17 de fev de 2010

Review: Metal Gear Solid 3 - Subsistence (PS2)


Por: André Breder Rodrigues

Ficha Técnica:

Título: Metal Gear Solid 3 - Subsistence
Ano de lançamento: 2005
Console: PlayStation 2
Produtora: Konami
Gênero: Ação
Número de jogadores: 1

O que já era ótimo, ficou ainda melhor!

Lançado em 2004, Metal Gear Solid 3 – Snake Eater, foi um enorme sucesso entre os fãs de Hideo Kojima. Quem esperava por mais do mesmo se depararou com um game que conseguiu inovar bastante, mas sem deixar várias características que são marcas registradas da série de lado.

Mas nem tudo é perfeito, e alguns fãs e críticos em games, mesmo assumindo que Snake Eater era com todos os méritos um dos melhores jogos de ação lançados para o PlayStation 2, tinham algo a reclamar: a câmera do jogo, praticamente estática, não permitia uma visualização adequada dos cenários do game.

Para que os jogadores pudessem ter uma visão mais ampla dos cenários, a única maneira era usar o botão L1 para utilizar desta forma a câmera em primeira pessoa. Mesmo o modelo de câmera de Snake Eater ser praticamente o mesmo utilizado nos dois games anteriores da série Solid, e ninguém ter reclamado disso antes, neste novo game uma câmera mais versátil se fazia necessária, por causa de seus cenários que são bem maiores do que os vistos em Metal Gear Solid 1 e 2.

Eis então que em 2005 é lançada a versão expandida de Metal Gear Solid 3, que recebeu o sub-título Subsistence.

Dentre os extras deste “pacote”, um agradou em cheio aos que reclamaram da deficiente câmera da versão original: sim, uma nova câmera foi adicionada no game, melhorando de forma completamente satisfatória a exploração dos diversos ambientes do jogo, bem como a localização dos inimigos.

O jogador ainda pode alternar no momento em que quiser entre a nova e a velha câmera, bastando para isso, apertar o botão R3, ou seja, nem mesmo os que preferiam a velha câmera (caso eles existam) teriam do que reclamar.

Outra grande novidade da versão Subsistence foi o modo online, disponível para os jogadores do Japão, Estados Unidos e Europa, onde até 8 pessoas podiam jogar juntas. Só que atualmente este tipo de serviço não se encontra mais em atividade.

E para os fãs antigos, ou para aqueles que não conheceram os games da série lançados para o MSX, Subsistence ainda trazia em seu pacote os jogos Metal Gear e Metal Gear 2: Solid Snake, que mostram as primeiras missões do principal protagonista da franquia, antes de Snake se tornar a lenda viva que é vista no primeiro game da série Solid. Bem, mas esta análise terá como foco o game principal, então vamos falar mais sobre ele nas linhas abaixo!

A história do game

A trama de Metal Gear Solid 3 ocorre durante o período da Guerra Fria no ano de 1964, onde um agente da CIA, de codinome “Naked Snake”, é enviado às florestas da União Soviética.

Sendo auxiliado via rádio pelo renomado Major Zero e por sua ex-mentora, a lendária The Boss, Snake tem como missão resgatar um cientista soviético que traiu seu próprio país conhecido como Sokolov, que está secretamente desenvolvendo um tanque equipado com armas nucleares, chamado de “Shagohod”.

Mal sabe Snake que sua primeira missão desencadeará uma série de eventos maiores, que colocará os Estados Unidos a beira de sofrer um ataque nuclear vindo da União Soviética!

Cadê o radar???

Algo que os velhos fãs da série irão perceber logo de cara, é a ausência do prático e útil radar que ajudava o jogador na visualização das áreas ou dos inimigos nos games anteriores.

Como assim? Em Metal Gear Solid 3 não tem aquele radar bacana? É isso mesmo! Bem, estamos no ano de 1964, se lembra? Nesta época ainda não existia a tecnologia encontrada em Metal Gear Solid 1 e 2, portanto o jogador deverá se conformar com os primitivos radares que o jogo oferece: o Motion Radar, que detecta qualquer tipo de movimento ao seu redor; e o Sonar, que reconhece qualquer tipo de som que ocorra em sua volta.

