tanto impacto.
     Ainda no início do ano, Badland foi um joguinho para Android que me divertiu muito. Ele conseguiu fazer algo que nenhum outro jogo para celulares que conheço até agora conseguiu: ser um jogo definitivamente arcade, onde o objetivo é simplesmente passar as fases e zerar, sem estressar o jogador com vidinhas que acabam e só voltam depois de tal tempo, itenzinhos que precisamos comprar para podermos passar de certas fases, porcarias inúteis para desbloquear, nem nada disso. Apenas passar. Tentar, morrer, tentar de novo, aprender e passar. Como um jogo realmente deve ser.
     Outro game com o qual me diverti muito jogando em tela-dividida com amigos foi Borderlands 2, o problema é que o título é longo demais para ser zerado num dia só, sendo mais voltado para o online mesmo. Ainda assim, gera ótimos momentos e permite boas risadas. Ainda está em aberto aqui, preciso terminá-lo (com amigos) alguma hora. Não vou desperdiçar os poucos jogos com split-screen que existem hoje em dia jogando-os sozinho.
     Como acontece todo ano, em 2014 foi lançado mais um jogo da série Naruto Storm, o Naruto Storm Revolution. Porém, esse possui bem menos história e campanha é algo que praticamente inexiste, sua função mesmo foi trazer mais personagens para o modo versus (pra quê lançar DLC se vender um jogo inteiro dá mais grana, né?). Como estive focado em Storm 1 quando este saiu, deixei ele para brincar com a galera mesmo. Em todas as jantas que fazemos entre amigos ele e o excelente Blur estão presentes, rendendo ótimos momentos de risada e disputas acirradíssimas.
     E acreditem ou não, neste 2014 zerei os três jogos da série Kaizo Mario World, aquelas hacks malditas do Super Mario World do Super Nintendo com fases insanas que exigem precisão de movimentos assombrosa. Claro que tal façanha foi conseguida com save states, não sou nenhum asiático pra passar as fases dessas obras do capeta sem morrer nenhuma vez. Mas o desafio que elas proporcionaram foi astronômico e, de certa forma, muito divertido, pois chegou num ponto que comecei a rir das minhas próprias mortes e rir mais ainda da criatividade dos criadores do jogo em bolar certos desafios. O bom dos Kaizo Mario Worlds é que eles são vencíveis sem o uso de bugs e glitches, diferente da maioria das hacks do gênero as quais você só passa se cheetar o jogo. Se alguém souber de outra hack insana como estas e que possa ser vencida apenas com a jogabilidade normal do game, fale pra mim, estou querendo jogar outra!
     E falando em proezas, desta vez não eu, mas meus amigos conseguiram realizar uma: me fazer jogar online! Eu simplesmente detesto jogar online, multiplayer pra mim é tela dividida e galera reunida. E pior ainda, detesto jogar no PC, mesmo tendo joystick e tudo, essa é uma plataforma que pra mim sempre será secundária. E os desgraçados conseguiram me fazer participar de partidas online de Left 4 Dead 2! Odeio admitir, mas gostei e me diverti muito com elas, inclusive assim que todos puderem estaremos jogando de novo. Mas continuo preferindo consoles e tela dividida um milhão de vezes mais, que fique claro!
     E pra finalizar nóis bota os carro na garagem, terminei com um amigo o Resident Evil 5 Gold Edition, nas dificuldades Normal, Veterano e Profissional. Tanto eu quanto ele já somos velhos de guerra com esse jogo, zeramos várias vezes a versão normal em várias dificuldades, porém eu ainda não tinha concluído o game na dificuldade Profissional, e as campanhas extras que a versão Gold possui como extras me fizeram escolhê-la para a realização dessa proeza. Rejogamos, então, Resident Evil 5, concluímos ele nas três dificuldades anteriormente citadas, desbloqueamos e upamos completamente mais de uma dezena de armas, além de termos concluído as duas campanhas extras, Lost in Nightmares e Desperate Escape. Resident Evil 5, finalmente, está totalmente acabado! Mas não é por isso que vou deixar de jogá-lo, esse game sempre me diverte e é ótimo de se jogar mesmo não tendo mais nada para desbloquear.


