2 de ago de 2015

Review: Chuck Rock II – Son of Chuck


O Master System é um console com uma biblioteca modesta e repleta de títulos inesquecíveis, então saiba que não foi ao acaso que a SEGA fora um dia, a grande rival da Nintendo.

Grandes títulos apresentados no Mega Drive acabavam por serem portados ao console 8 bits, isso quando não eram praticamente refeitos, tudo para não desamparar os detentores do console 8 bits.

Há muito o que ser dito sobre essas duas gigantes do século XX, mas hoje o foco será Chuck Rock II – Son of Chuck, que foi lançado em 1993 para Amiga, Amiga CD32, Sega Game Gear, Sega Mega-CD, Sega Master System, Sega Mega Drive/Genesis – Diferente do seu antecessor, esse a Nintendo não teve acesso, pelo menos na época.

Chuck Rock II começa depois de longos 9 meses desde a comemoração caliente de Chuck e Ophelia – que havia sido resgatada no primeiro título. Agora Chuck trabalha em uma empresa onde esculpe carros em ROCHAS, que provavelmente deve ser o trabalho mais difícil do mundo, depois de limpar fornos de cerâmica.

Bem, um pai precisa trabalhar para sustentar a cria.

Apesar do trabalho escravo do troglodita barrigudo, a vida era boa e o amor reinava na casa. O que Chuck não contava é que seu trabalho excelente o tornou alvo da empresa rival. E com uma maldade comparável aos vilões da novela da sete, a empresa rival sequestrou Chuck como forma de alavancar as vendas e ferrar com as concorrentes.


Ophelia sendo apenas uma mulher oprimida perante as leis machistas impostas pelos trogloditas misóginos, coxinhas burgueses, não poderia abandonar a cozinha, então incumbiu o seu varão Chuck Jr da responsabilidade de resgatar o provedor da casa.

Munido de apenas um dente e seu fiel tacape, ele precisara passar por caminhos não tão inóspitos e alguns repletos de inimigos bizarros.

Chuck Jr enfrentará moscas varejeiras, trogloditas com distúrbios de personalidade amante de Barney o dinossauro, uma mulher saltadora com seios ENORMES – Que em minha opinião não deveria ser a inimiga e sim a fonte de reposição das mamadeiras de Chuck Jr.

Há também plataformas escondidas pelas fases, algumas invisíveis e outras apenas em posições de difícil acesso, então não espere por muita moleza, mas também não espere por um jogo difícil.


Graficamente falando temos um avanço se comparado ao seu antecessor que se limitava a um cenário de fundo escuro, enquanto aqui temos cores e detalhes, mesmo que simples, mas bem trabalhado.

Os personagem e os inimigos são muito bem desenhados, principalmente ao se movimentar, apesar de que na tela de apresentação de fases, Chuck Jr está incrivelmente feio, parece um anão careca de 40 anos.

Já musicalmente falando temos uma trilha deverás agradável e que provavelmente não o levara a perfurar os tímpanos enquanto grita histericamente “FAÇA-OS PARAR, FAÇA-OS PARAR” como aconteceu comigo enquanto jogava Lawnmower man do SNES. Então não se preocupe, pois aqui mesmo que ela soe um “tiquinho” repetitiva, não incomoda ou atrapalha a jogatina.


Os controles respondem bem aos comandos e você não vai sofre pra executar saltos, talvez um pouco, mas isso é problema de coordenação motora.

Chuck Rock II – Son of Chuck pode não ser tão bom visualmente quanto suas versões para 16 bits, mas aqui não faz feio e oferece muita diversão a todos os amantes desse belo console da SEGA.

O desafio não é tão alto, mas vai conseguir arrancar alguns palavrões bem feios, então se procura um bom retrôgame para passar algumas horas, Chuck Rock II é uma boa pedida.

Deixo com vocês a ótima trilha sonora da versão Sega CD:


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