16 de mai de 2011

Real Bout: Fatal Fury (Neo Geo)


Primeira notícia, antes do review: Desculpem o atraso, era pra ter saído ontem e por falta de internet, não deu.

Segunda notícia: Meu DS chegou hoje! Pois é, agora tenho um DS.

Das inúmeras séries de luta lançadas para o Neo Geo, as poucas que conseguiram mesmo se destacar, foram King of Fighters, Art of Fighting, Fatal Fury, Samurai Shodown, e em menor escala, World Heroes. A maioria das outras ficou no limbo. Talvez as 5 pessoas que jogaram Fighters History se lembrem do jogo, mas é só. Voltando ao assunto, em 95 chega o quarto episódio canônico de Fatal Fury, e o quinto lançado. Com a frase "Adeus, Geese" Real Bout Fatal Fury foi lançado nos arcades em dezembro daquele ano.




Após a última batalha, Geese Howard havia obtido os pergaminhos dos irmãos Jin durante a confusão. Apesar de reconhecer o poder deles, Geese Howard não tem utilidade para eles e manda Billy os queimar. Renascido das trevas (conhecidas como "Transito de São Paulo"), Geese toma o controle de SouthTown mais uma vez e organiza um novo King of Fighters, para mostrar quem é que manda naquela cidade.


Primeiramente, falando sobre o elenco, é o mesmo de Fatal Fury 3: Road to The Victory, com as adições de Geese, Yamazaki, os irmãos Jin (Chonshu e Chonrei) como personagens jogáveis (no jogo anterior, eles eram apenas controlados pela CPU), mais Duck King, Kim Kaphwan e Billy Kane, totalizando 16 personagens.


O sistema de jogo é o de 3 linhas do anterior, com uma linha central de lutas, e duas auxiliares, aonde pode se escapar de golpes e contra atacar dali. A mecânica em si, foi simplificada em relação a Fatal Fury 3, para garantir uma maior fluência das lutas. Digo por experiência que o jogo melhorou muito (a diferença dos lançamentos de FF3 e Realbout é de menos de 10 meses) e os movimentos estão mais fáceis de serem executados. Diabos, nunca consegui fazer um power geyser em Fatal Fury 2 ou FF 3. Cada personagem tem seus movimentos únicos e estilo que se adapta a cada jogador. Aqui não tem os shotoclones que infestam os jogos de luta.




Nas beiradas das arenas (exceto na Geese Tower) há locais aonde é possível aplicar Ring Outs (ou na linguagem popular: Jogar pra fora da arena) nos adversários, idéia inserida em Virtua Fighter. O sistema de escolha de lutas é simples... Você escolhe seu adversário, e terá que enfrentar outros dois lutadores no mesmo cenário. E assim, sucessivamente até encarar a luta derradeira contra Geese.


Graficamente, é bom, embora não apresente muitos cenários, são menos que o antecessor. Ainda que sejam bonitos, alguns são inferiores aos de Fatal Fury 3. Os sprites em sua maioria foram reaproveitados, sendo que tivemos algumas poucas mudanças, como a roupa de Blue Mary. Mas no geral, os lutadores estão em sua melhor forma pixelizada, por assim dizer, e os novos lutadores estão excelentes. Os movimentos estão fluidos e menos exagerados que em FF 3. A arte do jogo também é muito boa, por assim dizer.


A parte sonora é um show a parte, a trilha conta com ótimos temas, destaque especial para os de Terry Bogard, Duck King e é claro, o tema do Geese que sempre é foda! Na parte de dubladores, todos cumprem bem seu papel, não sendo necessário muito desenvolvimento nesse departamento.




Outras versões:


Real Bout ganhou três outras versões (além de uma sequência), uma, saída pro próprio Neo Geo, é intitulada Real Bout Special, que conta com mais personagens jogáveis, o mais notavel sendo Krauser. O PS1 ganhou uma revisão de Real Bout Special, intitulada Dominated Mind, cujo enredo se centra no personagem Alfred (introduzido em Real Bout 2), e contando com um novo vilão, White, que foi inspirado num personagem do clássico filme Clockwork Orange. E o Game Boy, recebeu em 1998 uma versão reduzida de Real Bout Special, sendo parte da série Nettou!! (Uma série de versões portáteis de jogos do Neo Geo), criada pela Takara.



Finalizando, Real Bout ~Fatal Fury~ é um dos melhores jogos da franquia e diversão recomendada para qualquer um que curta jogos de luta e leva nota 98/100.

2 comentários:

  1. Ola como vai, gostei muito da sua matéria sobre este excelente jogo, hoje em dia estes mulekes que jogam video game nunca vão sentir a emoção de jogar um fliperama no seu lançamento e principalmente um jogo da SNK, FATAL FURY eu joguei no lançamento nos arcades, joguei no meu NEO GEO CARTUCHÃO e no meu NEO GEO CD, olha que emoção ter um video game destes, os controles e a jogabilidade de seus jogos, somente jogar os exclusivos isso sim era moral e jogar FATAL FURY em qualquer versão para os consoles SNK, era e É UMA MORAL, mas nos fliperamas também, hoje temos estas máquinas multifliper em quase todas as biroscas e botequins espalhados por aí, não se joga tanto assim como antigamente mais ai da há a magia do multifliper, que tem um mame lá dentro e trocentos games incluindo este maravilhoso jogo, em um mundo que só se joga tiro e mmo, as pessoas estranham você jogar uma OBRA PRIMA COMO FATAL FURY, enfim, gostei bastante da sua matéria e me fez lembrar de épocas incríveis e emocionantes que infelizmente nunca mais vão voltar, grande abraço!

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  2. Se tem um jogo de luta que joguei muito foi esse... Adoro esse jogo, adoro a "Dança da Fênix" do Kaphwan... Que nostalgia, ótimo post....

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