10 de jun de 2010

Haunted Castle (Arcade/PS2)

Tudo bem, eu sei que a autoridade em Castlevania aqui no pedaço é o Breder e tudo o que eu disser aqui pode e será desmentido por ele, hehe XD. Enfim, vou falar aqui da versão Arcade de Castlevania, que foi portada para PS2 em 2006, então vamos embarcando nessa nóia aí que eu to sem saco hoje (sério, abandonei a tradução de uma notícia sobre o novo MK por conta do cansaço).
















A série Castlevania (Akumajou Dracula no Japão) é um dos pilares da produtora Konami, com games para inúmeras plataformas, alguns com qualidade suprema (Rondo of Blood, do PC Engine é meu favorito), e outros nem tanto (Simon’s Quest é ignorável pra mim), e nem falamos ainda das iterações 3D porque eu não joguei.
Ok, joguei uns 20 minutos de Castlevania 64 e até gostei, mas não pude jogá-lo novamente por questões de força maior (O N64 era emprestado T_T). Enfim, em 1988, foi lançado para Arcade, o jogo “Haunted Castle”, e por lá permaneceu exclusivo… Até 2006, quando resolveram relançá-lo para Playstation 2.

História
Um jovem casal, de nomes Simon e Serena celebra seu casamento e estão felizes e serelepes andando por aí. Eis que surge o rei dos Vampiros (O de verdade, não aquelas bichas loucas de Crepúsculo) e sequestra a Sailor Moon, ops, a Serena. Ah, os anos 80… Nada de tramóias complexas e revoluções estelares, apenas o prazer de se chutar bundas enquanto resgata a
mulher amada. Ah, sim, Simon vai chutar a bunda do Drácula e resgatar sua amada.

Gráficos:
Eu não tinha noção nenhuma de como era o jogo do Arcade, pensei que essa versão do PS2 seria do tipo dos remakes da série SEGA Ages 2500… A princípío fiquei meio decepcionado, pois o jogo era um port do Arcade. Num segundo momento *cerca de 3 minutos depois*, analisei como um jogo de arcade do fim dos anos 80… E fiquei maravilhado de certa forma, o Cenário é detalhado na medida da potência gráfica de uma placa de arcade de 88. Os sprites são bem feitos, embora a movimentação não seja tão fluída, mas a dos primeiros castlevanias não eram (a coisa só começou a melhorar com Super Castlevania IV no SNES, Rondo of Blood no PC engine e Bloodlines no Mega Drive) tão fluídas quanto. Mas mesmo assim, após aquela olhada
desconfiada, o jogo se sai bem se tratando de um port.

Jogabilidade:
Tradicional do Castlevania, um botão (na verdade você pode usar 3, que são em tese a mesma coisa) para usar o seu leal Vampire Killer e um botão para pular, sem embromation. E utilizando pra cima + botão do chicote, a tradicional arma secundária, embora nesse jogo, elas sejam um tanto diferentes, usa-se bombas, bumerangues, entre outras coisas. Como dito no tópico anterior desse review, a movimentação tem a fluidez dos castlevanias de nes, o que é uma clara desvantagem para o pessoal da geração playstation que babou o ovo de Symphony of Night (Falo em si da Geração Playstation, não dos fãs de longa data que jogam desde o NES e do MsX). Oras, bando de emos, sejam machos e vão jogar Castlevania do NES! Sim, porque nesse você vai comer o pão que o diabo amassou. Mas não é disso que eu to falando! Aliás, Symphony of Night faz parte dos meus pecados Gamísticos, mas esse não é meu destaque.

Sons:
Eu poderia simplesmente escrever uma linha curta dizendo: “É Castlevania, é da Konami. Caso encerrado” E estaria completamente certo, pois as trilhas sonoras da série são fantásticas, foderásticas e capazes de dar o clima certo para cada fase. Em Haunted Castle não é exceção, a trilha sonora tem aquele toque da Konami, e não é difícil respirar fundo e entrar no clima do jogo, isso, poucos jogos são capazes de fazer. O ponto fraco da trilha de Haunted Castle não é nenhuma música em si, mas o fato que me parece que foi usado apenas um canal de áudio para músicas, pois em determinado momento da primeira fase, a música simplesmente some, dando lugar ao som da chuva. Sério, isso é de brochar qualquer fã das trilhas monumentais de Castlevania. Os efeitos sonoros são convincentes, contando com poucas vozes digitalizadas, mas não irritam como em alguns jogos.

Finalizando:
Castlevania: Haunted Castle é um bom jogo de Arcade, mas a conversão para PS2 deixa um pouco a desejar. Não pelo jogo em si, mas por ser um mero port sem qualquer atrativo, exceto a questão de créditos e a coisa do save/load. Se fosse algo na medida do Phantasy Star Generation (remake do phantasy star), Space Harrier (o do SEGA AGES vol. 4), seria algo mais tragável. Mas ainda assim trás um pouco de diversão, e você não precisa mais daquele seu MAME pra jogar Haunted Castle. P.s: Enquanto formato esse texto (já havia sido publicado no meu blog), to ouvindo a versão MegaDriver da Blood Tears. Mas minha musica favorita da série continua sendo aquela da primeira fase do Dracula X de SNES.


2 comentários:

  1. CARA! Gosto muito de Dracula XX, sofri horrores nesse game.
    Alias, o titulo Rondo of blood saiu com o PC engine, e XX no SNes? isso??

    Agora esse Haunted, acredito que devo ter lido alguma coisa sobre ele e até comentado, mas não me lembro, legal, nem sabia da existencia para PS2.

    Ae grande post meu caro :D

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  2. @Cyber Woo É, no Japão saiu com o título de Akumajou Dracula X: Chi no Rondo (Versão PC Engine) e a do SNES saiu como Akumajou Dracula XX, nos EUA como Dracula X e na europa como Vampire Kiss (que foi a que eu joguei na minha infância e só depois descobri que era o Dracula X), aliás, acho injusta a comparação que fazem entre o Chi no Rondo do PC Engine e o Dracula X do SNES, tipo, fora o Richter e a história, são jogos completamente diferentes em si!

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