     Nossa, e eu que achei que a correria desse ano tinha me atrapalhado, agora olhando bem, até que pude jogar bastante coisa! Pena que daqui pra frente a situação só tende a piorar, e o tal do tempo só vai ficar mais curto e cruel, hahaha! Que nada, gamer de verdade não se abala e sempre dá um jeitinho pra apreciar sua diversão favorita.
     Agradeço ao Diogo por ter cedido o espaço aqui no NOP para que eu participasse do Meme, e a todos vocês por terem lido tudo isso! Eu definitivamente não sei escrever pouco! XD Um forte abraço a todos, desejo tudo de melhor pra vocês sempre, que 2015 seja melhor que 2014 e pior que 2016! Até mais galera!


Leia também o resumo gamer de 2014 de nossos amigos!
Arquivos do Woo - Diogo "Cyber Woo"
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20 de fev. de 2012

The King of Fighters XIII


Desastrosa. Assim foi mais ou menos a entrada da SNK-Playmore na atual geração de consoles. Comecemos pela turbulenta saída do Designer Falcoon (artista de KOF 2003 e principalmente por trás da sub franquia Maximum Impact) que gerou o cancelamento do terceiro e derradeiro episódio de Maximum Impact (e que sinceramente, eu esperava) para PS3 e X360 e do Update Regulation A-2 para o PS2 (e lembre-se que era vantajoso ainda lançar jogos pra PS2 em 2008, 2009).

Depois, temos de analisar a perda de força da empresa aqui no ocidente, tendo que lançar seus jogos por outras publishers, como Ignition e ATLUS. Por fim, a demora em lançar KOF XII (considerando que o XI saiu em 2005), e a recepção broxante do jogo. Dream Match? Ok, mas nem chefe? Porra SNK... Também tivemos o novo episódio de Samurai Spirits, mas ele foi tão comentado quanto a final do campeonato argentino sênior de bocha. E com o sucesso dos dois remakes de KOF 98 e KOF 2002, parecia que a empresa se importava mais com os jogos passados que com os futuros.

Mas, toda série merece uma segunda chance. E eis que pra aliviar a aposta do Dark Howard (quem frequentou a SNK-Neo na época de lançamento de KOF XII sabe do que falo), a SNK anuncia e lança (com pouco tempo entre os episódios) The King of Fighters XIII. Será que o jogo é digno de carregar o legado do torneio iniciado em South Town ou deverá ser esquecido como aquele movie de KOF?


O jogo é a conclusão da Saga de Ash, iniciada há quase 9 anos (em KOF 2003). Ash Crimson conseguiu os poderes dos Yata e dos Yasakani (conhecidos atualmente como Yagami) e agora aponta aparentemente suas armas para a Espada dos Kusanagi. Com essa ameaça no ar, Rose (e obviamente seu irmão Adelheid) Bernstein organiza um novo King of Fighters para determinar o novo rei dos lutadores. Usando o torneio como chamariz, as pessoas por trás de Mukai e Magaki ("Aqueles que vem do Passado") junto com seu líder Saiki, buscam a destruição, domínio do mundo ou abraços, sei lá. No encalço deles, está a Equipe Ikari, liderada de longe por Heidern. Convocados, diversos lutadores se degladiarão em arenas para ver quem é o mais forte, mas será que eles serão páreo para Saiki?

Um dos principais motores do jogo (não parte gráfica ou jogo em si, mas o conceito) era a volta às raízes de KOF. Ou seja, batalhas 3-3, sem tactical shift ou quick shift (de KOF 2003 ou XI respectivamente). Mas, digamos que o jogo absorveu o que de bom havia em seus concorrentes. como a série Street Fighter (que simplificou bastante em suas versões mais recentes), então não é difícil aprender o básico do jogo. Vamos começar do princípio, você escolhe times de 3 lutadores e define sua ordem de combate. O que vencer o primeiro round enfrenta o segundo integrante do grupo e etc, etc. Isso qualquer zé ruela que joga bootleg de KOF 2002 na birosca da esquina sabe.


