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Meme Gamer: O que você Jogou em 2015?

Fim de ano é época de quê? Isso mesmo, de lembrar que fazem cinco anos que eu tomei um... Não, pera, não é isso... 

Fim de ano, é época de quê? Sim, do Especial do Roberto Carlos! Não, droga, não é isso, e tenho certeza de que aquele especial que passa na Globo é de 1986, com toques do Hans Donner pra envelhecer os convidados. Também tenho certeza de que os novos artistas são inseridos via After Effects. Pensam que me enganam eles, o PoVo NãO é BoBo, AbAiXo A rEdE gLoBo!

Mas não estamos aqui para falar do Roberto Carlos ou de pés na bunda. Mas sim do acontecimento que acontece (sim, foi proposital) no final do ano: O meme gamer: O que você jogou em 2015?

Pois bem, minha lista é extensa e contará com jogos que eu terminei e algumas exceções que não terminei porque tive preguiça e larguei no meio. Ou tava chato pra cacete. Ou sei lá, eu perdi o save,

Vamos em frente!

Kyo 20 de dez de 2015
Você conhece "Trajes fatais"?


Trajes fatais? Mas hein? O que raios é "trajes fatais"?

Então, vamos começar com: É um jogo que trouxe de volta o famoso humor brasileiro. Ele é apelidado de TRAF Pelos desenvolvedores. Ele foi apresentado no SBGames, ONANIM em parceria com o império dos lobos são os desenvolvedores. Não tem muita informação sobre a plataforma desse game. Ouvi dizer que seria PC, mas também ouvi dizer que seria para android. Seja como for, ele merece ser mencionado e ter a ideia compartilhada.

Digo isso porque os brasileiros tem uma espécie bem característica de humor. Fazemos memes e piadas irreverentes e sem noção. Mas no caso de Trajes fatais me deparei por acaso com alguns vídeos na internet que me chamaram atenção. Sempre tivemos representantes em jogos de luta, como o famoso monstro verde Blanka ou o Eddie o capoeirista apelão. E agora parece que finalmente teremos um game de luta interessante feito por brazucas.

O enredo: 
Não que jogos de luta tenham histórias incríííveis, maaas...
Pelo que entendi do enredo tudo acontece em uma espécie de festa a fantasia aonde os personagens além de usar os trajes também ganham poderes. Quero ir nessa festa a fantasia Parece que também tem um boss articulando tudo, mas ainda não sei dos detalhes.

A jogabilidade:
Como ainda não tive como jogar esse jogo não posso dizer quase nada sobre a jogabilidade. Pelo que pude perceber os controles serão bem simples com apenas um botão de ataque e combos sendo feitos por sequências de botões do direcional. Parece que já houveram modificações nisso ao longo do desenvolvimento, mas ainda não sei quais foram.
O interessante é que a programação do jogo parece ter sido feita do zero, o que significa que a jogabilidade dele será simples e única.

Os personagens:
Por enquanto os personagens parecem se reduzir a três:

Um cangaceiro chamado Lourenço Sombra:
Por enquanto ele parece ser o personagem mais carismático de todos. Afinal, quais as chances de você sair enfiando a peixeira em alguém que não gosta em um jogo? Eu particularmente amei a voz que usaram pra ele, com frases como " Sinta a inclemência da minha peixeira desvairada!" "Eita cabra da peste!" "Olha a peixeira!" Achei a pessoa que criou isso genial.



Lucy Fernandez: Uma Sucubus que vai sambar na cara das inimigas. (Ela literalmente samba)

O estilo de luta dela parece ter muitos golpes envolvendo a cauda. Meio sexy, meio diva. Já vi a personagem chamando os outros de "Atrevido!", dizendo "Se joga!" Assim como o Lourenço achei a dublagem muito bem feita e interessante. Tenho que dar crédito a quem está encarregado da dublagem e das falas dos personagens. São bem divertidas e com certeza dá pra rir muito jogando algo assim. Imagina ganhar uma luta usando ela e ver ela sambando. Com certeza vai dar vontade de zoar o seu adversário sambando por aí.

Eu disse que ela sambava.


E por último e não menos importante: Cristiano, uma espécie de Anjo lutador de capoeira.
Até agora ele parece o personagem mais sem sal do jogo. Não vi frases de efeito interessantes ou dublagem divertida. (entretanto podemos ligar isso ao fato do jogo estar sendo feito por uma equipe pequena e ainda não lhe foi dada uma dublagem de acordo com o que querem transmitir com esse personagem) 

O estilo de luta dele apesar de ter asas não me lembrou o Devil Jim. Ele parece mais leve e mais leve pra combate . Além disso também é bom variar um pouco das personagens seminuas e ter um homem seminu pra atrair um público feminino. Mulher também joga jogos de luta.

Se gostarem compartilhem a ideia para que o jogo tenha o reconhecimento merecido.

Eridane Forneris 3 de dez de 2015
Jogos de Game Boy/Game Boy Advance que você precisa jogar (Parte 2)
Resolvi fazer a parte dois após ficar remoendo games que já me gastaram muito tempo e mereciam um lugar nessa lista. 
Apesar de alguns nomes serem de peso, quero comentar os que são um pouco mais desconhecidos. Afinal os conhecidos trazem sensação nostálgica, mas os desconhecidos trazem curiosidade e boas horas de jogo. Vamos lá:

1 - Piratas do Caribe (GBA)


Certamente você já deve ter jogado outro "Piratas do Caribe" para GBA assim como eu e se decepcionou bastante. Esse no entanto tem um personagem feito a imagem e semelhança de Jack Sparrow. O personagem até mesmo anda como ele e tem alguns de seus trejeitos. (Me amarro na hora que Jack abre baús de tesouro e dá pra ver os dedinhos dele tamborilando de ansiedade).
A grande sacada desse jogo não está na história em si, pois ela é bem fiel ao filme. Colecionadores vão gostar desse jogo. Há um número interessantes de tesouros para se colecionar em diversas ilhas. Alguns desses tesouros são os chamados "tesouros legendários", que conferem habilidades especiais ao Jack ou maior defesa/ataque. Para se encontrar os tesouros devemos pagar pelas informações, desbloqueando essas histórias (boatos) em portos e assim você saberá aonde procurar, embora nem sempre seja assim tão fácil. (alguns lugares do mapa são bem escondidinhos e difíceis de acessar, tem que estar atento).

