27 de mar de 2011

The Bouncer (Playstation 2)



Graças a enquete, este, um dos primeiros jogos do PS2, usado como modelo para mostrar a capacidade do PS2 no início de carreira, será um dos resenhados deste fim de semana no New Old Players. Hoje em dia, porém, é pouco lembrado ou nem isso, mas graças a uma das vezes em que fui na rodoviária novo rio, passei numa dessas banquinhas de camelô e o jogo me chamou a atenção: Primeiro, pelo design da capa, que logo reconheci como sendo do Tetsuya Nomura, segundo, que pela descrição e fotos da contra-capa, o jogo era nada menos que um Beat'em up, gênero em baixa no final da década. Falo é claro, de The Bouncer.



The Bouncer


Produtora: Squaresoft
Gênero: Beat'em up/RPG
Jogadores: 1/2 (Suporte a 4 com o Multitap)


Você a princípio controla Sion (Leitura Shion), um Guarda Costas de um bar chamado "Fate". Sion, que tem um passado que ainda o assombra, tornando-o um sujeito quase frio, coisa que havia começado a mudar, quando ele conheceu uma jovem chamada Dominique, porém, o sequestro dela pela corporação Mikado, coloca Sion e seus amigos em uma jornada para resgatá-la, quando percebem que o buraco é mais embaixo e que há mais coisas do que um mero sequestro, coisas ligadas ao passado dos personagens.

Geralmente nesse parágrafo, começaria a falar da jogabilidade, certo? Pois bem, abrirei uma exceção pra falar mais sobre como funciona o modo da história de The Bouncer. Digamos que para compreender TODA a história do jogo, de todos os personagens, terá que jogar mais de uma vez, pois é necessário prestar atenção em tudo, inclusive em algumas telas de loading, que contém diálogos do passado de cada personagem, assim incentivando o fator Replay (Há um Extra Game que é o New Game +, costumeiro em rpg's). Feito isso há uma gama de personagens há se desbloquear para os modos versus e survival.




O sistema de combate é relativamente simples, há uma cena, e no fim de uma cena pré-combate, pode se escolher um dos personagens jogáveis, e aí começa a luta. O controle é mapeado com quatro tipos de golpes, soco, chute, rasteira e golpe alto, e cada personagem tem um estilo de luta diferente, o que dá ao jogador a chance de ver com qual personagem se sai melhor. As lutas em geral são em ambientes fechados no início, mas conforme se avança no jogo, áreas mais vastas ficam disponíveis, mas isso parece mais evolução dos programadores ao longo do jogo. Ou algo do tipo. O Lado RPG do jogo, vem do pós luta, quando se "limpa" o cenário ou completa uma sequencia de lutas, há pontos de experiência dados, e assim, sobe-se no ranking de guarda costas e pode se comprar upgrades, como aumento dos pontos de vida, aumento de ataque ou defesa e técnicas novas.


Nessa parte mora um perigo, se você evoluir somente um personagem, os outros irão morrer rapidamente em estágios mais avançados do jogo, mas se passar o jogo alternando entre os personagens, corre o risco de não evoluir um personagem o bastante para sobreviver mais adiante no jogo. As batalhas contra chefes são mais estratégicas do que mero esmaga-botões. Aliás, um smasher buttons fracassaria em The Bouncer, pois são necessários certos fatores (visuais) para se vencer as lutas. É preciso escolher entre atacar o mestre para acabar a luta, ou atacar os capangas e ganhar mais experiência. Ainda que seja sólido, a movimentação dos personagens durante os combates parece estranha, mas ao mesmo tempo bacana, pois ele mostra foco no inimigo que estava atacando, e ao aproximar de outro inimigo.

A campanha dura cerca de uma, uma hora e meia, tempo médio de um beat'em up, e completando com os três personagens, dura cerca de cinco horas, arredondando para cima, mas o que incentiva o replay é o modo versus, que mesmo não contando com uma câmera boa, diverte entre os amigos (recomendado multi tap)


Graficamente é sensacional, principalmente se pararmos pra pensar que o jogo tem 11 anos. Logo de cara, percebe-se o dedo de Tetsuya Nomura, Sion lembra um pouco o Sora, de Kingdom Hearts e qualquer outro personagem de cabelos espetados de Nomura =p, em outro dos personagens (, percebe-se a referência a Final Fantasy, pois ele usa uma jaqueta com o cactuar, criatura comum em alguns jogos da série. Os ambientes, apesar de fechados, são bacanas, principalmente após o resgate de Dominique no prédio do Grupo Mikado. As cutscenes em CG são especialidade da Square, e aqui contam com efeitos ótimos, tanto em flashbacks, quanto em momentos normais.


Os modelos ingame são geralmente bacanas, mas os personagens movimentam de maneira esquisita quando lutam, ou eu não estou adequado a isso, mas ele se comporta de um jeito esquisito... Procure no Youtube pra ver.




Sonoramente, as músicas são medianas, não se destacam taaaanto, mas também não são de se jogar fora. O destaque fica para a dublagem, tanto em inglês, quanto em japonês, elas estão muito boas, com os dubladores desempenhando bem seus papéis. Destaque pro dublador japonês de um dos vilões, o cara passa a insanidade do personagem. Porém, a tradução americana alterou algumas falas, que não alteram no andamento do jogo, não fazem nenhuma diferença a mudança, se eu não dissesse isso, vocês não saberiam (A não ser que fossem o Fábio Santana) e eu sou só um gordinho resmungão querendo encher linguiça pra vocês lerem, agora que você leu até aqui nesse parágrafo, visitem meu blog! \o/


Finalizando, Bouncer é um dos melhores jogos da primeira Leva do PS2, quando ainda era dificílimo programar pra ele (Lembro que enquanto a SNK estava tendo problemas com a versão PS2 de KOF 2000, estavam lançando a versão Dreamcast de KOF 2002), pode não ser memorável ou perfeito, mas é um jogo bastante competente, e leva nosso selo Luigi de qualidade e um 84/100 no Placar! Pode aparecer, Luigi!


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