28 de dez de 2014

Meme Gamer: O Que Eu Joguei em 2014

     Salve salve amigos da nave Big Brother blogosfera gamer! Antes de mais nada, permitam-me que eu me apresente: Me chamo Willi Weiss, resido em Santa Catarina e hoje estou fazendo uma colaboração para o New Old Players a pedido Diogo, vulgo Cyber Woo, amigo de longa data e dono dessa bagaça aqui! Há alguns dias, ele me chamou para que eu lhe desse uma mão aqui com o NOP. Enquanto isso, o pessoal da blogosfera organizou o Meme Gamer "O Que Você Jogou em 2014?", uma brincadeira em que a galera escreve sobre os games que passaram pelos seus controles durante o ano que está findando. Esse Meme é feito desde 2011. Sempre li, acompanhei e me diverti muito com os textos dos participantes, e desta vez decidi participar, unindo o útil ao agradável e fazendo desta participação a minha contribuição para o New Old Players nesse finzinho de 2014. Dadas as explicações de quem eu sou e o que estou fazendo aqui, bora rever o que joguei neste ano que está para terminar e contar um pouco sobre as minhas experiências com cada título. RÉSHTÉG PARTIU!

Street Fighter X Tekken (PC)
     Nossa, adoro pronunciar o nome desse jogo, "Street Fighter Cross Tekken", esse Cross dá um ar mais "chique" do que o comum Versus, hahahaha! Eu nunca fui um profundo amante dos jogos de luta da Capcom, acho a física deles muito inconstante, e as sequências para execução de combos e especiais muito chatas de fazer. Em Mortal Kombat, por exemplo, me viro muito bem e pego fácil o jeito de jogar de cada personagem, mas em Street Fighter e derivados, um Hadouken lançado já é uma vitória. Instalei esse jogo em meu notebook por acaso, eu iria viajar e queria algo para passar o tempo e que não precisasse de mouse para ser jogado, então o game caiu bem. Na prática, ele é basicamente um Street Fighter com os personagens do Tekken, pois não apresenta diferenciais significativos na jogabilidade em si, então, não é de se esperar que não simpatizei muito com o jogo. Mas o odiei menos do que odeio Street Fighter IV por causa da variedade de cenários e da maior beleza destes em relação aos de SFIV, pelo fato de serem mais bonitos artisticamente e apresentarem menos cores berrantes.

Assassin's Creed IV Black Flag (PS3)
     Essa é uma série que teve seus altos e baixos na minha vida gamer. Comecei pelo primeiro, que detestei e conseguiu me deixar irritado já no tutorial, que não obedecia corretamente aos meus comandos (tutorial obrigatório é uma porcaria, a gente já entendeu como faz, mas precisamos provar pro jogo, e nisso ele buga e empacamos). O segundo foi simplesmente um dos melhores games que já joguei, curti demais. Meus cinco minutos de Brotherhood e Assassin's 3 não contam. E então fui jogar o Black Flag empolgadasso. A dublagem em português e o linguajar formal e medieval utilizado pelos personagens já me conquistou logo de cara, jogo dublado é outra experiência. A jogabilidade era praticamente a mesma do 2, que já era boa, então sem problemas. A história estava interessante, tudo ia bem, até começarem as benditas batalhas navais! Oh meu Deus, quanta raiva eu passei com essas batalhas! Mesmo fazendo o máximo de upgrades possível, meu navio continuava lento e fraco, incapaz de vencer certos combates sem sair deles quase afundando, isso quando eu não morria e tinha de tentar de novo não pela falta de habilidade, mas pela fraqueza do barco em todos os aspectos, fosse em velocidade, agilidade, dano causado... Bom, como já falei, procurei fazer o máximo de upgrades no navio quanto possível, e ao mesmo tempo, procurei melhorar meu personagem na medida do possível também, sempre procurando distribuir meu dinheiro em partes iguais para upgrades no navio e no personagem. Até que cheguei em certa missão de campanha, na qual só é possível acessar a missão se o navio tiver upgrade tal, e eu já não tinha como conseguir dinheiro para esse upgrade por já havia feito todas as missões secundárias disponíveis e distribuído o dinheiro arrecadado igualmente em upgrades para o navio e o personagem! Ou seja, joguei errado, devia ter deixado o personagem fraco feito boneco de posto e me ferrar em 70% do jogo (as partes em terra, que de fato são Assassin's Creed) e direcionar meu financeiro à porcaria do barco que só iria utilizar quaaaaaando tivessem batalhas navais! Nesse momento ficou impossível progredir na campanha, e então larguei do game de vez. De que adianta o game te dar liberdade para fazer upgrade no que você quiser, se você só consegue progredir na campanha se upar o que deve ser upado? Enquanto escrevo esse texto, a franquia caça-níqueis da Ubisoft está em saldo negativo comigo... e só vai piorar. Sigam a leitura.

Ratchet & Clank: Nexus (PS3)
     Quem me conhece sabe que sou fã incondicional da série Ratchet & Clank, inclusive ela está entre as minhas franquias favoritas of all time. E uma das tradições que tenho com os jogos dessa franquia é sempre zerá-los com meus amigos, que também são muito fãs da dupla. Mesmo estes games sendo single-player, nossa jogatina em equipe sempre dá muito certo, a regra é básica: "passou, morreu ou salvou, passa o controle". Todos respeitam e isso resulta num momento de lazer muito bacana. Todo ano em janeiro zeramos um, e o escolhido de 2014 foi Nexus. Esse foi um R&C diferente, com menos exploração e menos direito a idas e vindas, em suma, foi um game de fases, algo que nos pegou de surpresa pois os jogos da série sempre permitem voltar a planetas já vencidos para realizar tarefas secundárias e outros. Mas isso não o tornou ruim, pelo contrário, o game foi tão divertido quanto os outros. É difícil um jogo dessa franquia nos decepcionar, acho estranho ela ser pouco conhecida, pois a maioria dos games dela apresentam ótima trilha sonora, gráficos belíssimos, gameplay suave e bem trabalhado, e um humor único e muito, mas muito divertido. Se você possui um console PlayStation, dê uma chance a um game da série, não irá se arrepender. Só não jogue o Q-Force/Full Frontal Assault, esse é um lixo.

Max Payne 3 (PC)
     Rodar um joguinho de luta feito Street Fighter X Tekken (leiam Cross Tekken, sério, não é mais massa? XD) foi de boa, mas se meu notebook queria provar que era macho, ele teria que, com sua ultra-poderosa Intel HD Graphics 3000, rodar Max Payne 3 numa qualidade gráfica aceitável e a uma velocidade não só jogável, mas lisa, porque eu não tenho saco pra jogar jogo "travadinho". E não é que o desgraçado conseguiu? Até controle de Xbox 360 eu fiz questão de comprar só pra jogar esse jogo, pois com teclado e mouse eu sou uma anta, pra mim ou é só no teclado, ou então com controle. Max Payne 3 foi um dos games que mais me encantou em todo o ano de 2014, uma história muito bem feita, narrativa interessante, frases poéticas do Max as quais muitas se leva como lição para a nossa vida real mesmo, gameplay muito, mas MUITO bem projetado (alguns bugs quando se dá cover em escada, mas dá pra superar), enfim, um jogaço. No fim das contas até comprei ele pro PS3 pra jogar decentemente (que o jogo rodou no meu notebook rodou, mas que o notebook não se desligou sozinho nenhuma vez por causa de processador fritando, é outra história, hahaha!) e agora em janeiro se sobrar um tempinho quero terminá-lo no Play fazendo o final contrário ao que fiz quando joguei no note, pois o game tem dois finais. Se vocês tiverem uma grana sobrando aí, comprem, é um jogo que vale a pena jogar e que dá orgulho de dizer que tem. E que vale muito a pena sentir o orgulho de dizer que tem e zerou.

