14 de jun de 2010

Final Fantasy VII (PlayStation)

Um jogo que quebrou uma parceria de anos!
O jogo que marcou o fim do elo, que antes parecia inquebrável, entre a Nintendo e a Square: Final Fantasy VII. De acordo com a criadora da série isso ocorreu por causa da insistência da Nintendo em continuar usando cartuchos (o que foi que aconteceu no próximo console da empresa na época, o Nintendo 64). Qualquer um que já tenha jogado Final Fantasy VII sabe que o game, cheios de vídeos em CG, não conseguiria ter todo o seu conteúdo em um mero cartucho. A mídia CD é muito maior que o hoje aposentado cartucho, e mesmo assim, Final Fantasy VII teve que ser dividido em 3 CDs, pois o jogo era realmente enorme em seu conteúdo!
Revolucionário!

Foi o primeiro jogo da série a utilizar gráficos em 3D, o que na época foi algo totalmente inovador em um jogo do gênero! Final Fantasy VII também fez com que a série saísse do ambiente medieval (o que já havia ocorrido em menor escala em FFVI), tendo personagens e cenários com uma roupagem futurística. Mas isso não foi proposital, por incrível que possa parecer.

O que aconteceu é que os desenhos de Amano (que trabalhou em jogos anteriores da série) não ficaram bem em 3D, o que fez a Square passar o design dos personagens para Tetsuya Nomura. Amano só voltaria a trabalhar na série novamente no nono jogo, onde finalmente, com o domínio pleno da tecnologia do Playstation em relação a gráficos, seus personagens em estilo medieval puderam novamente dar o ar da graça com perfeição.
O protagonista!
O protonista do jogo é Cloud Strife, um ex-membro da Shinra. Atuando atualmente como um mercenário, ele ajuda o grupo Avalanche por causa de sua amiga de infância chamada Tifa. Barret é o líder do grupo Avalanche, e sua meta é deter a maldita empresa Shinra, de levar o mundo para uma completa destruição, pois esta suga incessantemente o “Lifestream” do planeta.
No decorrer da aventura novos personagens vão se juntando aos iniciais, e cada um deles possui uma estória profunda e que é muito bem explorada no jogo, caso o jogador assim queira. Até mesmo personagens opcionais como a ninja Yuffie Kisaragi e o misterioso Vincent Valentine possuem muita estória para contar.
Alguns personagens se destacam dentre os demais!
Agora dentre todos os carismáticos personagens que Final Fantasy VII trouxe ao mundo, realmente há um que se destaca: o vilão Sephiroth. Ele é para o mundo dos games, o que Darth Vader ( da série Star Wars) é para o cinema! Sem querer exagerar, Sephiroth é realmente um dos vilões mais amados e odiados da história dos videogames!
Deixando Sephiroth de lado, outro personagem que se destacou na trama de FFVII foi sem dúvida a adorável e doce Aeris. Mesmo participando somente da parte inicial do jogo, ela realmente marcou para sempre os fãs de FFVII.
Materia?
Uma grande novidade trazida por FFVII, e cujo esquema um pouco semelhante acabaria sendo também utilizado no jogo posterior a ele, foi que os personagens não possuíam uma classe definida. Por meio das “Materias” o jogador podia permitir, por exemplo, que todos os seus personagens fossem capazes de se utilizar de magias, sejam elas “Negras” ou “Brancas”. Mas as “Materias” também determinariam outras características dos personagens que as estivessem portando, como a possibilidade de roubar os inimigos ou até mesmo invocar criaturas místicas para ajudar durante as batalhas.
Gráficos
Bem, vamos falar então do jogo em si! Graficamente FFVII hoje pode ser considerado até um jogo feio, mas para a época em que foi lançado trazia gráficos inovadores para um jogo do gênero. Com seus gráficos 3D, realmente este jogo representou um salto gigantesco em termos de qualidade gráfica se comparado com os jogos anteriores da série. E a adição de ótimas cenas em computação gráfica (CG) no decorrer da estória do jogo, fez com FFVII fosse algo realmente revolucionário para sua época!
Efeitos Sonoros e Trilha Sonora
Os efeitos sonoros eram bem tradicionais, sendo que os jogadores mais veteranos na série logo iriam reconhecer em FFVII algum tipo de som já usado anteriormente em outro jogo da franquia. Isso já é uma marca registrada da série, onde a Square sempre fez questão de manter uma tradição em relação aos efeitos sonoros. FFVII pode não ser o jogo com os melhores e mais inovadores efeitos sonoros, mas tem o mérito de todos eles cumprirem bem o seu papel durante o jogo.
Já em relação a trilha sonora como de costume, é só elogios! Músicas fantásticas são um dos pontos mais fortes na série Final Fantasy, e em seu sétimo jogo não poderia ser diferente! Mesmo não podendo utilizar todo o poder sonoro do PlayStation, já que FFVII era a primeira investida da série em um console da Sony, era inegável a qualidade sonora obtida neste jogo! O maestro Nobuo Uematsu estava mais uma vez inspirado, e criou temas inesquecíveis como “Aerith’s Theme (o tema de Aeris)”, que é tão belo e triste que fez até mesmo marmanjões derramarem lágrimas. Outro tema que se destaca é com certeza a música “One Winged Angel”, o tema final do vilão Sephiroth, com sua introdução bem no estilo “Hitchcock” e seus belos coros! As demais músicas do jogo são todas ótimas, e fazem com que o jogador sinta na pela todas as diversas emoções que ele encontra durante a aventura de Cloud e cia.
Jogabilidade
A jogabilidade é bem tradicional, mas claro, tem suas inovações, graças às novidades que FFVII trouxe para um jogo da série. Foi neste jogo que o hoje obrigatório “Limit Break”, que em outros jogos recebeu nomes diversos como “Trance” em FFIX ou “Overdrive” em FFX, apareceu pela primeira vez, o que com certeza deixava o jogo ainda mais divertido. Nada melhor do que poder “apelar” com aquele adversário que está literalmente surrando um de seus personagens. Em suma, FFVII traz todos os costumeiros comandos básicos encontrados nos jogos anteriores da série, que não há como nenhum jogador reclamar.
Dificuldade
A dificuldade do jogo depende mais do jogador. Se o mesmo se dedicar a travar batalhas para aumentar o nível de seus personagens, desenvolver bem suas matérias para que possa ter as melhores magias e status, e também acumular dinheiro suficiente para sempre poder comprar as melhores armas e acessórios, não enfrentará grandes dificuldades no jogo.

