23 de jul de 2010

Drakengard 2 (PlayStation 2)


Lendo o review de Nier, no Game Blog do Amer, me lembrou deste RPG também produzido pelo estúdio Cavia, que é a sequência de Drakengard, de 2003. É um RPG de ação, que conta com momentos de combate aéreo, que lembram muito o clássico do Sega Saturn Panzer Dragoon.

O Jogo: Os Eventos de Drakengard 2 se passam 18 anos após o primeiro jogo, o protagonista Nowe, acaba de se juntar aos Cavaleiros do Selo (Knights of The Seal, organização que protege os selos que evitam o fim do mundo) e é lhe dada uma missão simples, alguns monstros estão atacando um Distrito (locais aonde ficam os selos), ele e sua amiga de infância Éris se encaminham. E quando Nowe descobre sobre como os selos são mantidos, a história de verdade começa. Uma trama relativamente simples, mas com muitas reviravoltas.

Jogabilidade: A princípio, para quem está acostumado a Action-RPG's velozes como .hack// e Kingdom Hearts, ou mesmo Zelda, Drakengard 2 parece meio lento, com o tempo você acostuma. Os comandos são simples, □ para o corte horizontal, ∆ para o corte vertical (um pouco mais lento, mas é bom para afastar alguns inimigos chatos), ס para magia (A magia varia de acordo com a arma utilizada e a magia tem 4 níveis de força, depende do nível da arma) e X dá um salto simples, L1 esquiva para a esquerda, R1 esquiva para a direita e utilizando L1+R1, o personagem dá uma esquiva inútil para trás (palavra de quem já jogou), R2 defende (bom para usar o comando de parry, que consiste em, defendendo, apertar □ na exata hora em que o oponente ataca, abrindo a guarda para um contra ataque).

O esquema de aquisição de armas melhorou em relação ao primeiro game, ao passo em que o número de armas diminuiu (65 para 60). As armas são divididas em cinco categorias: Espadas, espadas longas, machados, cajados e lanças, que são distribuidas pelos personagens:

Nowe: Usa espadas e espadas longas (bom em luta contra cavaleiros, ruim contra magos) Urick: Utiliza machados (e foices que estão na categoria machado) (Bom contra mortos-vivos, e seres gigantes).
Manah: Utiliza cajados. (bom contra magos e ruim contra cavaleiros) Eris: Usa lanças para praticar espancamento de inimigos (boa contra mortos-vivos).

O esquema de armas/uso de itens é interessante, antes de cada missão, você escolhe que armas irá levar numa roda de armas, num comando no menu (L2), você pode trocar de arma e personagem (trocando por exemplo para uma lança de Eris, você jogará com Eris), possibilitando estratégias numa batalha contra inimigos variados.


Em alguns trechos, jogando com Nowe, é possível montar em Legna (O Dragão que criou Nowe como um filho) apertando select e aí o combate fica até desleal, é possível exterminar legiões de inimigos. A jogabilidade mistura o rpg com um pouco de Panzer Dragoon. Os comandos são □ para tiro simples, deixe pressionado ao passar a mira por um inimigo e a mira irá marcá-lo para um teleguiado, o alcance chega a oito marcas dependendo do nível de Legna. O ∆ serve para algo que eu não notei muito bem, o O é a magia que é dependente do MP de Nowe, o X acelera o Legna, L1 esquiva para a esquerda, R1 esquiva para a direita e utilizando L1+R1, Legna dará meia volta, recurso muito útil em algumas batalhas.

Alguns estágios (momentos de transição entre um estágio e outro) são jogáveis apenas com Legna, aí é impossível não se lembrar de Panzer Dragoon, os comandos não mudam, apenas uma variação na magia, que se transforma no botão dos power ups (tiros de fogo [ 9 ], água [ 99 ], trovão [ 3 ], laser [ 1 ] ou escudo [ 1 ]. Em determinados momentos, há pequenos puzzles para resolver, nada de muito difícil, os puzzles mais difíceis estão nas partes iniciais do jogo, depois a produtora ficou preguiçosa e os puzzles praticamente somem.

Gráficos: Os gráficos in-game me lembram muito os de Sengoku Basara, da Capcom, não é nada que encha seus olhos, mas também não é de se jogar fora. As cut-scenes em CG são lindas, como qualquer trabalho da Square-Enix, embora sejam um tanto curtas e esparsas ao longo do jogo (cerca de oito, não chegando a 10 minutos de cenas). Baseando-se no fato de que é um jogo de 2005, tá na média. 

Sons: Eis o calcanhar de aquiles do jogo, a trilha sonora não é algo de se destacar, não é como aquela música marcante que você diz, AMAGADVOUCOLOCARNOMEUMP345678 (tá na hora de molhar o biscoito), os efeitos sonoros são até bons, mas a dublagem... Juro, eu tentei, tentei MESMO me convencer, mas a dublagem ocidental de Drakengard 2 é péssima, tá, não chega ao nível de KOF 2006 ou Soul Calibur 3 (piores dublagens ocidentais que já ouvi - Tá, eu ainda não ouvi a infame dublagem do Kamen Rider ZO do Sega CD), mas ainda assim é ruim. Um ou outro momento de boa atuação seguidas de toneladas de textos com vozes inexpressivas.


Finalizando: Analizando-se os prós e contras, Drakengard 2 é um jogo muito bom, com algumas falhas é claro, mas que tem uma história bacana e com reviravolta em cima de reviravolta. E uma curiosidade: Sabe porque peguei o jogo? Vi o logo da Squarenix na capa. Prontofalei.

Nota: Jogabilidade: 8,5/10 Gráficos: 8/10 Sons: 6/10 Nota Final (não é média): 8/10 Post Scriptum editado: Apesar de ser uma sequência, não depende totalmente do primeiro para ser jogado, pois os eventos mais importantes do jogo anterior que tem relação com esse são explicados no decorrer do jogo.


5 comentários:

  1. Me falaram muito mal desse jogo, aí eu nunca tive curiosidade de dar uma olhadela... E agora está mais dificil ainda de eu ir atrás

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  2. Na minha opinião, o maior problema de Drakengard tá na dublagem mesmo, que é realmente ruim. De resto, é como um Action-RPG normal.

    E...
    *spoilers abaixo*
    *AVISO SPOILERS*
    *TEM SPOILERS DO PRIMEIRO FINAL DO JOGO*
    Quando a Eris ressucitou após o colapso do mundo, e Nowe a reencontra eu quase chorei, sério. Depois dele tê-la matado, é realmente tocante.

    E no primeiro final, quando Eris sela a si mesmo como Deusa para salvar o mundo, mesmo a contragosto de Mana e Nowe, é de cortar o coração

    *Leu os spoilers? Bem feito, eu avisei!*

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  3. Sempre tive vontade de jogar esse game, mas começando do primeiro. Parece ser bem bacanudo!

    Ótima análise, só que a cor da letra se confundiu com o fundo do blog, só consegui ler selecionando o texto!

    Abraços!

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  4. Não consigo fazer que ele desça do dragão , como faço ?

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  5. Amigo, basta pressionar o botão select. Se for na primeira vez que estiver no dragão, o próprio Legna mostra o comando. ^^

    Para ilustrar melhor: https://www.youtube.com/watch?v=gexcOEq-EZc

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