A fluência de movimentos é excelente, o que ajuda na dinâmica das partidas. Na parte superior da tela, pouco abaixo da barra de vida, há uma "mensagem" indicando algo que você opcionalmente deve fazer para encher 50 ou 100% de um stock da barra de POW. A condição da mensagem pode variar entre três pulos ou um Super Special Move (nomenclatura dos Dangerous Moves, ou simplesmente Especiais). De SF vieram os EX Moves, que são ataques comuns como um Power Wave (do Terry), mas executado com dois socos ao invés de um. Os cancels (cancelamentos) também estão presentes e se dividem em três tipos, os Drive Cancels, que utilizam um Stock da barra de POW, que basicamente cancelam um golpe para dar outro (é bom quando cancela um golpe comum para um EX Move), Super Cancels (quando se cancela um golpe para dar um Super Special Move), e os HD Cancels, que utilizam a barra verde acima da barra de POW, estourando-a com os botões B+C (Chute fraco+Soco Forte) e não gastam stocks da barra de POW por um determinado tempo).


De resto, a jogabilidade é excelente, a quantidade de personagens é razoavelmente boa (nas versões de console temos mais gente aí e temos DLC's), só me pergunto o que diabos o Hwa Jai tá fazendo ali? Porra, ninguém lembra do Hwa Jai, o ponto alto da carreira dele foi servir de Sparring pro Joe no segundo OVA de Fatal Fury! A maioria das pessoas se lembram dele como o manguaça do Muay Thai do primeiro Fatal Fury. Enfim... Aonde eu estava mesmo? Bem, vamos continuar isso aqui logo que meu ombro tá queimando por conta do sol. É, hoje eu saí de casa (coisa raríssima) e fui a praia com a família.

A parte gráfica do jogo é um assombro, a série havia entrado na atual geração com o jogo anterior, mas eu não tinha jogado e valha-me deus! A abertura do jogo está ótima, as animações especiais (no meio e no fim do jogo) são boas sequências de anime e a arte escolhida foi boa! Eisuke Ogura fez novamente um ótimo trabalho, apesar de eu não curtir essa Athena com carinha de bebê, mas pra compensar, Leona colocou seu lado Sexy pra fora e a Yuri ficou muito bonita com cabelo curto (e eu não me amarro muito em garotas de cabelo curto). Os sprites são bem animados e muitos dos uniformes são um retorno às origens, como Robert usando sua roupa de KOF 94 e Kensou usando um traje que lembra o original do jogo Psycho Soldier (Arcade, Commodore 64). E as colorações de roupa variadas fazem "cosplays" de outros personagens (aguarde em breve uma matéria sobre isso), vocês podem ver numa das imagens do review o Robert "fazendo cosplay" de Terry.


Sonoramente tem boas canções. Não excelentes como as dos remakes, mas ótimas canções ainda assim. A dublagem do jogo também está ótima, e Satoshi Hashimoto não força tanto o Engrish dele como vinha fazendo desde Garou: Mark of the Wolves. Não tenho tanto a dizer sobre a parte sonora quanto poderia falar.

Finalizando, King of Fighters XIII mostra que a série ainda tem salvação, e o 2D não morreu. Com bons gráficos e uma jogabilidade segura, o jogo é obrigatório para fãs e essencial para quem curte jogos de Luta em 2D, o jogo é recomendadíssimo.