Mesmo estes dois radares não sendo a maravilha que são os radares utilizados pelo lendário Solid Snake no futuro, o protagonista de Metal Gear Solid 3, Naked Snake, pode se safar de muitos perigos caso o jogador tenha a manha em utilizá-los da maneira correta.

Preserve o vigor de Snake

Diferente dos outros games da franquia, em Metal Gear Solid 3 o jogador tem duas barras de energia: uma é a clássica barra de vida e a outra é uma barra de vigor (stamina), que vai diminuindo de acordo com as ações do jogador (esforços físicos como nadar, por exemplo, consome muita energia). Se Snake estiver com vigor muito baixo, ele se tornará mais lento, seus ferimentos demorarão a sarar e sua habilidade com as armas de fogo ficará bem prejudicada.

Para recuperar a barrar de vigor de Snake é preciso alimentá-lo. Praticamente todos os cenários do jogo permitem que o jogador encontre alimento, seja ele animal (peixes, coelhos, cobras, etc), vegetal (melões, cogumelos, etc), ou mesmo industrial (rações). O jogador deve tomar cuidado, no entanto, com o que come: alguns tipos de alimentos podem estar estragos, envenenados, ou mesmo não serem próprios para o consumo humano. Infelizmente descobrir se um alimento presta, ou não, vai na base da sorte. Cuidado com as dores estomacais!

Cuidando dos ferimentos de guerra!

Em Metal Gear Solid 3 o jogador deverá ter uma atenção redobrada em relação a sua barra de vida: se ela ficar com um ponto vermelho é porque você está com algum tipo de ferimento que precisa ser tratado.

Deve-se então entrar no opção do menu “Cure”, ver qual o problema e resolvê-lo. Durante a missão de Snake, ele sofrerá cortes, terá ossos quebrados, queimaduras, etc, então o jogador terá que acessar várias vezes o menu “Cure” e usar os medicamentos corretos para cada tipo de ferimento.

Camuflagens para um espião em ação!

Talvez a principal novidade em Metal Gear Solid 3 seja a possibilidade que o jogador possui de se camuflar de acordo com o ambiente em que ele estiver. A camuflagem do jogo é feita através de vários uniformes e pinturas faciais diferentes que Snake pode utilizar em sua aventura.

Quando mais adequado estiver os uniformes e pinturas faciais em relação ao cenário em que o jogador estiver, maior será o seu nível de invisibilidade, que é indicado no canto superior direito da tela. Em algumas situações o jogador poderá ficar praticamente invisível aos olhos dos soldados inimigos, mesmo estando a poucos metros, ou até mesmo centímetros, de distância deles, tudo graças ao uso correto da camuflagem.

Gráficos

Graficamente Metal Gear Solid 3 é bem superior ao game anterior da franquia lançado para o PlayStation 2 em 2001.

Os anos que separam a data de lançamento dos dois games foi crucial para que o terceiro capítulo da saga Solid fosse ainda mais trabalhado nos quesistos técnicos, onde claramente os gráficos foram melhorados ao máximo, ficando bem no limete do 128 Btis da Sony.

Os cenários do game possuem uma riqueza de detalhes absurda, e praticamente possuem vida! Nas áreas no meio da floresta, por exemplo, vários tipos de animais se fazem presentes, dando um sentimento de realidade incrível para quem está jogando: você se sente mesmo como se estivesse em uma selva de verdade!

O design dos personagens segue a tradição da série, e todos são bem realistas, só que, claro, em Metal Gear Solid 3 eles estão mais detalhados e bem feitos do que nunca! As cut-scenes do game literalmente dão um show a parte, e ilustram de forma a perfeita toda a complexa trama de Metal Gear Solid 3.

Sonoridade

Como já é de tradição na série, e também da produtora Konami, Metal Gear Solid 3 traz uma trilha sonora envolvente que dita de maneira perfeita todo o desenrolar da história do game. Norihiko Hibino e Harry Gregson-Williams foram os responsáveis pela criação de praticamente todos os temas musicais do jogo, tanto para os momentos cinemáticos quanto para os momentos de ação, e não há como não elogiar o trabalho da dupla.

O grande destaque da trilha sonora vai para o tema “Snake Eater”, uma música bem ao estilo dos temas encontrados nos filmes de James Bond, que além de fazer parte da abertura do jogo, também faz uma “aparição” numa parte muito especial do game. A voz que é ouvida nesta canção pertence a uma cantora chamada Cynthia Harrell, que possui uma belíssima voz.

Os efeitos sonoros mantém a qualidade já encontrada nos games anteriores, onde Kojima e sua equipe mostram que continuam tendo todo o cuidado para deixar o game com uma sonoridade mais próxima da realidade possível. Ao estar na selva, você se sentirá como se estivesse mesmo em uma selva, com animais fazendo barulho, pássaros voando ao sentirem a presença de Snake, cobras fazendo barulho ao rastejarem nas áreas com mato alto, etc.

Agora o grande destaque vai para o excelente trabalho dos dubladores do game, onde David Hayter se sobressai (claro) ao emprestar sua voz de soldado-durão para o primeiro Snake da série, fazendo um trabalho tão bom quanto fez durante suas interpretações do lendário Solid Snake nos dois games anteriores da saga. The Boss, dublada por Lori Alan, também é outro destaque, onde a dubladora consegue dar um charme todo especial a sua fria e calculista personagem.

Jogabilidade e Dificuldade

A jogabilidade em Metal Gear Solid 3 mantém em grande parte o que já foi visto na série, fazendo então com que o jogador que acompanha a franquia não tenha nenhuma dificuldade em relação ao controle de Snake.

Jogadores novatos na franquia também não enfrentarão grande dificuldades, pois a jogabilidade é simples, e o acesso às armas e itens é prático e fácil.

A utilização do CQC (sigla para Close Quartes Combat, não confundir com o programa Custe o Que Custa da BAND), que é uma técnica de combate em que o jogador pode acabar com seus adversários com grande rapidez, é o grande destaque da jogabilidade do jogo! Snake pode agarrar, ameaçar e até mesmo cortar a garganta de seus inimigos ao utilizar esta técnica de luta. Nos momentos em que Snake se encontrar cercado por vários inimigos, poderá também pegar um deles e usá-lo como escudo humano, tudo graças ao uso do CQC.

Em termos de dificuldade, a versão Subsistence permite que o jogador possa escolher entre os 4 níveis já presentes na versão Snake Eater e ainda traz um quinto nível, que recebeu o nome de “European Extreme”. Este 5º nível contém o mesmo grau de dificuldade do “Extreme”, mas a partida se encerra caso o personagem seja visto pelo inimigo, ou seja, é indicado somente para os fãs mais hardcore do game.

Seja qual for o nível de dificuldade escolhido pelo jogador, Metal Gear Solid 3 vai ficando mais complicado a medida que se avança no game. Em relação as chefes, como já é tradicional na série, cada batalha será única! Kojima sempre caprichou nesta questão, fazendo com o que jogador sempre tenha uma batalha totalmente diferente com cada um dos chefes dos games da franquia Metal Gear, e no terceiro capítulo isso se manteve, indo até um pouco além: quem travou a dura batalha contra o atirador de elite “The End” sabe o que estou falando! Este combate pode durar até mesmo horas e ele ocorre em uma vasta área de floresta densa, por onde o jogador deve literalmente “caçar” o velho franco atirador.

Metal Gear Solid 3 não é um game impossível, mas também não é moleza. Ver algumas telas de “game over” durante uma jogatina neste game é algo normal, ainda mais se o jogador escolher um nível de dificuldade que não esteja condizente com suas habilidades no joystick.

Conclusão

Metal Gear Solid 3 é, até o momento, o meu jogo preferido da série (ainda não joguei o quarto episódio)! Fazer com que os jogadores pudessem conhecer um pouco mais da história do lendário Big Boss foi, na minha opinião, uma tacada de mestre de Kojima!

Jogadores que ficaram decepcionados com o protagonista de Metal Gear Solid 2, não tiveram do que reclamar desta vez, pois mesmo não tendo o controle de Solid Snake neste game, todos puderam controlar aquele que foi grande responsável pelo charme do principal personagem da franquia! Não vou falar mais nada para evitar spoilers! No mais, Metal Gear Solid 3 é um game que deve ser jogado mesmo por aqueles que não são seguidores do mestre Kojima, pois trata-se de um “jogaço”!

10 comentários:

  1. Review Animal, eu estava pensando em fazer um Review sobre esse game, e eis que você me surpreende.
    È melhor eu partir para outro game,hahahah!!!
    Sou um grande fan da Serie MGS, e até o momento MGS 3 é um dos melhores que já joguei.

    Great Job ;)

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  2. Cara, jogaço mesmo. Joguei ele ano passado e já to com saudade hehe. Po a porrada contra o the end apesar de ter sido original achei CHATA demais =/ parada pra caramba...
    mas ae, ótima análise Breder. Bem focada mesmo. Não tem como se esquecer tbm das Zé gracisses que o Kojima colocou no game, pra variar xD

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  3. Gostei muito do seu review! Nunca joguei enhum Metal Gear, a despeito de todo "auê" ao redor da série. O demo de PS3 me prendeu por 5 minutos, mas depois de ler sua análise fiquei com vontade de dar mais uma chance ao game.

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  4. Já joguei muito o MTGS do PSX, mas confesso que este não consegui jogar não!

    òtimo review Breder!

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  5. Joguei muito Tanto MGS3 quanto Subsistence, e a câmera nova realmente AJUDA MUITO, se bem que eu não tive tanta dificuldade assim com a câmera antiga não... acho que o povo estava muito é acostumado com o radar kkk!!

    Uma coisa que me irritou muito neste game foi o sistema de CONSERTAR o Snake... tá loco, toda hora a gente tem que parar o jogo pra por band-aid no cara, tala na perna, antídoto, etc, chega uma hora que isso realmente satura, e fica chato. Foi uma excelente idéia, mas péssimamente executada, pois o que ela mais fez foi quebrar a ação do game.

    O CQC é outra idéia espetacular, mas carece de um tutorial para que possamos aprender a utilizá-la direito, pois é possível pegar os inimigos e fazer igual o Steve Segal fazia nos vilões kkk quebrar eles inteiros!! O problema é que o jogo não te ensina isso... um amigo arrumou um tutorial feito por fã, e o resultado foi que ele venceu a The Boss só na porrada no fim do jogo.

    No demais, o jogo é excelente!! Ainda prefiro o original de PSx, foi muito mias impactante ^^

    Boa análise como sempre Breder!! Não sabia que vc escrevia aqui XD

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  6. Boa Bredder!
    Esse aí eu comecei a jogar faz pouco tempo,o "normal" não o sub.
    Eu achei legal e talz...mas nao achei os controles intuitivos não...acho q é pq faz anos q eu nao jogo "metal gears"...stealth games eu prefiro o Splinter Cell, mas eu achei legalzinho esse aí, por ter um enredo mais complexo.
    Vou pegar com calma um fim de semana pra "re-decorar" os controles.
    Abraço!

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  7. @Sabat "Joguei muito Tanto MGS3 quanto Subsistence, e a câmera nova realmente AJUDA MUITO, se bem que eu não tive tanta dificuldade assim com a câmera antiga não... acho que o povo estava muito é acostumado com o radar kkk!!"

    Eu também, terminei primeiro o Snake Eater e só depois peguei o subsitence, mas curti mais a nova câmera, apesar de não ter enfentado dificuldades com a câmera da versão original. Só que em subsitence, a visualização do game aumenta e melhora muito, e o jogo fica mais gostoso de se jogar.

    @Nigazallucard© "stealth games eu prefiro o Splinter Cell"

    Comigo já é o contrário, tentei mas não consegui gostar de jogar nenhum game da franquia Splinter Cell que tive contato. Mas tudo é questão de gosto.

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  8. Metal Gear eh um jogo q eu naum tnhu paciência de jogar,pq tm q ficar muito tmpo na moita,e eu prefiro jogo mais banzai como o CoD(Call of Duty) e o MoH(Medal of Honor),o gráfico eh otimo,a historia e a jogabilidade tbm,mais naum faz meu tipo,c bm q e jogava o Splinter Cell:Double Agente,e jogo o Socom,mais sei lah!!!

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  9. Esse MEtal Gear é o melhor da série.

    Sério mesmo o do PS3 tem lá seus destaques, mas deve muito a esse

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  10. eu naum consigo passar a parte dos mortos no rio
    joguei e naum passei de lá o que eu tenho ke fazer?

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