Claro que algumas partes do jogo e alguns chefes irão exigir mais do jogador, mas se ele se preparar bem antes, tudo será mais fácil. Os labirintos encontrados no jogo não são tão complexos, diferente de alguns RPG que possuem labirintos enormes e dificílimos. FFVII realmente não é um RPG difícil.
Conclusão
FFVII foi sem dúvida um jogo que marcou toda uma geração de fãs de RPG, sendo considerado até hoje por muitos, como o melhor jogo do gênero já criado. Suas inovações e estória complexa são os dois fatores essenciais que garantem sua longevidade, além de claro, a enorme diversão que o jogo em si proporciona aos jogadores. É até agora o jogo da franquia Final Fantasy a receber o maior número de continuações, e das mais variadas formas possíveis, que vão desde animações até novos jogos, ambos contando fatos ocorridos antes ou depois dos acontecimentos narrados no FFVII original.
Ficha Técnica:
Ano de lançamento:1997
Plataformas: PlayStation e PC
Fabricante: Square (hoje Square Enix)
Gênero:RPG
Análise escrita por: André Breder Rodrigues

2 comentários:

  1. Admito que os Final Fantasies de PSOne fazem parte dos meus pecados Gamísticos, assim como a série Metroid e Metal Gear Solid, mas a história de FF 7 realmente tocou aqueles que a conheceram profundamente, e se temos hoje em dia a quantidade de rpg's no ocidente, foi graças a FF 7... Mas por incrível que pareça, Final Fantasy como RPG não me fascina tanto quanto antigamente. De qualquer jeito, excelente análise! ^^

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  2. Um dos meus pecados, nossa preciso me redimir disso logo,
    quem sabe agora eu não dou um jeito e detono essa pesta, hahahaha!!

    Excelente analise André ;)

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