Army of Two: The 40th Day (PS3)
     Gente, como fazem falta hoje em dia aqueles games que praticamente pedem pra você chamar um amigo pra jogar contigo. Não na porra do online, mas do seu lado, zuando e dando risada juntos! Reclama-se muito que o pessoal não joga mais junto, o pessoal só quer online, mas isto se dá porque o multiplayer de muitos games é algo passível em que jogar online... serve. Agora, quando um multiplayer é planejado, bem feito e instigante a jogar com um amigo ou amiga em presença física como ocorre em Army, não dá pra pensar em online, tem que chamar o ser humano pra jogar com você em presença real, porque a gritaria de "me ajuda, pega aquele lá, ei ei volta aqui, cara vou morrer, volta, volta!" é algo que só quem joga em tela dividida sabe o quão bom é. Nem toquei nesse jogo sozinho, joguei todo ele com um amigo meu durante um sábado em que fizemos um churrasquinho do bom. E a experiência foi muito divertida. Army Fortieth Day é um game de tiro-teio frenético, mas exige cautela e estratégia por parte dos jogadores, senão você não progride. E a química entre os dois protagonistas também é ótima, o que deixa o clima do jogo mais amigável e até com um tom de humor em alguns momentos, algo que a maioria dos games de tiro não faz. Em 2015, se possível, quero experimentar os outros dois jogos da franquia.

The Last of Us: Left Behind DLC (PS3)
     Eu já havia jogado a saga de Joel e Ellie logo quando lançou (comprei o jogo na pré-venda com 124 reais em moedas, imaginem a felicidade da moça do caixa quando paguei desse jeito) e esse DLC me deixou empolgado não por um motivo específico, mas só por ser mais The Last of Us, pois o game e seu universo são divertidíssimos e interessantes, deixando um gostinho de quero mais ao fim de cada jogatina. Mas não fui jogar Left Behind cheio de hype, ao contrário, fui zen e sereno, apenas curioso do quê seria apresentado ali. Trata-se de uma pequena campanha com Ellie, que se passa durante um momento da história do jogo principal em que não dispomos de Joel (não vou dar spoilers, quem jogo já vai entender). Essa campanha também intercala com flashbacks de Ellie sobre fatos que aconteceram antes da história do jogo principal, mas estes flashbacks possuem apenas alguns pequenos puzzles e várias cutscenes, a ação mesmo está no gameplay do presente, onde a menina é capaz de executar as mesmas ações que faz na campanha principal, como usar armas, dar cover e tudo mais. Em matéria de enredo, é meramente um complemento a The Last of Us. Jogou, vai achar interessante. Não jogou, não faz falta.

Far Cry 3 (PS3)
     Far Cry 3 foi uma das maiores surpresas que tive em 2014. Eu já havia começado o jogo três ou quatro vezes e detestado, porém em todas elas, sentei para jogá-lo com pressa e sem saco. Na vez em que tirei um bom tempo para testar o game, aí sim, o compreendi direito e me viciei no título. Far Cry 3 é um jogo "cheio de coisas" para aprender e correr atrás, vários tipos de itens, coisas que o personagem pode fazer, tarefas secundárias (não me refiro a missões ou quests, mas simplesmente tarefas que podemos fazer durante a exploração para melhorarmos nosso personagem, como caçar animais ou coletar diferentes tipos de plantas, por exemplo). O objetivo é sobreviver na ilha que está dominada pelos piratas e resgatar seus amigos que estão nas mãos deles, mas para isso, precisaremos da ajuda dos nativos, que nem sempre irão nos ajudar de verdade. Foi um dos poucos jogos que joguei em que a questão da "sobrevivência" foi levada ao pé da letra, não basta apenas concluir as missões e quests secundárias, mas entrar no personagem e viver a situação dele, viver a ilha. Far Cry 3 é um ótimo jogo, quase fiz 100% nele, se não fossem os minigames de pôker (detesto isso) e um bug que me impediu de coletar a última das 120 relíquias espalhadas pela ilha (eu já tinha pego as outras 119, imaginem a raiva).

