27 de fev de 2015

Review: Woodle Tree Adventures


Você jogar videogames há 20 anos (ou mais) tem lá seus pontos positivos e negativos, principalmente quando se vê o avanço dos jogos e percebe que muitos estilos que outrora dominaram o passado já não são mais tão presentes. Por exemplo, nos 32/64 bits, tinhamos Super Mario 64, Crash Bandicoot, Banjo e outros platformers, nos 128 bits por exemplo, tinhamos no Playstation 2: Jak e Dexter, Ratchet & Clank, Sly Cooper. No Wii, temos Super Mario Galaxy. Mas hoje em dia, platformers 3D são algo mais raro, difícil. Porém, algumas vezes, surge na cena índie um jogo cuja execução nos remete aos tempos de infância, onde tudo era mais ingênuo e saudável, e ficamos alegres, com o bom conteúdo que recebemos. Woodle Tree Adventures não é um desses games.

Você é um tronquinho que por alguma razão tem que sair por aí coletando gotinhas de orvalho e sementinhas pra salvar o mundo. Não, não me pergunte se isso faz sentido, mas enfim, ele segue aquela premissa simplista de alguns jogos antigos, que te dam um arremedo de história e isso é o suficiente para avançarmos. Só que mesmo esse arremedo de história é idiota demais para eu comprar a idéia. Veja bem, eu curto idiotice nos meus jogos, mesmo a história boba de Dead or Alive 5 tem seu valor, eu por exemplo gostei dela, justamente por não se levar muito a sério e estar viajando na maionese.

Ok, Kyo, a história do jogo é um arremedo de merda, ao menos o gameplay salva, certo? Errado. Primeiro, a câmera é péssima. Você não tem o menos controle da câmera. A única opção é mudar a câmera, mas não faça, porque você só vai piorar as coisas. Sério, teve vez que a câmera simplesmente ficou de ponta cabeça. A movimentação não é boa, os inimigos não oferecem dificuldade alguma, em sua maioria eles ficarão lá parados, feito retardados esperando você dar uma folhada neles. Isso porque nem falamos dos abismos, oh, o horror. Em jogos 3D normais (Ratchet Deadlocked do PS2 me vem a cabeça agora), eles estão lá como um desafio ao jogador em meio a ação do título, mas aqui nessa bosta são apenas mais um ingrediente do horror que é esse jogo.

Os gráficos do jogo são a única coisa que se salva. O estilo gráfico é fofinho, mas os inimigos são sem inspiração nenhuma. Os cenários são bonitos, o que prova que aparências enganam. Aparentemente todo o "orçamento" do jogo foi gasto  em paçoquinhas, e o que sobrou foi parar na parte gráfica, só isso pra explicar o desastre que é esse jogo.

As músicas não vão ficar na sua memória, podem até não incomodar, mas como você vai estar tão puto com a jogabilidade ruim, câmera escrota e checkpoints bugados, que não vai nem prestar atenção no que está ouvindo.

Finalizando, Woodle Tree Adventures é a razão pela qual eu sempre penso duas vezes antes de comprar qualquer jogo índie, porque não adianta gráficos bonitos ou elogios dos outros, se o seu jogo não tiver uma jogabilidade que o sustente.

S (Fantástico)
A (Muito Bom)
B (Bom)
C (Dá pra Jogar)
D (Por sua Conta em Risco)
E (Não instala isso porque pode ser vírus)

Segue abaixo um gameplay desta bosta em forma de jogo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário