22 de mai de 2011

Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon (Nintendo DS)


É, agora eu tenho um DS e eu disse isso no review da semana passada. Então, pois é, entre os muitos jogos de DS, um em particular me chamou a atenção por ser a essência de um desses games simples, como pac-man, tetris ou zuma.

Você leva um minuto pra aprender, mas uma semana pra dominar. Em 2000, a Namco lançou o arcade Taiko no Tatsujin (Taiko: Drum Master, na versão de 2004 para o Playstation 2, lançada no ocidente), em que a premissa é semelhante a de Dance Dance Revolution, Guitar Freaks e outros simuladores de música da época, tocar as notas de acordo com o dito na tela, só que simulando o Taiko, o tradicional tambor japonês. E em 2007, a Namco resolve levar essa experiência para o portátil com a maior chance de ser bem adaptado (ao menos sem precisar de comprar controles absurdamente caros), o Nintendo DS e assim surgiu Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon (Taiko Drum Master DS: Toque e Jogue), que é o jogo analisado hoje.


Como o primeiro jogo não tem nenhum modo 'história' (os dois posteriores de DS possuem modos assim), vamos explicar a mecânica do arcade de Taiko no Tatsujin: a máqina de arcade se constitui de dois tambores de Taiko e duas baquetas do mesmo instrumento. As notas são separadas em duas cores, vermelha, que indica que a baqueta deve ser batida no tambor, e azul, que indica que a baqueta deve ser batida na lateral. Pode-se usar tanto a esquerda, quanto a direita, mas explicarei mais adiante o porque dos dois tambores. As notas são divididas em pequenas e grandes. As notas pequenas, indicam que deve ser usado ou o tambor da esquerda, ou o tambor da direita, tanto faz. Notas grandes indicam que deve ser usados os DOIS tambores. As notas rolam na horizontal e é uma por vez, o que facilita, mas nas músicas mais difíceis, exige agilidade nos tambores.


Agora falemos de como o jogo funciona no DS, se você comprar o cartucho, ganhará junto duas stylus personalizadas para o jogo. Mas se você não tem coordenação pra usar tal recurso (seria impossível pra mim jogar com a mão esquerda), pode usar apenas uma. Ou ainda, se não quiser jogar com a stylus, o jogo te permite usar os botões do DS, sendo os direcionais e ABXY responsáveis pelas notas vermelhas e os botões de ombro responsáveis pelas notas azuis. Mas como o DS não tem todo o recurso dos Arcades ou os mini taikos das versões console (ps2 e wii), a namco optou por uma solução, explicada no mini tutorial antes de começar o jogo em si:


Há quatro regiões da tela aonde se pode tocar. Para as notas vermelhas pequenas, pode-se tocar a área do taiko da tela, para as vermelhas grandes, a área central da tela é usada. Para as notas azuis pequenas, a área total fora do Taiko pode ser usada e e para as notas azuis grandes, uma área delimitada ao redor do taiko. Apesar de parecer complicado na teoria, na prática é bastante simples. Há notas especiais a serem utilizadas que garantem bônus de pontuação, aumento da margem de erro da nota. Conforme se acertam as notas, uma barra de "life" vai aumentando e é necessário no mínimo 65% dessa barra cheia para se ter sucesso na música, e acredite, no nível Oni (Após conseguir certa quantidade de coroas na dificuldade hard, abre-se a dificuldade Oni) isso é bem hardcore. Conforme se passa as músicas, são desbloqueados items para customizar o Don (personagem de Taiko no Tatsujin e que aparece na tela superior).

Visualmente é simples, mas bonito. A tela superior é bastante animada, com personagens próprios dançando, ou quando é alguma música especial como o tema de Mario Bros, ou IdolM@ster ou o Medley da Namco, é levemente personalizado, com o tema da música. Apesar do jogo ser em japonês, não é necessario muito conhecimento da língua para se jogar, basta fuçar um pouco nos menus.


Sonoramente, Taiko DS se sai bem, pegando como referencial o público japonês, há temas de anime, músicas de j-pop, alguns temas de games, músicas clássicas e temas japoneses. Há algumas poucas músicas destraváveis. Em geral, elas soam bem, embora algumas sejam covers. Os efeitos são bons e a voz de Don não é irritante, como a de alguns personagens fofinhos por aí.

Finalizando, Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon é uma boa experiência para quem tem um DS e quer passar um tempinho livre jogando algo sem compromisso.

Nota: 90/100

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