Watch Dogs (PS3)
     Outra surpresa, mas desta vez, pra pior. E a culpa não foi do próprio jogo, porque ele em si é bom, gostoso de jogar. Tem seus defeitos (e não são poucos) mas se você fosse jogá-lo sem nunca ter ouvido falar dele, curtiria o game. Só que a mamãe dele, a Dona Ubisoft, colocou hype demais em cima do filinho, como se esse jogo fosse Deus, bateria GTA e ditaria as regras para games da nova geração. E não foi isso que aconteceu, Watch Dogs é só mais um mundo aberto em uma cidade, com o diferencial do uso do celular para hackear as coisas, este que é usado a todo momento e não se torna cansativo, mas sim cada vez mais divertido conforme você aprende a usá-lo melhor. Eu me diverti muito jogando Watch Dogs, me viciei nele como foi com Far Cry 3, só que os vários bugs me tiravam do sério a cada partida, e a gota d'água foi numa das missões finais do game, onde é preciso fugir de uma perseguição policial. Não importava o lugar que eu fosse, o jogo gerava policiais para me seguir, ao invés de um número X de policiais que eu poderia atrair para um canto e depois fugir de todos. Era visível no mapa, áreas limpas onde brotavam policiais, aí se tornou impossível progredir no jogo. E tentei passar dessa missão por mais de 4 horas, em dois dias diferentes.

Dead Space (PS3)
     Dead Space é uma série que joguei ao contrário: comecei pelo 3, em seguida o 2 e só então fui experimentar o primeiro. O caso é que tanto no terceiro quanto no segundo, não fui muito além do começo por acabar empacando em certos trechos e não ter saco para procurar uma maneira de passar das tais partes. Mesmo assim, decidi experimentar o primeiro título da série, que é tão elogiado pelos fãs, e a "maldição" aconteceu novamente: em certo trecho do capítulo 3 ou 4 se não me engano, um bicho gigante está protegendo uma porta. Se tentarmos passar por essa porta, ele nos mata instantaneamente, de maneira que temos de eliminá-lo primeiro. Só que o desgraçado não morre! Não sei se é algum bug ou o quê, mas descarreguei toda a munição de quatro armas diferentes (todas com upgrades de dano) e mesmo assim a criatura insiste em não morrer! Até pedi ajuda ao Diogo, que é bastante fã da série e jogou os três títulos, e ele disse não ter tido problemas no tal trecho. Mesmo em vídeos do YouTube, os jogadores derrubam a tal criatura em segundos. Então não faço ideia do que pode ser, mas já vi que essa série definitivamente não gosta de mim. E olha que eu estava até me divertindo com esse primeiro, mais do que com o 2 e o 3 que logo de cara achei meio enjoativos.

Naruto Ultimate Ninja Storm (PS3)
     Como esse jogo é cobiçado pelos fãs da série, nossa senhora! Como a maioria dos jogadores da série Storm, eu comecei pelo 2 e então fui jogando os títulos seguintes, mas nunca havia encontrado para comprar o primeiro da franquia. Ele acabou se tornando um título meio que raro do PlayStation 3. Quando o vi numa pilha de jogos para troca numa loja, não pensei duas vezes e deixei Dead Space 2 (que havia me dado nos nervos anteriormente) ocupando o lugar dele, enquanto o levei para casa feliz da vida. Naruto Storm 1 se assemelha mais com os títulos da saga Ultimate Ninja (sem o Storm) lançados para PlayStation 2, especialmente o Ultimate Ninja 3. O que o torna de fato parte da franquia Storm são os combates, que são em 3D em arenas de um único piso (diferente do estilo "Smash Bros" dos Ultimate Ninjas do PS2 que possuem batalhas 2D em cenários de vários pisos). O diferencial é que é possível correr pelas paredes em algumas situações, recurso que foi tirado dos Storms seguintes. Acertar uma sequência rápida de botões antes de realizar um jutsu também é herança dos games do Play 2, e também não foi para os jogos seguintes da série pois geraria muito lag em partidas online (já que Storm 1 é exclusivamente offline, ponto para ele). Se você for jogar a série Ultimate Ninja Storm inteira, verá que do 2 para frente os jogos são parecidíssimos, aumentando apenas o número de personagens e arenas disponíveis e recebendo a cada título alguns refinamentos na jogabilidade. E Storm 1 é especial e desejado justamente por causa disso, ele é o mais "diferente" da franquia, trazendo a jogabilidade Storm que estamos acostumados misturada a elementos dos games do PlayStation 2, além da exploração total e livre da Vila da Folha, como também minigames divertidíssimos e com efeitos visuais que fazem você se sentir assistindo ao anime. Me diverti bastante com esse título, foi ótimo para "curar as mágoas" dos três jogos anteriores. Mas o pior ainda estava por vir...

Far Cry 4 (PS3)
     E a Ubi "Bugada" Soft conseguiu. Conseguiu fazer um jogo que me decepcionasse mais que Watch Dogs, e justo com uma sequência de um game que eu havia adorado. Logo que concluí Far Cry 3, a empresa confirmou que Far Cry 4 chegaria no fim do ano e isso me deixou muito, mas muito empolgado. Mesmo não querendo, eu caí no hype de esperar maravilhas do jogo vindouro. E o que recebi foi nada mais, nada menos do que Far Cry 3 com cenário e personagens diferentes. "Mas Willi, você não tinha achado Far Cry 3 um ótimo título?" Tinha sim, me diverti muito com ele e o achei um excelente game. Só que esperava que Far Cry 4 fosse melhor, trouxesse inovações, novas possibilidades, mas não, foi praticamente o mesmo jogo, porém piorado! A começar pelo enredo, um fator que me prendeu muito no 3: em Far Cry 4 o enredo é simplesmente um lixo! A história é rasa, os personagens não empolgam, e você joga, joga e joga e não há desenvolvimento nenhum na história! Não há progresso, você mata esse e aquele mas a história não caminha para um desenvolvimento. O próprio protagonista, Ajay Ghale, ora ele é o fodão metido, ora ele é um coitado acovardado, às vezes os personagens coadjuvantes o idolatram, e noutras vezes os mesmos o subestimam! Não dá pra entender! Ao longo da "trama", se é que podemos chamá-la assim, vários mistérios sobre o passado dos pais de Ajay são lançados no ar, o jogo acaba e nada é esclarecido! É como se durante a produção do game eles tivessem demitido os escritores responsáveis por essa parte da história! Além do enredo, a jogabilidade continua a mesma, só que com mais bugs de física. Trilha sonora praticamente não existe, nem uma missão com música do Skrillex teve dessa vez, as únicas músicas que tocam são na abertura e encerramento do jogo (que aliás, é a mesma música) e algumas nos momentos finais da campanha. Só. De resto, apenas algumas trilhas genéricas de cinema durante as missões. Far Cry 4 possui diversos outros problemas os quais se eu quisesse citar todos, teria que fazer um post só para isso e esse não é meu foco. No fim das contas o jogo ainda conseguiu me divertir pelo que ele tinha de Far Cry 3, mas como sequência foi um fiasco, um dos jogos que mais me decepcionou em toda a minha vida gamer. Pelo menos nesse eu consegui pegar todos os coletáveis, ao menos nisso não tinha bug.

Batman Arkham Asylum (PS3)
     E 2014 se finda com um título o qual peguei mais como "desencargo de consciência". Batman Arkham é uma de minhas franquias favoritas atualmente, porém, eu havia jogado apenas o City (tanto a versão normal quanto a GOTY) e o Origins (este que também esperei com hype durante seu lançamento, e que me agradou muito como sequência), mas o Asylum havia passado em branco, e como Batman Arkham é sempre bom, decidi pegá-lo para curar o estrago deixado por Far Cry 4. O que posso dizer é que a série Arkham evoluiu monstruosamente ao longo dos anos, principalmente de Asylum pra City, porque porra, como esse jogo é inferior aos outros! Não que seja ruim, não me interpretem mal, Asylum é tão bom quanto seus sucessores. Mas em matéria de possibilidades e principalmente de grandiosidade, City e Origins são muito superiores. Tudo é muito pequeno em Asylum, muito "apertado", se comparado à sensação de liberdade que temos nos títulos seguintes. Tal característica não chega a ser uma falha, pois ela é condizente com a história de Asylum, que se passa na ilha onde o Asilo Arkham fica. O erro mesmo foi meu, de jogar os outros antes e deixar esse por último. Os movimentos do Batman e as coisas que ele é capaz de fazer também são muito básicas, e alguns refinamentos que a jogabilidade possui nos sucessores fazem falta aqui, como o Batman abrir logo a capa para planar quando salta de um lugar alto, em Asylum ele "pensa" um pouco antes de abrí-la e isso dificulta alguns movimentos. Mas nada agravante, pelo contrário, o jogo é show de bola. Fui eu mesmo quem devia tê-lo jogado antes dos outros. Caso você tenha curiosidade em jogar a série Batman Arkham, não comece pelo City só porque ele é mais famoso e muito menos vá direto pro Arkham Knight que está para sair para a nova geração: faça a coisa certa e comece por Arkham Asylum.