Dá pra pilotar o Pérola negra e customizá-lo, travar batalhas marítimas, pilhar navios. O ouro aqui é usado para comprar comida e rum para os tripulantes do navio. (Se você estiver em baixa nesses suprimentos terá um motim). Também é usado para comprar melhores canhões, velas e cascos para seu navio. No geral você consegue roubar tudo isso de outros pobres coitados que cruzarem seu caminho no mar. O que você DEVE comprar são novas espadas para aumentar o ataque de Jack e novas camisas para aumentar a defesa. Alguns personagens são inacreditavelmente fortes e sem uma boa arma/boa defesa se torna chatinho matá-los.

2 - Samurai Jack - Amuleto do tempo(GBA)


Esse jogo é um caso de amor e ódio pra mim. Ele deixa muito espaço para o jogador fazer o que ele quiser. Isso é bom e ruim. Você não precisa passar de todas as fases do jogo para zerá-lo, entretanto se você ficar perdido é difícil chegar aonde realmente é obrigatório passar. As únicas limitações do mapa são elementos que você deve coletar para adquirir certos poderes que eliminam obstáculos. Há várias missões que você não precisa cumprir, mas que após cumpridas pode ganhar prêmios muito bons. O que não gosto nesse jogo é a jogabilidade. A história é boa, os cenários são interessantes e os inimigos oferecem desafio satisfatório. A trilha sonora também me agradou bastante. É uma pena que o Samurai Jack se movimente de maneira tão pesada. Acho que a intenção foi dar um pouco de realismo aos movimentos do herói, mas eu particularmente não curti o sistema de combos. Não sou do tipo que decora movimentos com facilidade e isso me levava a apertar qualquer coisa na esperança de dar certo. Instintivamente eu consegui zerá-lo, mas isso realmente não me ajudou. Outra coisa que detestei na jogabilidade foi o pulo de Jack. Até mesmo o pulo duplo é considerado baixo após estarmos acostumados com Castlevania, Mario, Rayman ou QUALQUER outro jogo de plataforma.

3 - Shinning Soul II (GBA)


O primeiro é um pouco repetitivo, mas não deixa de ser um bom jogo. Esse da imagem acima é o II. Não tenho como colocar defeito nele. O meu único comentário negativo é que a trilha sonora podia ser melhor. Ele é um dos melhores RPGs que já joguei. 

Ele te dá a chance de escolher o personagem que você mais se identificar e dar uma pequena customizada nele. O sistema de combate parecido com Zelda Minish Cap me atraiu bastante. (Eu já fico um pouco de saco cheio de mapas que as lutas são aleatórias. Poder ver os inimigos e evitá-los ou lutar me interessa mais. A possibilidade de escolher torna menos cansativo.) As Dungeons são bem interessantes e os gráficos são bem bonitos. Dá pra notar que alguns cenários foram feitos com muito capricho. Tenho muita consideração por esse jogo, mesmo com muita gente desvalorizando seu conteúdo. Os chefões aqui seguem esquemas de Zelda e Bomberman (Você precisa descobrir a sequência ou estratégias para vencê-lo, quase nunca é sair dando porrada.)
Ele foge um pouco da características de ter puzzles e deixa tudo mais pro lado da ação. Espancar os inimigos é relaxante. Aqui o modo como vai lutar depende muito da escolha do personagem. No meu caso sempre escolho o que parece um lobo. Ele usa aquela arma que tem garras, como um wolwerine. Outros usam espadas e se não me engano há um arqueiro e um personagem que usa mágica. (Nunca saí escolhendo todos pra testar). Esse jogo é diversão garantida para fãs de RPG.

Se você está se perguntando se há alguma relação entre Shinning Soul e Shinning Force acertou. Há várias semelhanças nos dois mundos. A que mais consigo ver é a do aventureiro que sempre encontra o personagem principal em Shinning Force em suas viagens. Em Shinning Soul II você o vê logo de cara (É impossível negar que se trata do mesmo personagem). Se não me engano os dois games são da SEGA para cobrir mais estilos de jogos. Devem compartilhar algumas pessoas na parte da arte e talvez no própria criação da história.

4 - Yggdra Union (GBA)


Esse talvez seja bastante desconhecido ou subestimado por alguns jogadores. As pessoas preferem citar Fire Emblem quando falamos de estratégia no GBA e esquecem de jogos como esse. Não os culpo, pois o modo de batalha de Fire Emblem é MUITO mais simples. Nesse aqui temos cartas, magias, e situações de recuo e avanço de tropas que tornam tudo meio confuso no começo. Muita gente desanima. O sistema de batalha é complexo e até pegar o jeito pode demorar um pouco.

 O principal destaque ao meu ver é a arte. Personagens coloridos, carismáticos e expressivos fazem dele um jogo bem bonito.

5 - Gekido Advance - Kintaro's  Revenge


Tenho muita coisa bacana pra falar desse. Supondo que todo mundo conheça a série Final Fight, imaginem um Final Fight com elementos de RPG e não apenas pancadaria. Seria esse jogo. É possível encontrar ele totalmente traduzido para o português. A trilha sonora é bem bacaninha, a história é boa e o personagem principal apesar de não ter muitos pontos de carisma ele não joga The Sims consegue cativar o jogador. Além disso descer a porrada em seres das trevas ao estilo Final Fight e no fim do dia ir procurar uma chave é bastante divertido. O único defeito são pequenos obstáculos que você não conseguiria evitar nem se tivesse o sentido de aranha pela jogabilidade. No mais esse jogo é perfeito.

6 - Megaman xtreme 2(GBC)


Esse é um game não muito lembrado quando falamos de Megaman, afinal além das limitações do Game Boy Collor, por que jogar esse quando se pode jogar Megaman Zero no Game Boy Advance? A resposta pra isso é simples: Todo Megaman é interessante não pela jogabilidade, até porque todo Megaman segue a mesma linha: Inimigos, boss, pulos, etc. Mesmo assim a história é cativante e cada fase tem seu charme. Esse jogo também tem uma boa tradução circulando a internet e minha intenção colocando ele nessa lista é lembrar aos fãs de Megaman que o Megaman Xtreme 2 existe e ele está chorando lágrimas de sangue por você nunca jogá-lo.
Nesse você pode escolher entre o Megaman e o Zero. Jogar com o Zero é bem mais complexo já que aqui ele só usa seu sabre de luz ZWOOON! Então escolha sabiamente. Para os fãs que gostam da dificuldade maluca da série esse vai agradar.

7 - Ultimate Spider-Man (GBA)


Esse é um dos que mesmo que você zere vai jogar de novo algum dia. A melhor coisa de todas nesse jogo é a jogabilidade. Não é muito desconhecido, mas como o aracnídeo recebe um jogo cada vez que um fã respira achei que seria válido mencionar esse entre todos que foram lançados para Game Boy e Game Boy Advance.
Aqui você vai desarmar bombas, salvar reféns, e bater em muitos inimigos. Alguns inimigos são muito CHATOS. Daqueles que não são um grande problema, mas são irritantes. É difícil ficar perdido no cenário e o sistema de combo é bem simples e agradável de usar. Para desbloquear os melhores golpes temos que procurar pelo cenário.
O destaque é que não jogamos apenas com o homem aranha, mas com o Venon também. Cada um tem suas vantagens e desvantagens e apesar do Venon ser super-ultra-fortão eu gosto de jogar com o homem aranha já que gosto da velocidade com que ele se locomove pelo cenário. Além disso não dá pra sair lançando teias com o Venon como dá pra fazer com o Homem aranha.

8 - Metroid Fusion


A série Metroid é bastante conhecida, mas sou obrigada a dar um destaque nesse game em especial pela fluidez com que o jogo corre. Em Metroid eu sou sempre a pessoa que encalha e fica estressada até entender pra onde deve ir. Já em Metroid Fusion apesar disso acontecer eu senti que o jogo foi muito mais agradável de jogar. A história é realmente muito interessante. Não gosto muito da temática espacial com aliens e tudo mais, mas Metroid é a fuga dessa regra.
Podemos ver de cara pela capa que o uniforme laranja e tão conhecido da Samus foi redesenhado Se você não sabe até hoje que temos uma heroína e não um herói vestindo a roupa laranja precisa parar de chamar o Link de Zelda também, por favor. Mas obviamente não foi desenhado dessa forma por simples arte. Tem sim uma história por trás, mas eu não vou estragar as surpresas. A história é incrível, a trilha sonora completamente compatível, a jogabilidade maravilhosa... Se alguém reclamar de algo nesse jogo acho que vou dar uma bofetada no indivíduo.

9 - The Legend of Zelda Link’s Awakening (GBC)


O que dizer sobre esse jogo? Mais um Zelda, simplesmente isso. Sou muito fã da série e esse mesmo sendo de Game Boy Collor merece ser mencionado. Nem todo mundo acaba topando com ele já que existe um muro chamado "Zelda Minish Cap". Não posso dizer que é meu preferido, mas o coitado é um bom jogo. Dê uma chance pro coitadinho do Link te distrair mesmo sendo limitado pelo console precário de qual ele faz parte.

10 - Castlevania - Aria of Sorrow (GBA)


Esse vai gerar uma terceira guerra mundial, mas não ligo. TODOS os Castlevania feito para Game Boy Advance são ótimos. Cada um tem sua preferência, eu escolhi esse pra representar todos os Castlevania de GBA. A história me encanta, a trilha sonora é uma das mais legais do console e os personagens são interessantes. O que mais valorizo além da incrível jogabilidade é a capacidade de poder usar várias armas e poderes. Não vou me estender muito falando desse game, ele já é popular demais sem minha ajuda. Hahaha

Eridane Forneris 27 de out de 2015
Review: Samurai Warriors 4


Minha paixão pelos jogos 1 x 1 milhão, ou musou, começou há quase oito anos atrás, quando por recomendação de um amigo (e de um review na finada NGamer Brasil), adquiri Sengoku Basara 2 Heroes. Todo o visual oriental, a mecânica simples, lembrando a dos Beat'em Up's e os especiais totalmente mirabolantes, me deixaram maluco, tanto que foi um dos primeiros jogos que zerei quando comprei o Playstation 2 no fim daquele ano. Tempos depois, adquiri Devil Kings e mais uma tonelada de jogos do gênero pra PS2 (Dynasty Warriors Gundam 2, Samurai Warriors 2: Xtreme Legends (e o Empires também), Dynasty Warriors 5 e 5 Xtreme Legends), e continuei apaixonado pelo gênero, inclusive jogando outros jogos que usam da mecânica em outras plataformas. Maaas enfim, estamos aqui pra falar de Samurai Warriors e é dele que iremos falar.


Samurai Warriors 3 foi um jogo meio azarado. Ele surgiu da vontade dos produtores da Koei de testarem o Hardware do Wii, até aí tudo bem. Mas o problema é que APENAS o jogo base veio pro ocidente, as versões Xtreme Legends (Moushoden) e Empires ficaram apenas no Japão, sendo que o Xtreme Legends saiu para PS3 e PSP (com os nomes de Samurai Warriors 3 Z/Z Special) e o Empires saiu apenas para PS3, e eles traziam alguns personagens novos. Aí, a Koei resolve voltar as origens, voltando para consoles Playstation e comemorando os 10 anos do primeiro Samurai Warriors, o quarto episódio chegou ao PS3, PS4 e PS Vita.


O jogo, reconta, com leves toques de ficção (pelo menos em relação a Sengoku Basara, que é zoado) o enorme período da era dos Estados em Guerra (Sengoku Jidai), o período mais sangrento da história do Japão, que vai desde a Guerra de Ōnin (entre 1467 e 1477) até o Cerco de Osaka (entre novembro de 1614 e Junho de 1615), com o estabelecimento do Xogunato Tokogawa ocorrendo em 1603, 3 anos após a sangrenta batalha de Sekigahara.

Uma coisa na qual Samurai Warriors 4 mudou em relação aos seus antecessores, foi a forma em que a história foi contada. Ao invés de histórias individuais, dois tipos de história foram colocados:

Histórias Regionais - Contadas do ponto de vista de diversos clãs presentes em certos períodos da Era Sengoku (Mori, Takeda, Date, Uesugi, Sanada), nos quais estes clãs tentam unificar as regiões onde vivem, com exceção do Oda, que deseja unificar o Japão.

História da Unificação (Desbloqueada após terminar o Legend of Oda e o Legend of Takeda) - Conta a trajetória de Unificação iniciada por Hideyoshi Hashiba (que se tornou Hideyoshi Toyotomi) e que deu origem ao Xogunato Tokugawa, já sob o comando de Ieyasu Tokugawa (que a título de curiosidade, morreu 1 ano depois do fim do Cerco de Osaka).


Além do modo história, e das Batalhas Livres (que dependem de ser desbloqueadas no modo história), há o modo Chronicles (vindo do Spin-off Samurai Warriors Chronicles, de 3DS/Vita), no qual você cria um personagem que tem a missão de escrever as biografias dos grandes oficiais da era Sengoku, e você viaja pelo Japão conhecendo cada personagem histórico (além dos grandes, tem os generais genéricos que só servem pra dar um Achievement), e lutando contra ou ao lado deles.