Produtora: SNK-Playmore
Publisher: ATLUS (Consoles)/SNK-Playmore (Arcade)
Plataformas: Arcade/PS3/X360
Gênero: Luta

Nota Final: 97/100

28 de mai. de 2011

Sonic And Sega All-Stars Racing (Nintendo DS)



A série SuperStars da Sega começou com um obscuro título de PS2, intitulado Sega SuperStars, que fazia uso da EyeToy (camera do PS2), e depois, teve o mal fadado Sega SuperStars Tennis (para todos os consoles, sendo ruim igualmente em todos). Quando anunciado (O jogo Sonic And Sega All-Stars Racing), todos ficaram com um pé atrás em relação ao jogo e a demonstração na E3 daquele ano, não ajudou muito. Além do que, o cara que tava jogando era ruim pra cacete. Pois bem, o jogo foi lançado em 2010 e só agora pude jogá-lo, confira nossa análise...

O jogo não tem uma história em si, é como Mario Kart, simplesmente vença os campeonatos e acumule milhas pra desbloquear outros personagens. Existem seis copas e uma pancada de desafios, você é durão o suficiente para encarar todos eles?

O jogo é um Crazy Racing, como Mario Kart, explicarei como funciona o básico: Corra, pegue itens, vença as corridas. Mas como funciona?


As corridas do modo Campeonato são padronizadas em três dificuldades (Fácil, Normal e Difícil), cada uma com seis pilotos e três voltas, sendo que cada campeonato possui quatro circuitos. Os itens dão boosts (turbos), misseis comuns e teleguiados, cones explosivos, Arco-Íris que são usados pra deixar a visão do oponente turva, ítens que viram a tela do oponente de ponta cabeça, escudos, mísseis com detonador remoto e a estrela que dá direito ao all-star move.


O All-Star Move é uma técnica especial que o usuário fica invencível e muda a forma de pilotar (Sonic e Shadow por exemplo, entram em sua forma "Super") e permite ataques infinitos por um tempo.

A quantidade de pilotos é boa e até maior que a de Mario Kart DS, após comprar os outros pilotos com as Sega Miles (unidade equivalente a dinheiro e ganha a cada corrida - no single race -, campeonato ou missão concluida) ficam um total de 20 pilotos disponíveis. As Missions são coisas que variam desde vencer corridas a passar pelos aros até a linha de chegada antes do tempo acabar, ou esmagar os caranguejos com o Big. Cada personagem é parte da história da Sega, temos no elenco, Sonic, Jacky (Virtua Fighter), Ulala (Space Channel 5), Ryo Hazuki (Shenmue), Alex Kidd e Opa-Opa. Sim, Opa-Opa, de Fantasy Zone. Agora você pode fingir que está jogando um Fantasy Zone em 3D feat personagens da Sega...

...

Ok, eu peguei pesado agora.

Mas enfim, em termos de personagens e circuitos, não há o que reclamar, há o suficiente para o manter entretido por um bom tempo. Aí, caso você seja ao contrário de mim, e tenha amigos com DS por perto de onde vc mora, pode jogar usando o sistema sem fio do próprio DS ou caso tenha acesso a Nintendo WFC, pode jogar com pessoas de outros lugares.

Ah! Droga, tinha esquecido de algo importante no jogo. O Drift. Você sabe o que é o drift, é o conceito de guiar o carro enquanto se faz uma curva, utilizando os freios. Claro, que na vida real tem muito mais física em jogo, mas no videogame geralmente é isso. O Drift nesse jogo, é uma parte muito importante, pois quando utilizado, permite usar um turbo pra ganhar velocidade e permite ultrapassagens.


Graficamente falando é um assombro, não deixando a dever com relação as versões de console e pc. Os modelos estão ótimos, e diabos, se a Sega quisesse, ela poderia fazer um Crazy Taxi no DS sem problemas. Ao invés de padronizar os personagens a um estilo cartunesco pra ficarem iguais, a produtora optou por deixar os modelos originais, ficando muito melhor. Para velhacos, ver Alex Kidd pilotando sua clássica moto numa versão 3D fantástica, ou pilotar a nave Opa-Opa é de cair uma lágrima no canto do olho. Os cenários estão deveras bonitos, fazendo referência a diversos jogos da Sega, como Jet Set Radio, Billy Hatcher and The Giant Egg, Super Monkey Ball, Sonic e Samba de Amigo, cada um com um traçado bem feito. O jogo peca apenas em alguns efeitos visuais dos ataques sendo atingidos, mas Mario Kart DS tem o mesmo problema e não tenho críticas quanto a isso.