Outros jogos

     Nesse espaço final, citarei de forma rápida alguns outros games que joguei durante o ano, mas que não tiveram o mesmo peso do que os citados acima. Os títulos que falarei agora foram experiências igualmente bacanas, porém mais rápidas e que não causaram tanto impacto.
     Ainda no início do ano, Badland foi um joguinho para Android que me divertiu muito. Ele conseguiu fazer algo que nenhum outro jogo para celulares que conheço até agora conseguiu: ser um jogo definitivamente arcade, onde o objetivo é simplesmente passar as fases e zerar, sem estressar o jogador com vidinhas que acabam e só voltam depois de tal tempo, itenzinhos que precisamos comprar para podermos passar de certas fases, porcarias inúteis para desbloquear, nem nada disso. Apenas passar. Tentar, morrer, tentar de novo, aprender e passar. Como um jogo realmente deve ser.
     Outro game com o qual me diverti muito jogando em tela-dividida com amigos foi Borderlands 2, o problema é que o título é longo demais para ser zerado num dia só, sendo mais voltado para o online mesmo. Ainda assim, gera ótimos momentos e permite boas risadas. Ainda está em aberto aqui, preciso terminá-lo (com amigos) alguma hora. Não vou desperdiçar os poucos jogos com split-screen que existem hoje em dia jogando-os sozinho.
     Como acontece todo ano, em 2014 foi lançado mais um jogo da série Naruto Storm, o Naruto Storm Revolution. Porém, esse possui bem menos história e campanha é algo que praticamente inexiste, sua função mesmo foi trazer mais personagens para o modo versus (pra quê lançar DLC se vender um jogo inteiro dá mais grana, né?). Como estive focado em Storm 1 quando este saiu, deixei ele para brincar com a galera mesmo. Em todas as jantas que fazemos entre amigos ele e o excelente Blur estão presentes, rendendo ótimos momentos de risada e disputas acirradíssimas.
     E acreditem ou não, neste 2014 zerei os três jogos da série Kaizo Mario World, aquelas hacks malditas do Super Mario World do Super Nintendo com fases insanas que exigem precisão de movimentos assombrosa. Claro que tal façanha foi conseguida com save states, não sou nenhum asiático pra passar as fases dessas obras do capeta sem morrer nenhuma vez. Mas o desafio que elas proporcionaram foi astronômico e, de certa forma, muito divertido, pois chegou num ponto que comecei a rir das minhas próprias mortes e rir mais ainda da criatividade dos criadores do jogo em bolar certos desafios. O bom dos Kaizo Mario Worlds é que eles são vencíveis sem o uso de bugs e glitches, diferente da maioria das hacks do gênero as quais você só passa se cheetar o jogo. Se alguém souber de outra hack insana como estas e que possa ser vencida apenas com a jogabilidade normal do game, fale pra mim, estou querendo jogar outra!
     E falando em proezas, desta vez não eu, mas meus amigos conseguiram realizar uma: me fazer jogar online! Eu simplesmente detesto jogar online, multiplayer pra mim é tela dividida e galera reunida. E pior ainda, detesto jogar no PC, mesmo tendo joystick e tudo, essa é uma plataforma que pra mim sempre será secundária. E os desgraçados conseguiram me fazer participar de partidas online de Left 4 Dead 2! Odeio admitir, mas gostei e me diverti muito com elas, inclusive assim que todos puderem estaremos jogando de novo. Mas continuo preferindo consoles e tela dividida um milhão de vezes mais, que fique claro!
     E pra finalizar nóis bota os carro na garagem, terminei com um amigo o Resident Evil 5 Gold Edition, nas dificuldades Normal, Veterano e Profissional. Tanto eu quanto ele já somos velhos de guerra com esse jogo, zeramos várias vezes a versão normal em várias dificuldades, porém eu ainda não tinha concluído o game na dificuldade Profissional, e as campanhas extras que a versão Gold possui como extras me fizeram escolhê-la para a realização dessa proeza. Rejogamos, então, Resident Evil 5, concluímos ele nas três dificuldades anteriormente citadas, desbloqueamos e upamos completamente mais de uma dezena de armas, além de termos concluído as duas campanhas extras, Lost in Nightmares e Desperate Escape. Resident Evil 5, finalmente, está totalmente acabado! Mas não é por isso que vou deixar de jogá-lo, esse game sempre me diverte e é ótimo de se jogar mesmo não tendo mais nada para desbloquear.