Em determinados momentos desse modo, haverão eventos onde você tem um diálogo com determinado personagem, e assim você estabelece uma relação (que pode ser até romântica) com o personagem. Esses diálogos esporádicos possuem escolhas, que determinam como será a relação entre os personagens nas batalhas futuras, e quando sua barra de relação chegar em determinado ponto (4/5) você desbloqueia ele para ser seu personagem secundário (explicarei mais adiante), e quando essa barra encher completamente, você poderá usar a arma desse oficial em seu personagem.


Existem muitas outras pequenas minuncias no Modo Chronicles que eu poderia falar, mas o grosso modo dele é esse... E é muito viciante, principalmente quando você tem a chance de pegar as armas raras (que são apelonas).



A mecânica de Samurai Warriors 4 mudou levemente em relação aos jogos anteriores da franquia, ou mesmo a série Warriors num geral. Ainda temos o básico combo de Quadrado, Quadrado, Triângulo, mas os charge attacks do triângulo sumiram. A novidade é o Hyper Attack, no qual o personagem dá um dash atacando, perfeito pra derrubar dezenas de inimigos, e que pode desencadear mais combos, na sequência inversa (triângulo, triângulo, quadrado, por exemplo) e dar uma maior profundidade e variedade de combos, dentro do familiar conceito da série Warriors.

Como o jogo trocou o conceito (no modo história) de personagens para regiões, você terá a cada capítulo, uma determinada quantidade de personagens para se jogar, escolhendo sempre um primário e um secundário, que será controlado pela AI (ou por outro jogador no Co-op local ou online). No modo single player, com um toque no botão select, você pode trocar de um personagem para outro (inclusive esse botão causou alguns problemas quando fui jogar Dragon Quest Heroes, mas isso é história para outro dia.), que é muito útil em diversos casos. Apesar da IA do seu parceiro ser competente (em sua limitação), a produtora colocou a opção de você dar ordens simples ao seu parceiro, o que pode ser bem útil no modo chronicles, em determinadas missões.


Graficamente, ele tem seus pontos altos e baixos. As cenas em CG são belíssimas, e quando elas possuem ação, são muitíssimo bem coreografadas. Porém, quando temos as cenas com os modelos in-game, a coisa não é tão boa assim. Os modelos dos personagens são bons, e os modelos dos personagens criados por nós não ficam deslocados em relação aos oficiais famosos. Como acontece em cada jogo da franquia, alguns personagens sofreram alterações no seu visual. Os cenários podem soar repetitivos, se você passar muito tempo em um determinado local (no modo chronicles, por exemplo), mas eles não deixam muito a desejar, apesar de serem aquele padrão da franquia Warriors.

Sonoramente, segue o padrão Koei de qualidade de trilha sonora, com ótimas composições que ajudam a criar o clima, seja ele o empolgante de uma batalha, ou o triste da hora de uma determinada morte. Pra completar o pacote, tem a belíssima "Reverb", tocada pela banda Kuroyume, que norteia os créditos de alguns finais (como o do Legend of Land United) do jogo. O jogo foi o primeiro Samurai Warriors a vir pro ocidente com a dublagem apenas em japonês, e se por um lado, corremos o risco de ouvir coisas como Cow Cow (quem lembra?), por outro... Bem, deixa pra lá, porque eu não sinto falta da dublagem americana. Os fãs mais atentos podem ouvir algumas vozes conhecidas, como Ai Maeda (A voz da Mimi, em Digimon), Nobuyuki Hiyama (Joe Higashi, em King of Fighters, Link "Adulto" em Legend of Zelda), Hikaru Midorikawa (Heero Yuy em Gundam Wing), entre outras.

O único defeito de Samurai Warriors 4, como Warriors em si, é a falta das rotas que levam a finais alternativos (como em Dynasty Warriors 8 por exemplo), que seria uma boa tendo em vista que muitos personagens que você gosta acabam tendo um fim melancólico. No geral, é um ótimo jogo, que vale a pena ser pego.

Avaliação: 9,5/10

Abaixo: Vídeo de Gameplay, retirado do meu canal, e pra quem quiser, estou fazendo uma run de Samurai Warriors 4-II lá, além de outros gameplays de PS3

Kyo 25 de out de 2015
Jogos de Game Boy/Game Boy Advance que você precisa jogar
Tudo começou com um anúncio de jornal. Era um belo dia e eu era "piquitita" quando resolvi comprar o já antigo Game Boy Collor. A verdade é que sou uma fã confessa de jogos da nintendo e quando vi a oportunidade agarrei na mesma hora. Com essa compra eu ganhei um Mario, mas não me lembro muito dele embora tenha me rendido horas de diversão. Não me lembro nem se cheguei a zerar, mas era bem bacaninha. Depois de um tempo consegui colocar minhas mãos em alguns cartuchos de pokemon. (Yellow e Silver). Não tinha nada mais divertido pra mim de ter a impressão de que eu estava viajando enquanto capturava pokemons e ia mais fundo no enredo. Nunca fui muito fã do anime, mas os jogos são muito perfeitinhos em vários sentidos. Acredito que o grande sucesso de pokemon tem como base sua imersão.

Pokemon é um marco e todo mundo sabe a razão de gostar e não gostar. Não parando no Pokemon acabei mais tarde jogando outros jogos de Game Boy e Game boy advance. Vou citar alguns jogos que marcaram minha vida nesses pequenos consoles (Não vou colocar pokemon na lista, pois seria muito óbvio)

Vamos lá:

1 - Dragon Warrior monster (GBC)


Esse jogo tem uma semelhança interessante com Pokemon, e embora não possamos dizer que é uma cópia fiel tem muitos dos elementos que nos acostumamos por lá. (O modo de batalha é a maior das semelhanças). O ponto alto dele não é o enredo. Claro que a história é legal e interessante, mas em alguns pontos o jogo se torna repetitivo. O meu interesse nesse aqui são os monstros. 

Em pokemon eles são criaturinhas fofas ou legais. Já em Dragon Warrior monster eles são simplesmente monstros. 
Como assim monstros? Eu explico: Sabe o tão popular unicórnio? O dragão comum e o dragão dos céus (Aquele que todo mundo conhece nem que seja do Dragon Ball). Então, esses monstros são alguns dos que você pode ter após "misturá-los". Quando se mistura dois monstros você ganha um ovo desses dois e cuida desse novo amigo. A questão é que aqui é muito diversificado. Em pokemon você não teria grandes variações. Já em Dragon Warrior monster você quase nunca sabe o que esperar. O ponto negativo é perder os monstros que você tinha antes, então essa mistura deve ser feita com cuidado. Alguns monstros podem nascer super fracos ou super fortes dependendo da linhagem.