Sonoramente falando é muito agradável, contando com músicas retiradas de vários jogos e refeitas pro Sonic And Sega All-Stars Racing, e ficaram muito boas. E afora isso, tem os jingles do All Star Move, que contam com a música tema de cada personagem. A dublagem, conta com apenas algumas frases de cada personagem, e se meus ouvidos não me enganam, há até uma provocação especial de Alex Kidd pra cima de Sonic. Este, no caso, foi um dos últimos trabalhos de Jason Griffith como Sonic (ele foi substituído - graças a deus - em Colors) e este já foi tarde.

Finalizando, Sonic And Sega All Stars Racing é um ótimo jogo, que dá para passar um bom tempo com ele, se tiver com quem jogar online ou via wireless, melhor. Ganha um 10/10 e ponto final.

Produtora: Sega
Desenvolvimento: Sumo Digital
Plataforma: Nintendo DS (Também para PC, PS3, Wii e Xbox 360)
Gênero: Corrida

Nota: 10/10

22 de mai. de 2011

Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon (Nintendo DS)


É, agora eu tenho um DS e eu disse isso no review da semana passada. Então, pois é, entre os muitos jogos de DS, um em particular me chamou a atenção por ser a essência de um desses games simples, como pac-man, tetris ou zuma.

Você leva um minuto pra aprender, mas uma semana pra dominar. Em 2000, a Namco lançou o arcade Taiko no Tatsujin (Taiko: Drum Master, na versão de 2004 para o Playstation 2, lançada no ocidente), em que a premissa é semelhante a de Dance Dance Revolution, Guitar Freaks e outros simuladores de música da época, tocar as notas de acordo com o dito na tela, só que simulando o Taiko, o tradicional tambor japonês. E em 2007, a Namco resolve levar essa experiência para o portátil com a maior chance de ser bem adaptado (ao menos sem precisar de comprar controles absurdamente caros), o Nintendo DS e assim surgiu Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon (Taiko Drum Master DS: Toque e Jogue), que é o jogo analisado hoje.


Como o primeiro jogo não tem nenhum modo 'história' (os dois posteriores de DS possuem modos assim), vamos explicar a mecânica do arcade de Taiko no Tatsujin: a máqina de arcade se constitui de dois tambores de Taiko e duas baquetas do mesmo instrumento. As notas são separadas em duas cores, vermelha, que indica que a baqueta deve ser batida no tambor, e azul, que indica que a baqueta deve ser batida na lateral. Pode-se usar tanto a esquerda, quanto a direita, mas explicarei mais adiante o porque dos dois tambores. As notas são divididas em pequenas e grandes. As notas pequenas, indicam que deve ser usado ou o tambor da esquerda, ou o tambor da direita, tanto faz. Notas grandes indicam que deve ser usados os DOIS tambores. As notas rolam na horizontal e é uma por vez, o que facilita, mas nas músicas mais difíceis, exige agilidade nos tambores.


Agora falemos de como o jogo funciona no DS, se você comprar o cartucho, ganhará junto duas stylus personalizadas para o jogo. Mas se você não tem coordenação pra usar tal recurso (seria impossível pra mim jogar com a mão esquerda), pode usar apenas uma. Ou ainda, se não quiser jogar com a stylus, o jogo te permite usar os botões do DS, sendo os direcionais e ABXY responsáveis pelas notas vermelhas e os botões de ombro responsáveis pelas notas azuis. Mas como o DS não tem todo o recurso dos Arcades ou os mini taikos das versões console (ps2 e wii), a namco optou por uma solução, explicada no mini tutorial antes de começar o jogo em si:


Há quatro regiões da tela aonde se pode tocar. Para as notas vermelhas pequenas, pode-se tocar a área do taiko da tela, para as vermelhas grandes, a área central da tela é usada. Para as notas azuis pequenas, a área total fora do Taiko pode ser usada e e para as notas azuis grandes, uma área delimitada ao redor do taiko. Apesar de parecer complicado na teoria, na prática é bastante simples. Há notas especiais a serem utilizadas que garantem bônus de pontuação, aumento da margem de erro da nota. Conforme se acertam as notas, uma barra de "life" vai aumentando e é necessário no mínimo 65% dessa barra cheia para se ter sucesso na música, e acredite, no nível Oni (Após conseguir certa quantidade de coroas na dificuldade hard, abre-se a dificuldade Oni) isso é bem hardcore. Conforme se passa as músicas, são desbloqueados items para customizar o Don (personagem de Taiko no Tatsujin e que aparece na tela superior).

Visualmente é simples, mas bonito. A tela superior é bastante animada, com personagens próprios dançando, ou quando é alguma música especial como o tema de Mario Bros, ou IdolM@ster ou o Medley da Namco, é levemente personalizado, com o tema da música. Apesar do jogo ser em japonês, não é necessario muito conhecimento da língua para se jogar, basta fuçar um pouco nos menus.


Sonoramente, Taiko DS se sai bem, pegando como referencial o público japonês, há temas de anime, músicas de j-pop, alguns temas de games, músicas clássicas e temas japoneses. Há algumas poucas músicas destraváveis. Em geral, elas soam bem, embora algumas sejam covers. Os efeitos são bons e a voz de Don não é irritante, como a de alguns personagens fofinhos por aí.

Finalizando, Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon é uma boa experiência para quem tem um DS e quer passar um tempinho livre jogando algo sem compromisso.

Nota: 90/100

16 de mai. de 2011

Real Bout: Fatal Fury (Neo Geo)


Primeira notícia, antes do review: Desculpem o atraso, era pra ter saído ontem e por falta de internet, não deu.

Segunda notícia: Meu DS chegou hoje! Pois é, agora tenho um DS.

Das inúmeras séries de luta lançadas para o Neo Geo, as poucas que conseguiram mesmo se destacar, foram King of Fighters, Art of Fighting, Fatal Fury, Samurai Shodown, e em menor escala, World Heroes. A maioria das outras ficou no limbo. Talvez as 5 pessoas que jogaram Fighters History se lembrem do jogo, mas é só. Voltando ao assunto, em 95 chega o quarto episódio canônico de Fatal Fury, e o quinto lançado. Com a frase "Adeus, Geese" Real Bout Fatal Fury foi lançado nos arcades em dezembro daquele ano.

8 de mai. de 2011

The King of Fighters Maximum Impact 2 (PlayStation 2)



Primeiramente, a má notícia: O review de hoje seria de Breakers, de Neo Geo. Mas o apaguei acidentalmente antes de salvar, então mudamos. Vamos com o review de The King of Fighters: Maximum Impact 2, de PS2.

Em meados de 2004, a SNK resolveu inovar e criar um episódio de The King of Fighters em 3D, assim surgia Maximum Impact, que se distanciava dos jogos principais de KOF (3 x 3) e voltando as raízes de combate do torneio (criado em Fatal Fury e Art of Fighting) com combates 1 contra 1, além do torneio (assim como em KOF 2000) retornar as suas raízes de South Town. A história de KOF Maximum Impact contava a luta de dois irmãos, Alba e Soiree Meira, contra a organização Mephistopheles, liderada por Duke, que ordenou a execução de Fate, pai adotivo de Alba e Soiree. O game receberia uma expansão/revisão, chamada Maximum Impact Maniax, para Playstation 2/Xbox. Tempos depois, chega a sua sequência.

