4 de jul de 2010

Altered Beast: Guardians of the Realm

Todos nós jogamos Altered Beast ao menos uma vez na vida, e todos nós sabemos o quanto o game é bom, e reconhece o seu valor histórico.

Assim como vocês também conhecem o Altered Beast do Ps2, e sabe que aquilo vai contra todos os princípios do game original, sendo apenas uma reinvenção desastrosa, principalmente ao meu ver.

Mas hoje trago a vocês uma reinvenção que tinha tudo para ser um game de respeito, mas se mostrou surpreendentemente fraca.

Let´s go...



RISE FROM YOUR GRAVE? NOT AGAIN!

No jogo anterior controlávamos um guerreiro ressuscitado por Zeus, com a missão de salvar Perséfone das garras de Hades e com esse enredo simples e direto chutávamos varias bundas vindas do inferno até chegar ao todo poderoso Hades.

Enquanto em Guardians of The Realm, Zeus convoca um ex-lutador do Clayfighter para fazer uma limpa em 15 longas fases repletas de demônios enviados por Arcanon.

Pronto é só isso a nova historia, Zeus ressuscitou um guerreiro só para chutar bundas.

Tudo bem que o enredo anterior não era complexo, mas também não era necessario encurtar a historia a tal ponto e deixá-la como um enredo dos filmes do Steven Seagal.

Se bem que o personagem aqui lembra muito Van Damme, é sério, em muitos momentos enquanto jogava, lembrei do grande dragão branco, até mesmo nos golpes, revejam o filme e depois me digam se não estou certo.

Bem, o enredo é esse, então só nos resta jogar...

SIGAM-ME OS MAUS E OS FEIOS

Os comandos do game são os mesmos do clássico de 88, diferenciando-se que agora é possivel pular pressionando a defesa.

Não gostei muito dessa idéia de pressionar defesa para pular, no Master System não tinha isso, nem sequer possuía defesa.

Há bons tempos aqueles do Master, Mega...

O importante é que os controles são bons, não que isso possa ajudar em muita coisa aqui, já que não é sequer possivel seguir adiante sem levar dano, nem mesmo Kratos se sairia bem nessa empreitada.

PLAYDOLL TOTAL

Todos os personagens parecem ter sido modelados em massinha, alguém aqui já ouviu falar em stop-motion?

Era muito utilizado nos anos 80 e 90, em filmes de ficção e terror, assistam neco z alenky de 88, e entendam o que estou dizendo.

Mas isso não é algo ruim, Clayfighter era animal, mesmo com sua jogabilidade dura, me divertia horrores, muitos outros títulos que utilizaram desse recurso, também conseguiram um bom resultado.

Aqui a coisa ficou meio grosseira, pendendo para o lado cômico e não para a seriedade, um exemplo seria os zumbis.

QUE ZUMBIS SÂO AQUELES?

Eles estão mais para o Mr. Bumpy do que zumbis, ao menos atacam como tal, pois são em grandes números.

E as transformações...

A transformação em lobisomem foi a que mais me assustou, ele é totalmente cômico, lembra muito aquele lobo dos desenhos do Pluto, sabe qual estou falando né.

As demais são apenas razoáveis, mas também não agrada.

LA MUSICA?

A trilha sonora do game é bem mais voltada para o eletrônico, bem repetitiva, não chega a ser de toda ruim, mas para deixar claro.

Citemos a fase do pântano, não só é uma mistura de sons, como é extremamente irritante, capaz de fazer um emo se suicidar.

Impossível chegar ao fim dessa fase sem reduzir o volume da tv, aquele jogar zum zum dos pernilongos enche o saco.

EXTREMAMENTE DIFICIL

Gosto de um game difícil vez ou outra, mas difícil demais, acaba com o fator replay, o clássico tinha uma dificuldade um pouco alta, mas lhe dava varias Power ups para seguir adiante, aqui não.

As fases são muito longas e leva muito tempo para alcançar a Power ups, sem contar que chove inimigo o tempo todo. Chegam acumular na tela, parece brincadeira, mas não é.

As chances de você enjoar antes de chegar aos itens são muito grandes, DESAFIO a todos jogar durante 1 hora e vir dizer que não entediado ou irritado.

E temos as dengues, só que aqui são geneticamente modificadas, são imensas e testam nossa paciência a todo o momento, obrigando a todos desferir palavras de muito ódio e baixo calão.


CONCLUSAO

Um titulo que tinha tudo para dar certo, mas que pecou ao tentar se afastar um pouco do seu antecessor, inovar sempre é bom, mas com sabedoria.

Já ouviram a expressão “Time que esta ganhando não se mexe?”, aqui eles esqueceram esse pequeno detalhe, fases longas demais, musicas fora do contesto do game.

Peguemos um game famoso para compreenderem o que estou dizendo, seria como qualquer game da franquia Castlevania com o som da banda Calypso, entenderam agora?

O jogo não merece tanta malhação, pois a proposta é muito boa perto do Altered Beast do Ps2, aqui tentaram dar um novo sentido ao titulo incorporando um novo visual, mas mantendo o padrão clássico.

O jogo vale como curiosidade, mas infelizmente não tem nada que possa atrair os puristas de plantão.

Ainda fico com o Altered Beast original, até a próxima pessoal!

4 comentários:

  1. Eu to aqui com o Project Altered Beast (Aquele do PS2), só falta copiar a ISO e gravar pra jogar. Bem, o de Master pra mim é ruim demais, fraco, principalmente se considerarmos outros portes que o Master recebeu do Arcade (Hang-On é muito bacana, Space Harrier Idem) e a versão de Mega é bem legal, mas não é a coca toda que certos saudosistas tanto dizem. Talvez baixe o de GBA e o de Arcade pra dar uma bizoiada. Enquanto isso dou uma pensada no que fazer, ainda tem o review do Golden Axe de PS2 pra fazer e coisas da Sega Ages com menos de 100 MB pra baixar, CD's virgens pra comprar... Ih, to lascado!

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  2. E ah, eu ainda tenho que baixar algum Mazinger, a segunda temporada de K-On e... Putaquepariueuusodiscadatolascado!

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  3. Nunca curti Altered Beast. Sempre achei muito pouco jogo pra tanta propaganda, ainda assim curtia as cenas de transformação, e o poder do primeiro monstro (o lobisomem) me lembrava bastante a Chama Tremulante dos Presas de Prata (quem já jogou RPG de mesa vai sacar essa).

    Sempre ouvi falar muito mal de todas as versões desse jogo depois do Mega Drive, principalmente a do PS2, o que só faz me manter afastado dessa série.

    Enfim, ótimo artigo. Ainda bem que sobreviveste a um jogo tão fraquinho!

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  4. Achei o jogo num cd de roms de gba q tinha jogado aqui no quarto, e até que jogatinamente falando é bem superior ao original.

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