Outra coisa a se mencionar aqui são as magias: Cada monstro tem cerca de quatro magias típicas dele e a medida que a linhagem se estende os descendentes herdam os poderes dos pais, avós, etc.
Os monstros são divididos em nove categorias, essas divisões são chamadas de "famílias". As minhas preferidas são as bestas (um simbolo de uma patinha), os dragões e os demônios (representados por um ícone de um tridente)

2 - Zelda Minish cap (GBA)

Esse com certeza não é nada desconhecido, mas se você nunca deu uma chance ao Zelda Minish Cap a hora é essa! 

Pra mim ele só fica atrás do clássico Zelda Ocarina of a Time.
O ponto alto desse jogo é a jogabilidade. Boa jogabilidade, gráficos bonitos e enredo envolvente com certeza são uma marca registrada dessa série. O que difere cada jogo é a temática. 

Aqui temos o Vaati como vilão, um aprendiz de mago que deseja poder e aquelas coisas que todo vilão deseja , Vaati usa um gorro semelhante ao de Link, mas aqui ele tem poderes mágicos que obviamente ele usa para o mal. O gorro do Link também não é o mesmo gorro verde de sempre, ele é outro mago que aconselha Link e no geral faz o papel que a fada do Ocarina of a Time fazia.
Aqui Link é uma simples criança que deve reforjar uma espada com a ajuda dos elementos para ter o poder de salvar a princesa Zelda que foi petrificada por Vaati. Cada elemento vai te render horas de jogo, stress, xingamentos e felicidade e os mini games pelo caminho vão te distrair bastante, incluindo a possibilidade de completar uma coleção de figurinhas que abrange todos os personagens que aparecem nesse game. O interessante é que Link pode(e deve) diminuir de tamanho várias vezes usando o poder de Elzo (O gorro).
Sempre esqueço de mencionar, mas a tradução da Rom de Zelda Minish Cap pode ser facilmente encontrada na internet.

3 - Megaman Zero(GBA)

Megaman Zero é um dos melhores jogos que já joguei. O mais incrível é não usar o Megaman. O Zero já brilhava desde o super Nintendo e era meu personagem preferido. Aqui ele é encontrado anos depois por uma cientista humana chamada Ciel. E pasmem: O Megaman aqui é o vilão, mas obviamente não é o Megaman de verdade, é apenas um clone que não deu certo. Não vou dizer o que aconteceu com o verdadeiro pra não estragar a experiência de quem ainda planeja jogar isso.
O ponto alto dele é a história. Se você não é bom em inglês é possível encontrar várias roms traduzidas. Também não posso deixar de citar a vasta coleção de armas em cada jogo. Aqui você não está restrito a espada do Zero ou ao famoso buster (o canhão de plasma), também é possível usar um escudo como proteção ou como arma, lançando-o nos inimigos. Além disso temos uma lança e outras armas que vão aparecendo ao longo dos outros jogos. Também há os tais Cyber Elfos que podem ser usados de diversas formas. Alguns aumentam sua barra de vida, outros cortam metade da vida do Boss e outros atacam os inimigos, te ajudando no percurso. Não vou citar o resto das funções, porque são muitas.

Confesso que acho Megaman uma série dos demônios. Jogar ela era querer morrer quatro vezes ao dia na vida real após cair de penhascos, ser esmagado ou levar alguns tiros. Porque para uma espécie de robô humanoide a defesa é uma porcaria mesmo sendo de material incrivelmente resistente. 

 Jogar Megaman era uma tarefa muito árdua, e eu não apreciei tanto a experiência como em Megaman Zero. Não que seja um jogo super fácil, achei o nível de dificuldade desafiador, mas que te dá prazer em jogar. Então sim, muitos fãs chatos acham esse game uma droga só por ter perdido sua suposta dificuldade monstruosa. Acho que isso tudo é besteira, pra mim jogos são feitos pra causar nas pessoas relaxamento e momentos legais e não pensamentos do tipo "Por que diabos estou jogando essa *#$%+  ?!" 

4 -Yu-gi-oh! The Sacred Cards(GBA)

Esse é um jogo muito divertido e dinâmico. Aqui você não assume o papel de Yu-gi como era de se esperar, mas sim um personagem aleatório que é faz parte da turma de Yu-gi. Assim você é... Você mesmo! Essa é uma ideia que garantiu que os jogadores se identificassem com o seu próprio personagem. Montar o próprio baralho é uma das experiências mais divertidas, batalhar com Yu-gi, Kaiba e praticamente todos os duelistas "supimpa" é bem bacaninha.
Confesso que a falta de um personagem feminino para dar escolha a mulheres é meio chato, mas meio que nós mulheres estamos acostumadas com isso. Fora os Pokemons mais recentes essa experiência não é muito comum. Também senti falta de gráficos mais bonitos na hora das batalhas. É um jogo de GBA, mas na hora de batalhar eu senti limitações na arte. Não que seja ruim, mas poderia ser melhor.
A tradução também pode ser encontrada facilmente pela internet a fora.

5 - Kingdom Hearts - Chain of memories


Uma série que eu confesso não saber tanto a respeito como eu provavelmente deveria saber. Apesar disso ela merece ser citada aqui, já que mesmo que eu tenha jogado apenas esse eu considero um ótimo jogo. O sistema de batalhas é único, mas confesso também que as vezes senti preguiça da quantidade de batalhas que você tem que travar pra ficar forte o bastante para enfrentar os chefes e fazer o seu baralho crescer. Apreciei os combos e gráficos. A história me foi confusa, mas isso é obviamente devido ao meu escasso conhecimento da série. Achei bem legal poder encontrar tantos personagens da Disney ao longo do game. Ele é surpreendentemente longo e pode ter certeza que perderá muitas horas jogando.

6 - Golden Sun


Essa série costuma ser conhecida apenas por fãs alucinados por um bom RPG. Golden Sun tem todos os elementos interessantes: Personagens carismáticos, enredo interessante, batalhas bastante divertidas, ótima jogabilidade e puzzles desafiadores. Golden Sun tem uma tradução feita para a rom em português que tem o meu selo de aprovação. Nada foi deixado de fora, não me lembro de nenhum erro gramatical gritante e acima de tudo: Dá pra terminar o jogo sem nenhum bug. O único ponto negativo que consigo considerar é a preguiça que nos domina após muito tempo de jogo. Passar por grandes mapas demanda tempo e isso se torna maçante com a quantidade de batalhas que temos que passar. 

7 - Shinning Force



Ah, esse com certeza é nostálgico! Alguns conhecem uma versão bem antiga dele, mas eu particularmente vivi bons momentos jogando esse. A história é muito interessante. As melhores coisas da história não podem ser contadas para não perder a graça, mas resumidamente você é um aprendiz de um cavaleiro e não tem sua memória. Muitas coisas acontecem e Max, o protagonista é obrigado a liderar um pequeno exército chamado de Shinning Force. Quando falamos em RPG tático Shinning force não pode ficar de fora. Os personagens tem história e são carismáticos, o desenrolar da história é muito interessante. Minha única reclamação desse jogo é a questão do dinheiro. Como a história te limita os inimigos é meio chato que alguns itens custem tão caro. Jogar esse jogo é como ler um bom livro.

8 - Summon Night - Swordcraft Story 2


Um RPG com história bastante interessante e recheada de momentos engraçados. Esse tem opção de escolha entre um garoto loiro e uma garota de cabelo rosa que ALELUIA não está praticamente pelada! Só aí já podemos dar a ele um troféu escrito: "Sim, você agrada a mulheres que jogam".
Esse game tem um sistema de batalhas bem singular, onde a tela é similar a um jogo de plataforma. 

Existe um ancestral que foi pioneiro nesse sistema de batalha, um jogo de Super Nintendo que infelizmente eu não consigo lembrar o nome. O mais interessante aqui são as armas e o seu companheiro ou companheira que foi "summonado" de outra dimensão ou coisa assim. Vou repetir que esse jogo está recheado de cenas cômicas e com certeza vai te fazer rir. Existem 4 opções pra você escolher. Existe uma espécie de demônio que usa fogo pra lutar, uma espécie de garoto com orelhas de cachorro que usa vento, um robô e uma garota demoníaca. A sua trajetória e diálogos dependem das escolhas, o que torna uma experiência única cada vez que você joga. As armas são fabricadas unicamente por você. Espadas, machados, brocas, lanças. Você mesmo deve achar "ingredientes" para fabricar as melhores armas. O ponto negativo desse jogo ao meu ver está nas dungeons. Algumas são grandes demais e o processo se torna cansativo. Você acaba salvando em determinado ponto e depois nem faz ideia de pra onde estava indo. Tirando isso é altamente recomendado que se ainda não jogou e for fã de RPGs jogue ainda hoje.

9 - Fire Emblem

Pra quem gosta de jogos de estratégia esse é um dos que não pode ficar de fora. Ele tem várias versões e até sei de animações com alguns dos personagens. Eu particularmente me amarro no simples que foi feito pra GBA, aonde a Lyn é a primeira protagonista e o Elliwood o segundo.

Ao invés de estar na pele do personagem principal você o acompanha na aventura. Primeiramente com Lyn, uma incrível guerreira de Sacae (Uma tribo cheia de pessoas que nunca mentem) que mais tarde toma parte em eventos maiores. Destaque aqui para o famoso Elliwood também, o ruivo mais gentleman dos games. Os personagens são o ponto alto desse jogo. A imersão torna a experiência de jogar ele única. Os personagens parecem ter vida própria mesmo e em determinados momentos até conversam com você. Enquanto eles são lutadores incríveis você é uma espécie de estrategista que os ajuda a ganhar batalhas. Acontecimentos dos mais diversos o tornam um dos melhores pra mim. Se eu colocasse defeito diria que ele limita bastante a liberdade do jogador. Você não tem opção de sair por aí explorando, apenas segue um roteiro e isso as vezes pode frustrar um pouco. O outro ponto ruim é que se um personagem morre em batalha: Ele morre de verdade! É fácil recrutar inúmeros personagens se você souber como, mas nem por isso todos são descartáveis. Afinal todos eles tem personalidade e dependendo de suas escolhas durante as batalhas os diálogos são interessantes. Não é legal perdê-los.

10 - Mother 3


O bom e velho sucessor de Mother 2! (Earthbound nos EUA) Esse é um dos jogos mais incríveis que já joguei. Algumas vezes fico com vontade e começo tudo de novo. Ele é um RPG com humor característico da série. Alguns pontos são bem divertidos e outros muito comoventes. Os personagens controláveis mudam diversas vezes durante o enredo. Não consigo pensar em nenhum defeito nesse jogo. A jogabilidade é boa, a história é incrível, os gráficos muito dignos. Há boatos que Mother 4 está sendo produzido por fãs da série e promete ser ótimo se ninguém dar fim ao projeto. Eu como muitas pessoas esperei ansiosamente pela tradução do Earthbound Brasil, levou anos, mas fizeram um trabalho incrível. A espera valeu a pena. A tradução para o inglês também não é oficial, mas é muito perfeita. Seja como for, é impossível não curtir esse jogo se você gostar de Rpgs.


Eridane Forneris
Review: Dragon Quest Heroes: The World Tree's Woe and the Blight Below


O meu primeiro contato com Dragon Quest, assim como a maioria dos velhacos que escrevem neste site, foi com o anime Fly, o Pequeno Guerreiro (Dragon Quest: Dai no Daibouken). Nos jogos, meu primeiro contato, foi com o fantástico (e dificílimo) Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King. Mas só fui me tornar fã da série MESMO após jogar o incrível (embora raso em alguns aspectos) Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies. 

Porém, se tem uma série, e gênero que eu sou fã absurdo, é Dynasty Warriors (E suas sub séries também, como Samurai Warriors, Warriors Orochi, One Piece Pirate Warriors, Sua Mãe Warriors e Warriors: Os Selvagens da Noite.) E quando a Square Enix anunciou que trabalharia com o Omega Force para um mix entre Dragon Quest e Dynasty Warriors (A exemplo do bem sucedido Hyrule Warriors), eu pirei. E em fevereiro deste ano, Dragon Quest Heroes: Yami Ryū to Sekaiju no Shiro foi lançado no Japão para PS3 e PS4. Será que ele vale a pena o investimento?