O "rei" de Southtown, Duke, fora derrotado por Alba Meira, e Southtown se encaminha para um possível período de paz, com a cidade sob o comando dos dois irmãos Meira. Mas ainda uma sombra paira pela cidade... Quem seriam os responsáveis pela tal organização Addes? E nesse clima, novos convites chegam a diversos lutadores, um novo torneio aonde ressentimentos, lutas, desejos e sonhos se encontram, num novo King of Fighters.


A mecânica de combate continua sendo de lutas 1x1, porém sendo mais refinada que a de seu antecessor. Apesar do jogo ser em 3d, a jogabilidade tenta traduzir o 2d, porém sendo mais acessível para novatos. Nos jogos clássicos, eram necessários movimentos rápidos e velozes para fazer combos e vencer as lutas. Aqui, as lutas estão levemente cadenciadas e a criação de combos é mais branda, permitindo o usuário criar combos com alguns golpes simples, e conforme for progredindo no jogo, aprendendo a usar os golpes e combos de uma maneira que possa causar o maior dano possível.

O grupo de personagens está maior do que o anterior, contando com novas caras e caras conhecidas. Embora o elenco seja robusto, apenas os personagens iniciais possuem finais. Cada personagem tem um setlist e estilo de combate único, mas que geralmente tem uma contraparte nos personagens secretos, como Billy Kane e sua irmã Lily, Chae Lim e seu mestre Kim, Soirée e Richard Myer, além de outros. Além de desbloquear outros personagens, é possível abrir novas roupas, no modo Challenge, aonde se encara os modos Survival e Mission. Diversas roupas fazem referência a outros personagens, tanto de jogos da SNK, quanto de animes. Diabos, há referências até a Kikaider.

As CG's tanto de abertura do jogo, quanto de encerramento, são muito boas e os personagens contidos nela são bem trabalhados. Os cenários do jogo são bem feitos, e levemente destrutíveis em alguns casos. Em alguns deles, é possível encontrar Cameos de outros personagens, no Kyokugen dojo é possível encontrar Ryuhaku Todoh, Kasumi Todoh, Takuma Sakazaki e Marco Rodriguez (De Garou). Os personagens são bem modelados, a maioria baseado em seus designs clássicos do 2D e com roupas alternativas exclusivas. Um pequeno defeito é visto nos cabelos dos personagens, que se movem de uma maneira nada realista durante as lutas, enquanto que nas CG's flui lindamente, no jogo é meio robótico o movimento dos cabelos de alguns personagens (principalmente a Luise). Não que isso interfira no jogo, mas que é chato de observar, isso é.


As músicas do jogo são boas. Ainda que não totalmente memoráveis, são boas canções e conseguem transmitir o clima das lutas. Uma das minhas favoritas é o tema da mansão, que é muito bom. As vozes japonesas são excelentes, com todos os seus dubladores refazendo suas linhas clássicas (exceto os personagens novatos) e os diálogos estão muito bem executados. Já as vozes americanas, não são o desastre de Soul Calibur 3 (ou 90% dos jogos de animes dublados em inglês), mas são discrepantes. Enquanto Terry, Rock e Lien tem vozes relativamente boas, Iori, Lily e Billy tem vozes ruins, diabos, a Lily parece que tá com gripe, sei lá e o Billy aparenta ser mais velho que o Sílvio Luiz.

Finalizando, The King of Fighters: Maximum Impact 2 não é perfeito e esbarra em pequenos defeitos de colisão e o SNK Boss Syndrome que ataca às vezes com Jivatma, que é capaz de fazer combos apelões que viram a luta em 8 segundos, mas em geral é melhor que alguns episódios em 2d da série (2001, 2002 e Neowave) e conta com alguns personagens que deveriam existir no 2D. Contando com uma revisão exclusiva dos Arcades e PS2 Japoneses (Maximum Impact Regulation A), The King of Fighters Maximum Impact 2 ganha a nota 92/100. E todos comemoram de alegria.

Para aqueles que estão com dificuldade para executar os especiais confiram conferir esse link do  GameFAQs.