     Nossa, e eu que achei que a correria desse ano tinha me atrapalhado, agora olhando bem, até que pude jogar bastante coisa! Pena que daqui pra frente a situação só tende a piorar, e o tal do tempo só vai ficar mais curto e cruel, hahaha! Que nada, gamer de verdade não se abala e sempre dá um jeitinho pra apreciar sua diversão favorita.
     Agradeço ao Diogo por ter cedido o espaço aqui no NOP para que eu participasse do Meme, e a todos vocês por terem lido tudo isso! Eu definitivamente não sei escrever pouco! XD Um forte abraço a todos, desejo tudo de melhor pra vocês sempre, que 2015 seja melhor que 2014 e pior que 2016! Até mais galera!


Leia também o resumo gamer de 2014 de nossos amigos!
Arquivos do Woo - Diogo "Cyber Woo"
Awesome Games - Yukiteru Amano
Gamer Caduco - Cadu
Lugar de Nerd - Juninho
QG Master - Adinan
Santuário do Mestre Ryu - Mestre Ryu Kanzuki
Vão Jogar - João Roberto
Vão Jogar - Somari
Vão Jogar - SucodelarAngela
Vão Jogar - Rafa "Tchulanguero"

3 comentários:

  1. [SFXT] Nossa, como eu sou ruim em jogos de luta. Nem me arrisco mais.
    [AC4BF] Jogo lindo!
    [R&C:N] O único jogo relacionado à série que joguei foi o Secret Agent Clank, do PSP, mas não curti muito.
    [MP3] Nunca consegui gostar desse jogo... =P
    [AoT] Eu ouvi falar bem pouco desse jogo. Eu não curto coop online, nem campanha multiplayer, só single, mas o que todo mundo diz é que esse jogo só presta no coop...
    [TLoU:LB] Eu adorei a DLC, é realmente bem interessante, gosto do fato de abrangerem mais a história dos personagens. Gostaria que tivesse um jogo/dlc mostrando os 20 anos de Joel entre a morte de Sarah no começo do jogo e ele virar o fodão da cidade.
    [FC3] Eu achei tosco. Next!
    [WD] Ai, Ubisoft, você está fazendo cada cagada ultimamente. Eu tava na pilha pra comprar esse jogo, mas a Ubi conseguiu acabar com isso. Depois eu compro...
    [DS] Eu acho o primeiro DS anos-luz à frente de qualquer um dos outros, pra mim, ele é show demais. O 2 perdeu um pouco a graça e o 3 eu nem joguei.
    [NUNS] Nem curto Naruto =T
    [FC4] Não gostei do 3. Muito provavelmente, nunca jogarei esse...
    [BAA] Apesar de não gostar do Bátima, o jogo é muito bacana!

    Quanto aos outros jogos, comprei o primeiro Borderlands e ainda não joguei. O RE5 Gold Edition foi meu segundo jogo comprado pra PS3, eu gosto dele e de suas campanhas extras.

    Abraço!!!

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  2. "... desta vez resolvi participar..."

    Eu já sabia que vc tinha participado, e olha que minha memória é horrível! huahuauhahua

    Engraçado que se eu fizesse uma lista de jogos que eu NÃO jogaria, alguns da sua lista de 2014 estariam lá... sem ofensa! kkkkkk

    Bom, comentando cada jogo da sua lista:

    - SFxTK é excelente, só precisavam resolver o negócio de poder deixar o tempo infinito, pq é uma cagada enorme da Capcom. O Cross é realmente chique, eu sempre "leio com a voz" (vc sabe o que quero dizer) do narrador do jogo. Só não entendi o "inconstante" sobre os jogos de luta da Capcom, eu não sei se entendi direito, mas vc gosta da movimentação dos personagens ser todas parecidas, tipo Mortal Kombat? Eu tenho um pouco de bronca do MK e Injustice justamente por conta disso, prefiro algo mais variado.
    - Gostei do que falou de AC, o 2 é realmente um dos melhores games já criados. Vc deveria dar uma chance ao 'Bróder Rude' também... só que achei que o Black Flag fosse um jogo divertido, pelo visto não é tanto assim. Mais um "assassino de tempo", como diria um amigo. Entendi certo? Essas batalhas navais não me animam...
    - Ainda preciso dar uma chance a esta franquia, Ratchet & Clank. Pior que tenho dois jogos no HD do meu PS3 que vieram de graça, mas nunca me empolguei pra jogar. Esse Nexus, pelo fato de ser de fases, me pareceu mais chamativo.
    - Max Payne é uma série que por alguma razão mística eu nunca quis e continuo não querendo jogar... huahua
    - Falei lá no blog do Woo e repito aqui: bateu uma curiosidade quanto à este Army of Two (franquia), mas se eu for jogar, farei online. Tela dividida no RE5 atrapalhava e online com amigo no Skype falando groselha e zoando foi divertidíssimo. Me parece que esse seguiria a mesma linha se eu tentasse jogar.
    - Não jogarei a DLC do lastófus... esse jogo foi a minha maior decepção do PS3.
    - Far Cry é outra franquia que não me chama a atenção. Acho que meu problema de Motion Sickness e o fato do jogo ser primeira pessoa é que me afastam dele.
    - Assista Cachorros é outro que não vai entrar na minha lista de jogos jogados. Caceta, o combo tá aumentando! huahuahua. Mas pelo visto vc concorda que eu nem tente, né? Ficou com certa bronca do jogo.
    - Dead Space me chama atenção e muito. Fiz o Free-Trial dele no PS3 por 1 hora e achei o jogo espetacular. Só que me dá um enjôo enorme, maldita Motion Sickness! Curioso que vc tenha jogado tudo ao contrário, isso não estragou a história de alguma forma?
    - Eu detesto Naruto... huahua
    - Outro da Bugsoft que não vou jogar por se Far Cry! hahuahuahua. Que pena que este foi uma experiência ruim pra vc que tinha adorado o 3. É foda isso...
    - Putz, vc começou pelo City pra depois ir pro Asylum, isso estraga um pouco a experiência. Pq o Asylum é um puta jogo, com PUTA maiúsculo eu diria (desculpe pelo palavrão duplo! huahuahua). Mas o City foi uma baita evolução. Ainda bem que vc percebeu isso e não deixou que te fizesse achar o jogo ruim.
    - O tal do Badland parece interessante, vou procurar.
    - Borderlands 2 é bem divertido, mas é jogo pra galera mesmo. Sozinho eu não consigo me divertir. E também me dá enjôo. Ô saco de bug que eu tenho, devo ter sido gerado na Ubisoft.
    - Caraca, haja saco pra terminar o Kaizo Mario World! huahuahuauhauha.
    - Left 4 Dead entra na lista dos que não jogarei... eu tentei uma vez e não gostei! huahua
    - RE5 em dupla é muito bacana. E o Lost in Nightmares é animal, eu quase tive um treco rindo do meu amigo quando ele tomou um puta susto durante a jogatina online, eu rolei de rir... pra depois eu levar um susto também e até largar o controle pra morrer! E ele ficar rindo da minha cara, claro... kkkkkkkkkkkkkkk

    Ufa, fim de lista! Sem comentários finais senão vc dorme na frente do computador! kkkk
    Abração mano!

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  3. Você zerou os 3 Mario Kaizos, nada mais precisa ser dito. Mas eu vou dizer mesmo assim. Concordo com tudo o que disse de Far Cry 3 e 4. Se o terceiro é épico do começo ao fim, o quarto é um sonífero. Estou jogando e me sinto um banana no game, pau mandado de dois filhos da puta que, até agora, na minha concepção, também são dois pau mandados de Pagan Min, que também é pau mandado de alguém maior que ele. Ou seja: tirando o fator de caça e do ambiente que gostei, nem compensa avançar pra saber a história, diferente do 3, onde o Vaas roubava a cena de tempos em tempos te botando medo em cada passo do enredo.

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