No reino de Elsaize (Arba na versão americana), monstros e pessoas convivem harmoniosamente, até que o nefasto Helmut se utiliza de magia para colocar os monstros contra as pessoas. Cabe aos aprendizes Act (Luceus na versão americana) e Mar (Aurora na versão americana), juntamente com o rei Dirk (Doric na versão americana) deter os planos do vilão. Não, não é uma história complicada ou complexa, mas sim uma história digna da franquia Dragon Quest (que sempre foi assim). 

O gameplay de Dragon Quest Heroes é bastante semelhante ao da série Dynasty Warriors, porém, como todo derivado de Warriors, ele possui suas particularidades. Ainda temos aqueles dois ataques, fraco e forte. Porém, foi instituído um sistema de magias. 


Os personagens, além da barra de HP, possuem uma barra de MP, e conforme progridem no jogo, podem desbloquear algumas magias, magias essas que custam MP e são utilizadas com o comando R1 + Botão da magia (Quadrado, triângulo, círculo ou X) e dependendo do personagem, possuem diversos efeitos no jogo, de ataque, cura (no caso da Jessica), ou transporte (no caso de Act/Mar), caso os pontos de transporte do mapa estejam habilitados.

Além das barras de vida e magia, existe a barra de Tension, que é enchida a cada golpe desferido (ou pode ser enchida, tanto usando o botão círculo do PS3, quanto com certos ítens que podem ser encontrados no cenário). Após a barra de Tension estar completamente cheia, apertando o O novamente, o personagem irá entrar no modo Super High Tension, o qual aumentará a força dos golpes, permitirá o uso do pulo duplo, e quando a barra for esvaziada (ou o jogador apertar novamente o O) o personagem irá desferir um golpe fulminante que ajuda a limpar a área de inimigos, e em muitos casos, causa um grande dano a inimigos maiores ou mestres de área.


Apesar do jogo ser baseado em Dynasty Warriors, ele carrega todo o jeito e estrutura de um RPG, com níveis de personagem, bosses, side-quests e organização de grupo. Usando a nave Batoshie como base, o jogador tem acesso a loja de equipamentos, de itens de cura (através da Igreja, tradição de Dragon Quest), de aprimoramentos e o bar onde você pode mudar a equipe que estará nos estágios do jogo. A equipe principal é composta de Act/Mar (o personagem principal é escolhido no início do jogo), mais três outros personagens. Durante as missões, os personagens podem ser trocados com o botão L2 (isso me confundiu bastante, porque como estou acostumado com o sistema de troca do Samurai Warriors 4, eu apertava o Select XP), o que ajuda bastante caso você tenha um grupo variado.

Existem três tipos básicos de missão: As lineares, que consistem basicamente de ir do ponto A até o ponto B, as batalhas contra chefes, que em alguns casos não consistem só de ir batendo no mestre até ele cair, mas sim de ir a pontos específicos e usar armas como Balistas pra causar grandes danos (ou evitar que o boss se recupere) e as mais irritantes missões já feitas na história da série Dynasty Warriors: As missões de Tower Defense, nas quais você deve, ou escoltar determinado personagem ou defender determinado ponto, contra hordas de inimigos vindo de diversos lados.


A princípio, essas missões começam simples, mas em determinados pontos do jogo, você vai precisar de muita paciência (e muitos Game Overs) pra passar de certas missões, já que muitas vezes inimigos fortíssimos vem dos dois lados e causam dano massivo ao objeto a ser defendido. E o fato do jogo não ter multiplayer e o jogo não te proporcionar dar Ordens aos seus companheiros (como em Samurai Warriors 4) dificulta ainda mais o seu trabalho.

Porém, nem tudo são lamentos, a partir de determinados momentos do jogo, você adquire Monster Coins (Após vencer certos monstros), que permite que você os invoque. Dependendo do monstro, ele irá dar um boost em seus atributos, dar um único ataque ou permanecer ali para atacar os inimigos que se aproximam. E com as Monster Coins de monstros de grande porte, temos uma mão na roda para defender determinados pontos. Isso dá um senso de estratégia e desafio ao jogo. 

Aos que se preocupam com as toneladas de DLC's que assolam a indústria, não se preocupe pois em Dragon Quest Heroes, a maioria delas vem com os patches de atualização do jogo (missões extras + Psaro, de Dragon Quest IV) completamente grátis, com exceção das roupas de Dragon Quest III,(que vem em um código no manual da versão japonesa) e não podem ser adquiridas na PSN, a não ser que você compre a versão digital (na PSN Japonesa). Porém esse pormenor só é válido para a versão japonesa do jogo, já que todo o conteúdo baixável virá disponível na versão Ocidental de PS4. 

Primeiramente, falemos das diferenças básicas entre as versões de PS3 e PS4 do jogo. A versão de PS4 roda a 60 frames por segundo (a versão de PS3 roda a 30), possui resolução maior (1920x1080 contra 1280x720 do PS3), mais inimigos simultâneos no cenário e alguns efeitos técnicos superiores a versão de PS3. De resto, ambas as versões são lindas, os cenários são coloridos e variados, e possivelmente mais bonitos que muito cenário de Dynasty/Samurai Warriors. Os personagens possuem os traços feitos por Akira Toriyama, então eles soarão familiares a qualquer pessoa que já teve contato com Dragon Ball em algum ponto de sua vida. As cutscenes do jogo possuem uma direção muito boa, e as CG's são maravilhosas. E para quem jogou diversos Dragon Quests, ver diversos personagens (maioria mulheres) da série, é como reencontrar velhos amigos. 

A dublagem japonesa do jogo (esse é o primeiro Dragon Quest a ter os protagonistas do jogo dublados) teve um cuidado em todos os momentos. Resumindo, a idéia da Square-Enix foi chamar atores e dubladores famosos, que são fãs da série. E assim tivemos um elenco que conta com Tori Matsuzaka (Takeru Shiba/Shinken Red, de Shinkenger) como Act, Mirei Kiritani (Nino, do live action de Arakawa Under the Bridge), Banjo Ginga (Liquid Snake/Major Zero/Liquid Ocelot na série Metal Gear Solid) como o Rei Dirk, Mikako Komatsu (Kotori Mizuki de Yu-Gi-Oh! Zexal) como Julietta, Rie Kugimiya (Alphonse Elric em FullMetal Alchemist) como Homiron, Shoko Nakagawa (Saori Kido/Athena em CDZ Omega) como Alena, Hikaru Midorikawa (Heero Yuy em Gundam Wing), como Kiryl, Miyuki Sawashiro (Kurapika na versão de 2011 de Hunter x Hunter) como Maya, Marina Inoue (Yoko em Tengen Toppa Guren Lagann), como Bianca, Kana Hanazawa (Kuroi Mato/Black Rock Shooter em Black Rock Shooter) como Nera, Hiroshi Kamiya (Levi em Attack on Titan) como Terry, Ayana Taketatsu (Azusa Nakano em K-On!) como Jessica, Fumihiko Tachiki (Don Krieg e Akainu em One Piece) como Yangus, Daisuki Ono (Jotaro em JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders) como Psaro e Ainosuke Kataoka (Kougane/Kamen Rider Mars no filme de Kamen Rider Gaim), como o vilão Helmut. Todos desempenham seus papéis com maestria, transmitindo ao jogador, a personalidade dos heróis (e vilão) do jogo. 

Na versão americana, dando continuidade a algo feito na dublagem de Dragon Quest VIII, todos os personagens são feitos por dubladores ingleses, inclusive o dublador do Yangus (Ricky Grover) reprisa seu papel. 

A trilha sonora, novamente conduzida pelo mestre Koichi Sugiyama, mistura nostalgia (pra fãs de Dragon Quest) e novidade. Ela não soa como um mix de Dynasty Warriors com a série em questão (Como em Hyrule Warriors), mas soa como uma autêntica trilha de DQ. Os temas do jogo são reconhecíveis, e alguns deles são reusados da era do NES (como o jingle de salvamento do progresso).

Finalizando, Dragon Quest Heroes é um excelente jogo, e recomendo a quem quer uma experiência de ação baseada em Dragon Quest, mas a questão da compra é algo muito mais complicado, já que ao menos a versão de Playstation 3 depende de importação por parte do jogador. Já a versão de PS4, estará disponível no dia 13 de Outubro, tanto em formato físico quanto digital.  Esta análise foi feita com base na versão japonesa do jogo, para Playstation 3. Os dados sobre a versão de PS4 foram feitos com base em gameplays da versão japonesa do jogo e trailers da versão ocidental.

Avaliação: 9,5/10

Kyo 13 de set de 2015
Google comemora o trigésimo aniversário do Super Mario

Não é novidade que o mundo todo ama o Super Mario, exceto se você esteve hibernando em alguma caverna na Papua-Nova Guiné por pelo menos uns 50 anos.


Bem, todos nós amamos o Super Mario e o Google não é exceção a regra. Como uma forma de comemorar os 30 anos do encanador bigodudo, o Google criou um infográfico com diversas informações sobre o personagem e curiosidades, como o fato das pessoas terem gasto mais de 152 milhões de horas assistindo vídeos do Mario no YouTube, ano passado.

Agora só nos resta dizer: Obrigado, Google! Ficou muito show!

Abaixo vocês podem conferir a imagem;



Diogo Batista 11 de set de 2015
Review: Chuck Rock II – Son of Chuck

O Master System é um console com uma biblioteca modesta e repleta de títulos inesquecíveis, então saiba que não foi ao acaso que a SEGA fora um dia, a grande rival da Nintendo.

Grandes títulos apresentados no Mega Drive acabavam por serem portados ao console 8 bits, isso quando não eram praticamente refeitos, tudo para não desamparar os detentores do console 8 bits.

Há muito o que ser dito sobre essas duas gigantes do século XX, mas hoje o foco será Chuck Rock II – Son of Chuck, que foi lançado em 1993 para Amiga, Amiga CD32, Sega Game Gear, Sega Mega-CD, Sega Master System, Sega Mega Drive/Genesis – Diferente do seu antecessor, esse a Nintendo não teve acesso, pelo menos na época.

Chuck Rock II começa depois de longos 9 meses desde a comemoração caliente de Chuck e Ophelia – que havia sido resgatada no primeiro título. Agora Chuck trabalha em uma empresa onde esculpe carros em ROCHAS, que provavelmente deve ser o trabalho mais difícil do mundo, depois de limpar fornos de cerâmica.

Bem, um pai precisa trabalhar para sustentar a cria.

Apesar do trabalho escravo do troglodita barrigudo, a vida era boa e o amor reinava na casa. O que Chuck não contava é que seu trabalho excelente o tornou alvo da empresa rival. E com uma maldade comparável aos vilões da novela da sete, a empresa rival sequestrou Chuck como forma de alavancar as vendas e ferrar com as concorrentes.


Ophelia sendo apenas uma mulher oprimida perante as leis machistas impostas pelos trogloditas misóginos, coxinhas burgueses, não poderia abandonar a cozinha, então incumbiu o seu varão Chuck Jr da responsabilidade de resgatar o provedor da casa.

Munido de apenas um dente e seu fiel tacape, ele precisara passar por caminhos não tão inóspitos e alguns repletos de inimigos bizarros.

Chuck Jr enfrentará moscas varejeiras, trogloditas com distúrbios de personalidade amante de Barney o dinossauro, uma mulher saltadora com seios ENORMES – Que em minha opinião não deveria ser a inimiga e sim a fonte de reposição das mamadeiras de Chuck Jr.

Há também plataformas escondidas pelas fases, algumas invisíveis e outras apenas em posições de difícil acesso, então não espere por muita moleza, mas também não espere por um jogo difícil.


Graficamente falando temos um avanço se comparado ao seu antecessor que se limitava a um cenário de fundo escuro, enquanto aqui temos cores e detalhes, mesmo que simples, mas bem trabalhado.

Os personagem e os inimigos são muito bem desenhados, principalmente ao se movimentar, apesar de que na tela de apresentação de fases, Chuck Jr está incrivelmente feio, parece um anão careca de 40 anos.

Já musicalmente falando temos uma trilha deverás agradável e que provavelmente não o levara a perfurar os tímpanos enquanto grita histericamente “FAÇA-OS PARAR, FAÇA-OS PARAR” como aconteceu comigo enquanto jogava Lawnmower man do SNES. Então não se preocupe, pois aqui mesmo que ela soe um “tiquinho” repetitiva, não incomoda ou atrapalha a jogatina.


Os controles respondem bem aos comandos e você não vai sofre pra executar saltos, talvez um pouco, mas isso é problema de coordenação motora.

Chuck Rock II – Son of Chuck pode não ser tão bom visualmente quanto suas versões para 16 bits, mas aqui não faz feio e oferece muita diversão a todos os amantes desse belo console da SEGA.

O desafio não é tão alto, mas vai conseguir arrancar alguns palavrões bem feios, então se procura um bom retrôgame para passar algumas horas, Chuck Rock II é uma boa pedida.

Deixo com vocês a ótima trilha sonora da versão Sega CD:


Diogo Batista 2 de ago de 2015

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