15 de dez de 2014

15 anos depois, Yuzo Koshiro explica por quê Streets of Rage 4 não apareceu no Dreamcast


Se existe algo mais profundo do que os hieróglifos e as histórias do antigo mundo, este algo é a história da indústria dos games. São mais de 40 anos de existência, mas o que muito incomoda a curiosidade de muitos fãs é saber como e por que tal jogo foi criado, mais do que isso é descobrir informações que nunca foram vistas em revistas ou qualquer outro material. É possível dizer que existem por aí "arqueólogos dos games" que buscam ir atrás dessas informações tão resguardadas por seus criadores. Um desses "arqueólogos" publicou um livro recente "The Untold History of Japanese Game Developers" (A História não contada dos desenvolvedores japoneses) que está em seu 1º volume.


A existência deste livro faz cair por água qualquer dúvida referente as diversas criações que existem, fora aquelas criações que por algum motivo foram abortadas, seja pela softhouse ou pelos próprios mentores. Não é só um livro com textos, a publicação conta com um conteúdo em vídeo produzido pelo autor que viajou por várias localidades do Japão atrás de cada criador que ele entrara em contato. É um trabalho editorial/áudio visual para ser usado como estudo de campo e fora matar a curiosidade de informações que muitas vezes estão deturpadas hoje em dia pela Internet.

Em uma parte do livro (é uma pena que esteja em inglês), mas existe uma parte com Yuzo Koshiro, praticamente o compositor responsável pela trilha sonora da fantástica franquia beat'em up "Streets of Rage" que fez muitos adolescentes da época, fãs do gênero, entender o motivo da necessidade de ter um Mega Drive em casa. O último jogo da franquia foi SR3 lançado em 1994, mas segundo o compositor, era certo a vinda da quarta versão, não no Sega Saturn mas no Dreamcast.


Streets of Rage 4 chegou a ganhar uma "versão alpha" mas o protótipo, segundo Yuzo, foi abortado pela Sega of America sem muitas explicações por parte dos executivos. Por outro lado, a Sega Japan estava em êxtase com o início do projeto, enquanto o lado ocidental da Sega simplesmente não gostou. Yuzo continua a contar que por mais que muitos gostem do Streets of Rage, a franquia nunca foi bem recebida no Japão, e qualquer decisão em cima da franquia fazia a Sega Japan entregar qualquer decisão nas mãos da Sega of America.

No livro, a parte de Yuzo sobre o assunto termina com o compositor que explica que Streets of Rage 4 foi descartado porque, entre o primeiro jogo e SR4 tinha uma diferença de 10 anos, aos olhos da Sega of America, não havia ninguém que percebesse o apelo que o jogo tinha entre os jogadores, com as palavras finais de Yuzo Koshiro - "Ninguém na Sega of America, podia julgar se a nossa versão do jogo era boa ou má".

Planos para trazer algo novo dentro da franquia Streets of Rage não é uma vontade só daqueles que vivenciaram os anos dourados do Mega Drive, nem da Sega Japan, não faz muito tempo que a Ruffian Games bem que tentou mexer com a franquia e o protótipo vetado pela Sega of America, vocês conferem no vídeo abaixo.





Nenhum comentário:

Postar um comentário